<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176</id><updated>2012-02-01T00:28:14.676-02:00</updated><title type='text'>A Casa do Enforcado</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>234</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1248078479793351975</id><published>2012-01-30T22:24:00.002-02:00</published><updated>2012-01-30T22:28:59.129-02:00</updated><title type='text'>Sinal Fechado</title><content type='html'>Eu estava já tarde da noite voltando pra casa. Ainda não estava no ponto do ônibus que me levaria pra casa. Ainda tinha que pegar um outro, ir pro centro e do centro pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casal estava comigo no ponto. Calados, olhavam para a rua, esperavam o ônibus. E enquanto eu olhava pra eles olhando a rua imaginei se tratar de recém casados, pagavam um MRV e o carro devia estar na manutenção. Não pareciam um casal que pega ônibus, apesar de estarem confortáveis no ponto. Já imaginavam os filhos brancos que teriam. Eram brancos os dois, a menina parecia ter pintado o cabelo há muito tempo atrás. O rapaz tinha cabelos pretos e curtos. Imaginava o carro prata de quatro portas e a babá suburbana, talvez até do meu bairro, que, assim como eu, teria que pegar dois ônibus para chegar na casa do casal, provavelmente no Buritis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginando as férias daqueles dois em Cabo Frio a menina com a mão na cabeça se abaixa, balança negativamente. - “Não. Não era assim. Não era assim não.” - Vira pro rapaz, que não diz nada, mas se assusta. E antes de continuar, a jovem moça com seus 28, 30 anos procurou comigo qualquer olhar de respaldo. Eu como de costume ouvia Marcelo Camelo, procurando também qualquer coisa que se perdeu. A moça continuou: “Não era isso. Não era pra lá que eu queria ir. Eu queria ser médica, depois quis ser bombeiro, quis ser atriz, quis ser detetive, quis viajar o mundo com alguma coisa. Com alguma coisa. Eu queria montar numa carroça e sair andando. Queria estar em outro lugar. Queria estar no espaço e entender de estrelas. Queria tanto que fosse tudo! Menos isso. Tudo menos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câncer, pensei. Sempre penso no câncer. Estávamos perto do Hospital Belo Horizonte. Tentei sentir o cheiro do seu hálito e verificar qualquer dose de álcool pro caso de ser apenas a lamentação que vem junto com o álcool. Parecia não ser. A menina estava rígida, firme, não podia ser álcool. Voltei pro câncer. O rapaz não dizia nada e isso era desesperador. Desesperador. Ela continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu deveria ter ido. Pra algum lugar. Quer dizer que agora é isso? Todos os dias dos próximos 25 anos até eu me aposentar? E pra depois resta a dor. Só vai restar a dor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz finalmente disse alguma coisa: “Mas o que você quer fazer? Vamos. O que quer fazer?” – A menina com a cabeça abaixada resmungou baixo: “Fazer o que? Não tem mais nada pra fazer além de trocar de sofá. Além de chorar nos dramas baratos. Não tem mais nada pra fazer além de ir pra Cabo Frio. Não tem mais nada pra fazer além de trocar de carro. Preto ou prata? Preto ou prata? Vamos pegar um cinza esse ano? Vamos comer pizza fora? Vamos conhecer o novo bar que abriu na lagoa? Vamos na casa do Eduardo assar uma carninha e jogar conversa fora? Vamos fazer o que? Ver os fogos em Copacabana? Ver o carnaval pela televisão? Vamos pruma pousadinha nas montanhas? Vamos! Vamos reclamar dos impostos? Vamos sair por ai e mostrar nosso carro novo? Vamos atualizar o facebook com as fotos de Florianópolis? Vamos! Vamos pras compras de natal, sua tia merece. Vamos! Vamos juntar um dinheiro pra ir pra França. Vamos conhecer o Louvre. Vamos conhecer Barcelona. Vamos dormir até mais tarde.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não entendo você.” – O rapaz disse perdido. Sem entender essa angústia. Sem entender, sem saber de onde vem. Para ele, tudo fazia sentido. – “Vamos mesmo trocar o sofá.” – Pensava sem dizer. – “Eu queria mesmo conhecer o novo bar que abriu na lagoa.” – Sem saber que ônibus vinha ele deu sinal, a colocou pra dentro junto com ele e foram, pra onde o ônibus os levasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o ônibus arrancando. Foi embora a menina prum lugar onde ela não queria estar. Faltava pouco pra menina se resignar. Faltava pouco pra ela. Fiquei no ponto. Fiquei ainda por muito tempo. Afinal, meu outro ônibus só chegaria à zero hora. Já não ouvia o Camelo. Ouvia Recanto Escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu venho de um recanto escuro&lt;br /&gt;O sol, luz perpendicular&lt;br /&gt;Do outro lado azul do muro&lt;br /&gt;Não vou saltar&lt;br /&gt;Eu chego às portas da cidade&lt;br /&gt;E nada procuro fazer&lt;br /&gt;Espero, nem feliz nem gaia&lt;br /&gt;Acontecer...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até choraria. Quase. Mas secou, resignou. Olha o ônibus. O sinal fechou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Pois é quanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta coisa que eu tinha a dizer&lt;br /&gt;Mas eu sumi na poeira das ruas.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1248078479793351975?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1248078479793351975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1248078479793351975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1248078479793351975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1248078479793351975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2012/01/sinal-fechado.html' title='Sinal Fechado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8669422887944576030</id><published>2012-01-11T04:11:00.003-02:00</published><updated>2012-01-11T04:16:58.636-02:00</updated><title type='text'>"Não Há Motivo Para Festa Ora Essa, Eu Não Sei Rir à Toa"</title><content type='html'>Eu estava outro dia esperando o ônibus que ainda demoraria mais cinquenta minutos pra chegar. Com os fones de ouvido senti uma mão nas costas. Me virei, e do meu lado outro sujeito esperava o ônibus, este me perguntou a quantas da noite estávamos. Dez e vinte, respondi. Obrigado. Virou-se e deu com seu amigo ou colega de ponto de ônibus. Este efusivo, ainda da esquina: E ai? Conseguiu? - Consegui. - Que beleza. Parabéns! - Obrigado. Vai comemorar? - Não. - Como não? Esse emprego não é uma beleza? - Sim é. Mas é só mais um emprego. Não há o que comemorar. - Que isso. Tem que se comemorar! Um empregão desses assim não se acha em qualquer lugar. – É. Deixa a comemoração pra quando eu ganhar na sena. – Ah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei de novo os fones de ouvido. Era um sujeito da realidade. Duro como um marinheiro sueco. Desses sujeitos que morrem sem comemorar um aniversário, uma bodas, um debute sequer. Já estava eu entre “Tá bom” e o “Último Romance”, quando o amigo lhe perguntou: E o ano novo? - Sem tirar os fones ouvi sua resposta. – É mais um. Só mais um ano. Sem nada de novo. - O amigo finalmente havia desistido e permaneceu ali parado, do seu lado, esperando o ônibus, sem mais lhe dirigir a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faltavam vinte para o ônibus apontar do alto do pequeno morro quando o marinheiro sueco vira-se para o ex-efusivo amigo e fuzila: Você acha que eu sou algum palhaço? Algum idiota? Eu sou uma pessoa séria, muito séria. Eu não comemoro porque não há o que comemorar. Percebe? Não há o que comemorar. São quase onze da noite e estamos aqui, há vinte minutos esperando outros vinte minutos passarem e só daqui à uma hora vamos chegar em casa. Olha lá do outro lado da rua, mendigos, assaltantes, tarados, vândalos, pichadores, putas, pobres. Olha lá do outro lado a fome. Comemorar é desrespeitar a dor alheia. Comemorar é um tapa na cara desse mundo desigual. Comemorar é, nesse mundo, um aviltamento a tudo que ele te oferece. Não há o que comemorar. Não há. Eu sou uma pessoa séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausei o som. Amarante ainda não tinha dito o “pra te acompanhar” – não gosto de perder essa parte. Não gosto. Preferi não mais me dividir entre a música e o discurso. Todo o ponto de ônibus esperava a resposta do amigo ex-efusivo. Talvez chorasse, talvez desse-lhe um soco no amigo sueco. O ex-efusivo não disse nada. Ficou olhando para o outro lado da rua. E assim foi. Da esquina vinha um sujeito com um carrinho de supermercado. Ele gritava: Vai. Vai. Vai. Vem. Vem. Vem. – e os outros foram ao seu encontro. No carrinho uns vinte litros de cachaça. Gargalhavam todos. Gargalhavam. Gargalhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto do morro nosso ônibus apontou. O ex-efusivo, retomando sua energia vital de um legítimo brasileiro, que, como dizia o Nelson, é um eterno feriado, gritou: Chegou!!! Graças a Deus!! – Sorriu, meteu a mão no bolso e já com o dinheiro contado, recontou enquanto a fila andava. Três e sessenta e cinto! Com ar aliviado o efusivo disse pra si mesmo: “Vamos pra casa. Vamos pra casa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos pra casa!” Eu repetia, respondia, concordava e comemorava com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E se tempo for te levar eu sigo essa hora e pego carona...&lt;br /&gt;Pra te acompanhar... (Metais)”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8669422887944576030?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8669422887944576030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8669422887944576030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8669422887944576030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8669422887944576030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2012/01/nao-ha-motivo-para-festa-ora-essa-eu.html' title='&quot;Não Há Motivo Para Festa Ora Essa, Eu Não Sei Rir à Toa&quot;'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3631907998098812183</id><published>2011-11-05T17:22:00.003-02:00</published><updated>2011-11-05T17:36:04.368-02:00</updated><title type='text'>Se Eu Sou o Artista, Quem é o Engenheiro? ou A Solidão Transviada</title><content type='html'>Outro dia conversava com minha mulher sobre a solidão do artista. Também comentei semelhante coisa com o Pedro Romero. Já disse aqui também nesse blog sobre a solidão. Quando comentei sobre a solidão porém, me referia a um tempo em que as pessoas eram engenheiras, administradores, padres, motoristas, pedreiros, etc. etc.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo antigo, solidão era coisa de artista. Aliás, solidão ainda é coisa de artista. O caso é que, todos queremos ser artistas. Não se dobra uma esquina sem tropeçar num ator, num músico, num cineasta, num escritor, etc., etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem meus amigos. No mundo antigo, ouvir era um prazer hediondo. Ouvia-se o rádio, ouvia-se música, ouvia-se Fidel e seus discursos. Hoje, todo mundo é artista. E um mundo de artistas é um mundo absolutamente tedioso. As plateias acabaram. Se as há, são artistas. Irremediavelmente a solidão é a tradução do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista é só, já o sabemos. Só e fala cada vez menos. Interage cada vez menos. Publica cada vez menos. Se nos anos 40 do século passado o artista fazia 400 peças no ano, hoje ele faz duas por década. E entre uma peça e outra, mergulha numa depressão criativa que se pode chamar de experiência de quase morte ou quase vida. O artista que convivia com enfermeiros, médicos, advogados, historiadores, pedreiros, motoristas, almoxarifes, jogadores de bocha, etc., etc.. se perdeu nos anos 40. Esse artista saia de seu espetáculo e dividia atenções com outros assuntos, a guerra fria, a inflação, a copa do mundo, etc., etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há hoje porém a multiplicação da arte. Todos fazemos arte. Na Fiat são todos artistas. No engarrafamento são todos artistas. Outro dia num sinal de trânsito, um sujeito desceu de seu Audi, tomou as bolinhas do malabarista do sinal e começou a fazer malabares. Houve um buzinaço e o motorista do Audi arrecadou mais dinheiro que o menino malabarista. O motorista devolveu as bolinhas e disse ao menino: “É assim que se faz.” – E voltou a solidão de seu Audi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer e não sei se estou sendo muito claro é que a solidão é um item inerente a vida de todos. E o caso é que, para se combater a solidão, cada dia mais, os engenheiros estão virando artistas. Há na sociedade uma falsa ideia de que o artista não é só. O artista está na televisão dando entrevistas, curtindo festas e festas, conhecendo muita gente e dando autógrafos mil. Há a confusão e digo qual é: a fama é a antítese da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cada dia mais todos somos artistas, procurando 5, 10, 15 minutos de fama. 5, 10, 15 minutos de companhia. Vejam o Facebook por exemplo, estão todos lá, publicando frases, repercutindo ideias. O Facebook é a tv do novo artista. Lá ele publica que esteve em Londres, que esteve em Buenos Aires, que está com prisão de ventre, etc., etc.. O que o novo artista quer é um TV Fama à sua disposição. Comenta fatos, espalha boatos e dá notícia de si mesmo como um Nelson Rubens de peruca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é no meio desse circo que os artistas dos anos 40 se perdem, se isolam e deixam de ser artistas. Na semana passada tive notícia de um grande músico que se isolou no Alto Xingu. Me contaram (pelo Facebook) que está lá para defender a causa indígena. Minha amiga Luciana deixou o palco para lutar pelas periferias. &lt;br /&gt;Eu, de verdade, lamento dizer o óbvio a vocês meus amigos. Infelizmente alguém tem que dizê-lo. O administrador, o programador de materiais, o bibliotecário, o funcionário público, o poder econômico, hoje é artista. Não sobrou outra coisa para o artista além de ser almoxarife, enfermeiro, educador, sociólogo, professor, empresário, etc., etc.. - O mundo não poderia parar! – Me dizem os idiotas de objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade poderiam dizer ainda que esse texto é facista. Mas vejam bem amigos. Não digo que nem todo mundo pode ser artista. Pelo contrário. Até poderia explicar-lhes minhas reais querelas nesse texto. Mas não seria objetivo e nem faria me entender. Se entenderem esse texto assim. Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa antropologia hedionda nada adiantou. Ainda estamos todos sós. Esperando alguém chegar, para nos servir de plateia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3631907998098812183?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3631907998098812183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3631907998098812183' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3631907998098812183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3631907998098812183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/11/se-eu-sou-o-artista-quem-e-o-engenheiro.html' title='Se Eu Sou o Artista, Quem é o Engenheiro? ou A Solidão Transviada'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3336929727345540589</id><published>2011-10-19T23:18:00.000-02:00</published><updated>2011-10-19T23:19:28.655-02:00</updated><title type='text'>O Paraíso é Burocrata</title><content type='html'>São vinte e sete anos ainda mal vividos. São ainda mal vividos. Se me perguntassem: Morreu feliz? Eu diria não. Se fosse eu como Brás Cubas, teria poucas memórias. Até elas. Tantas, tem sido menosprezadas. Digo menosprezadas por mim mesmo. Enfiado numa burocracia da sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se dizer porém que, não é lá um apocalipse. Ainda só teimo em não perder o apetite. Mas a burocracia. A burocracia dilacera o espontâneo. A burocracia termina com a surpresa. A burocracia é a antivida, a antipessoa (há hífen ou não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não vejamos, a burocracia impede lampejos. Prioriza o método à loucura. Loucura que tanto prezo. É preciso coragem para a loucura. Mais do que a loucura, diria que a coragem é a grande loucura. E a burocracia... é a antiloucura. A burocracia é o correto, é o processo, é o plano. Planejemos para que não dê errado. Supondo que os erros são desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já disse isso a vocês amigos que, a perfeição é a burocracia. O paraíso é burocrata. O paraíso não passa de bons modos e carimbos sobre a mesa. Quando escuto um cantor afinado, que não sai do tom, que nem por um instante se deixa dominar pela música eu me decepciono por mim e por ele. Música para os afinados não passa de matemática. É sim capaz de emocionar, mas é pouco. Emociona somente o outro. E quanto àquelas pobres almas que vagam sobre um mundo onde a alteridade ainda tem sentido... Esses pobres diabos que se emocionam com a emoção do outro, muito mais que a sua própria. Esses parasitas que cobram lágrimas, gritos e vozes sufocadas. O acorde que deixa de caber em si mesmo e transborda, deixa de ser partitura pra ser outra coisa maior. Deixa de ser um burocrata afinado como Paula Fernandes e tantos outros. Passa a ser assim, mais respeitoso com si mesmo do que com sua plateia e por isso mesmo, passa a respeitá-la muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mal vividos esses 27 anos porque seria burocrático aceita-lo assim. Dizer que está tudo bem e que esse meu mundo é ruim mas é muito bom é coisa de burocrata. – “Vai levando.” – “Vou levando.” – Estão te levando. Estão me levando. E a cada dia o mundo se acelera e as mudanças são pequenas. É a contramão. É a contramão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3336929727345540589?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3336929727345540589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3336929727345540589' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3336929727345540589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3336929727345540589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/10/o-paraiso-e-burocrata.html' title='O Paraíso é Burocrata'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7741566458312859215</id><published>2011-10-15T01:53:00.003-03:00</published><updated>2011-10-15T01:57:14.111-03:00</updated><title type='text'>Deserto Acelerado</title><content type='html'>Vejam vocês o cotidiano. Ouvi outro dia alguém dizer que um poeta constrói beleza a partir do banal. Eu não sei se cheguei a comentar isso com alguém ou eu pensei alto em algum dia desses. Mas a construção da beleza não deve buscar a pura beleza. Mais do que a afinação ou a palavra no lugar, a beleza deve carregar algo de bruto, de não lapidado, de sincero. A beleza vem quanto mais próxima estiver do impulso. E se é humano, é distante de qualquer simetria. Se não vejamos os quadros renascentistas. Falta ali um balde de tinta por sobre a tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu dizia do cotidiano. Pois bem. Até quando um poeta consegue, do deserto, construir beleza? Ultimamente tenho desconstruído textos. Digo que ando me repetindo há pelo menos dois anos. Vá lá que autores precisam de obsessões, contudo não vale como desculpa a falta de assunto. Digo, a estética da obsessão não pode valer-se da falta de novidades. Mas vejam a desconstrução: O mundo, de aceleração acelerada se converge com a falta de mudança. Percebam que, na medida da passagem dos anos, a vida muda menos, os planos mudam menos. Aliás, os planos mudam todos os dias. E a cada dia eles são cada vez mais planos que qualquer outra realidade. Mas o mundo pede mudanças, pede aceleração. Mas faltam aos planos, realizações. Resta senão a pose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mundo não muda, se os planos não passam de planos, resta mudar o status do MSN, resta comentar o quanto tem estudado, o quanto tem trabalhado, o quanto tem feito de coisas boas. - “Ah meu cotidiano!” - suspiram os facebooks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu digo que, pior do que o meu cotidiano, é o cotidiano dos outros. Estes sim, enfadonhos, desertos acelerados. Estamos fartos de desertos acelerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo dos outros, para os outros, deixou de ser texto. Virou tópico. Acelerou, empobreceu. E se o mundo dos outros se reduziu a um asterisco seguido de meia dúzia de palavras, meu mundo ficou também menor. Ficou também árido. Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos perdendo o apetite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7741566458312859215?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7741566458312859215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7741566458312859215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7741566458312859215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7741566458312859215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/10/deserto-acelerado.html' title='Deserto Acelerado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6531957936115914975</id><published>2011-09-05T22:06:00.000-03:00</published><updated>2011-09-05T22:07:53.663-03:00</updated><title type='text'>Eu e o Terapeuta</title><content type='html'>Acabo de voltar de minha consulta com o terapeuta e, no primeiro encontro ele já me dá ás boas vindas: “Suas decisões estão baseadas no passado. As baseie no futuro.” – Logo respondi: “É óbvio que baseio minhas escolhas no passado. Vontade de potência não é comigo.” – Ela logo me introduziu a mim mesmo mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você, aos 11 escolheu o vôlei e preferia matemática a geografia. Aos treze já jogava basquete e preferia História à Biologia. Aos quinze dividiu-se entre Teatro e Basquete. Aos 18 parou de atuar e queria ser dramaturgo, iluminador, cenógrafo, pião da arte, etc., etc.. Aos 19 foi para a História alegando que você gostava de escola. Entrou pra Fiat e saiu da Fiat alegando que gostava de escola. Formou-se em História e seu grupo de teatro acabou. Você, junto com o grupo enterrou o teatro. E ai, acabou o curso de História e você o enterrou também como fizeram seus amigos mais próximos. Voltou pra Fiat não sem antes pensar que seria mecânico de aeronaves. Agora quer sair da Fiat porque você gosta de escola e gosta de teatro. Diria que se tivesse idade pra isso, você voltaria pro Basquete e lá, a insatisfação chegaria e você iria para o Teatro e do Teatro de volta pra História e de volta pra Fiat e de volta...” – “Entendi. Entendi.” Eu disse atabalhoado. Ela me ignorou e continuou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sempre quis ser motorista de ônibus não é porque você adora ônibus e o que o motorista faz. Você sempre quis ser motorista porque é isso que você mais via na infância. Baseado no que você me disse sobre a ansiedade da sua mãe, ela na certa não ficava muito em casa e nunca dirigiu, logo, o profissional que você teve mais contato na infância foi o motorista de ônibus. Depois disso você me disse que queria ser médico, a segunda profissão que você mais teve contato, dado seu problema de intestino e suas alergias constantes. Depois disso você saiu do mundo real e se apegou a personagens. Já quis ser Hamlet aos 16, Doug aos 12, James Bond dos sete até hoje. Rambo com 13, o Steven Seagal dos 11 aos 20. Você nunca quis ser você e na medida que envelhece você já não sabe bem quem você é porque você nunca foi você nem nunca quis envelhecer. Eu posso ouvir você dizer: “Quero fazer 18 pra dirigir e parar por ai.” – De certa forma você não está errado, mas é inevitável. Inevitável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente soou um sino de relógio de corda. Era o fim da sessão. Era a primeira e última sessão. Pra que afinal estaria eu na terapia se já sabia de tudo isso? Eu não pude falar nada porque não queria falar nada porque não queria argumentar nada como não quero argumentar nada, provar nada. Cada fanático para o seu lado. Fiquemos nisso. Cada fanático pro seu lado. Preciso eu de um fanatismo. Pra ontem. Pra ontem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6531957936115914975?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6531957936115914975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6531957936115914975' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6531957936115914975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6531957936115914975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/09/eu-e-o-terapeuta.html' title='Eu e o Terapeuta'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8744571763102800339</id><published>2011-09-04T23:02:00.004-03:00</published><updated>2011-09-04T23:24:15.266-03:00</updated><title type='text'>Eu e o Marcelo Camelo</title><content type='html'>É verdade que nos últimos tempos tenho estado mais longe que o habitual de todos vocês amigos queridos que não mais visitam este espaço. Assim como a casa do enforcado, que depois de um tempo, fica mal assombrada, esta é a condição deste blog. A bem da verdade, a falta do cigarro é como se por um tempo faltasse algo de muito importante. Ainda sinto falta do cigarro, sobretudo para escrever. Pode ser dai a falta de textos. Mas há mais. Há mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, escrevo errando as letras no teclado e com as vistas borradas. Mais do que isso, as palavras estão todas fora do lugar. E por conta dessa confusão mental. Por conta dessa falta de coordenação motora fico só. Calado. Contemplativo. Tenho gostado de ver algumas coisas e guardar todas em meu bolso largo, grande. Da peça do Nelson que tanto queria falar aqui. Deixei pra lá. Era tanta coisa que não vertia mar num grão de areia. Era grande demais pra mim, pequeno demais pro resto. Como é o teatro. Como são muitas outras coisas. E a megalomania disso tudo que não vertido em mais nada a não ser no nada, fico assim, contemplativo e estático. Tenho resolvido questões simples de matemática é verdade. Descobrir quais os ângulos de um escaleno diria, é como acender um cigarro. Dá prazer, mas faz mal. Ao contrário, lá está, diante de mim, os livros todos que comprei e que tenho medo de lê-los e chegar ao fim da linha sem nada para colher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou eu mais uma vez para um caminho que conheço e que abandonei. Como conhecia o caminho da Fiat e abandonei uma vez e voltei e abandonei de novo. Me faz pensar que é confortável não gostar. Estando no caminho errado, a responsabilidade das coisas é sempre menor. Se fracasso, fracasso porque não gosto. E estive no Basquete dizendo de meu lugar no teatro e no teatro me dizia basquete, me disse História e na História me disse Teatro e no Teatro me disse mais uma vez História e na escola me disse manutenção de aeronaves e por lá não me disse nada. Pra me dizer tempos depois na Fiat que o lugar é a escola e o medo é fracassar na escola e me dizer, é na escola e é um fracasso. É no teatro e é um fracasso. É na vida e é um fracasso. E a tal liberdade do fracasso. Sempre a experimentei. Nunca a experimentei. Não esperar nada é sempre melhor que esperar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso sempre sonhei longe de onde estive. Bem é verdade que Fiat não é lugar pra sonhar, em nenhuma hipótese. É o lugar comum. É onde eu poderia estar com 1/9 do meu esforço. É quase que, se tivesse nascido e não tivesse feito nada além disso, estaria ali, na Fiat. E o resto do mundo? Pra onde minhas pernas devem marchar? É mais uma vez um caminho conhecido e com todas as obrigações do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fracasso assim como a dor são suportáveis quando se está sozinho. E o exagero da ideia de felicidade só existe quando existe a companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que nenhum caminho existe. Inventamos todos. Os circulares, os lineares, tortuosos, soslaios, etc.. Vamos daqui, contemplando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marcelo me diz aqui o, pra mim irreproduzível, diálogo entre eu e os trombones. É o mar vertido num grão de areia. É o mar. É o mar vertido num grão de areia. Num grão de areia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8744571763102800339?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8744571763102800339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8744571763102800339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8744571763102800339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8744571763102800339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/09/eu-e-o-marcelo-camelo.html' title='Eu e o Marcelo Camelo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-904774865304605723</id><published>2011-08-27T00:03:00.002-03:00</published><updated>2011-08-27T00:05:26.770-03:00</updated><title type='text'>A senha é: cezanne</title><content type='html'>Mais do que seus quadros, a originalidade da misantropia de Cézanne é sua grande genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o House.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim falta a genialidade de um deles. O resto, tenho ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se esqueça: a senha é: cezanne.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-904774865304605723?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/904774865304605723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=904774865304605723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/904774865304605723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/904774865304605723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/08/senha-e-cezanne.html' title='A senha é: cezanne'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-389172337549490604</id><published>2011-07-04T03:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T03:01:03.257-03:00</updated><title type='text'>I'm Falling</title><content type='html'>Have no fear&lt;br /&gt;For when I'm alone&lt;br /&gt;I'll be better off than I was before&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've got this light&lt;br /&gt;I'll be around to grow&lt;br /&gt;Who I was before&lt;br /&gt;I cannot recall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Long nights allow me to feel...&lt;br /&gt;I'm falling...I am falling&lt;br /&gt;The lights go out&lt;br /&gt;Let me feel&lt;br /&gt;I'm falling&lt;br /&gt;I am falling safely to the ground&lt;br /&gt;Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll take this soul that's inside me now&lt;br /&gt;Like a brand new friend&lt;br /&gt;I'll forever know&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've got this light&lt;br /&gt;And the will to show&lt;br /&gt;I will always be better than before&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Long nights allow me to feel...&lt;br /&gt;I'm falling...I am falling&lt;br /&gt;The lights go out&lt;br /&gt;Let me feel&lt;br /&gt;I'm falling&lt;br /&gt;I am falling safely to the ground&lt;br /&gt;Ah...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-389172337549490604?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/389172337549490604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=389172337549490604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/389172337549490604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/389172337549490604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/07/im-falling.html' title='I&apos;m Falling'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' 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magnetically&lt;br /&gt;Gonna rise up&lt;br /&gt;Throw down my haste in the road&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4884430423552071470?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4884430423552071470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4884430423552071470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4884430423552071470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4884430423552071470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/07/rise.html' title='Rise'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5655096897519276438</id><published>2011-07-04T02:52:00.001-03:00</published><updated>2011-07-04T02:53:27.293-03:00</updated><title type='text'>Acima, A casa do Enforcado</title><content type='html'>Enforcado que é personagem de Gil Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de Na Natureza Selvagem o sujeito chega a conclusão que felicidade só existe se for compartilhada. Ou seja, a ideia de felicidade além de um exagero é uma impossibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu mesmo fizesse uma cirurgia pra tirar o tumor que tenho no pulmão e as coisas dessem errado? E se no banheiro de casa, sangrando eu pegasse o telefone e ligasse para. Quem? A ideia de felicidade além de um exagero é uma impossibilidade. Eu mesmo tratei de me despedir de alguns. O último deles foi doloroso... queria ainda falar tanto, ouvir tanto. E não deu. Foram alguns minutos. Eu precisava ir embora. Me despedi. O tempo passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três da manhã. Três. Quem atenderia o telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão é inevitável. A façamos direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5655096897519276438?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5655096897519276438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5655096897519276438' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5655096897519276438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5655096897519276438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/07/acima-casa-do-enforcado.html' title='Acima, A casa do Enforcado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3465847964519878399</id><published>2011-06-13T00:18:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T00:21:54.693-03:00</updated><title type='text'>Não Vale uma Pausa de Beto Guedes</title><content type='html'>Estava na fila do ônibus outro dia vindo de BH para Betim quando um desses trios elétricos baianos disfarçados de pálio prata 97 passou na Av. Olegário Maciel. Não tocava funk como de costume, tocava Paula Fernandes. Um sujeito com seus trinta anos virou-se pra mim e disse: “Paula Fernandes é a cara de minas.” Eu tirei os fones de ouvido e: “O que?” – Ele disse novamente: “Paula Fernandes... é a cara de minas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trinta segundos olhei para o sujeito que levava um violão nas costas. Não sabia o que dizer. Por fim, me lembrei do Julinho Medaglia e disse a ele: “Paula Fernandes não vale uma pausa de Beto Guedes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, sem entender, virou-se para frente e disse a mesma coisa para um outro sujeito. O outro balançou a cabeça numa satisfação hedionda. Coloquei de volta os fones de ouvido. Deu tempo de cantar o refrão junto com Julian Casablancas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Don't go that way&lt;br /&gt;I'll wait for you”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3465847964519878399?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3465847964519878399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3465847964519878399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3465847964519878399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3465847964519878399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/06/nao-vale-uma-pausa-de-beto-guedes.html' title='Não Vale uma Pausa de Beto Guedes'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6347757378729390104</id><published>2011-05-19T01:02:00.001-03:00</published><updated>2011-05-19T01:05:01.764-03:00</updated><title type='text'>Charlatanices</title><content type='html'>Estava como sempre na Pastelândia da Carijós aumentando meu percentual de gordura saturada quando vi o homem prateado. Todos vocês conhecem o homem prateado, pele prata, cabelos variados, óculos escuros, a maioria deles. Este homem prateado era dos anos vinte. Cartola, uma gravata fina, terno preto, colete e uma bengala. Aliás, não, não havia bengala. Pediu seu pastel com caldo de cana e como estava cheia a pastelaria, sentou-se ao meu lado. Quando pensava eu que ele morderia o pastel ele congelou. O homem prateado estava imóvel, com o pastel numa mão e o caldo de cana na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito até que todos percebessem que o homem estava ali, afinal, trabalhando. Como estamos em Minas Gerais, todos olharam de soslaio e prosseguiram cada um com seu pastel. Algumas crianças que ainda não embutiram o jeito mineiro de comportamento blasé (é assim que escreve?) apontavam para a estátua que comia pasteis. O caso é que três minutos depois o homem prateado sai da sua posição imóvel e me diz: “Teatro”. E eu disse: “Performance”. E ele disse: “Teatro. Teatro Puro” – e apontou para o livro que eu estava lendo: “Performance” – (Tratava-se do livro sobre a trilogia bíblica do Teatro da Vertigem). Eu, para dar sentido aquela conversa prolixa, disse: “Teatro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem prateado sorriu, mordeu seu pastel e tomou seu caldo de cana. Na saída, recolheu algumas moedas que tinha ganhado com sua imobilização, pegou sua bengala (Ele tinha uma bengala afinal), levantou seu chapéu em reverência a nossa agradável passagem e saiu. Um rapaz que limpava as mesas da pastelaria olhando para o Homem prateado, virou-se pra mim e teceu o comentário final: “Charlatão”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6347757378729390104?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6347757378729390104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6347757378729390104' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6347757378729390104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6347757378729390104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/05/charlatanices.html' title='Charlatanices'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8089837094607914559</id><published>2011-04-19T22:34:00.003-03:00</published><updated>2011-04-19T22:41:07.369-03:00</updated><title type='text'>Pra Não Ser Texto Pra Não Ser Pra Não Entender Pra Não Ler Pra Ser Liberdade e Fracasso</title><content type='html'>Ed Wood. Todos vocês conhecem o diretor, foi o pior diretor de cinema de todos os tempos. Reaproveitava cenas de outras produções, etc., etc.. E diziam pra ele: “Você é o pior de todos!” – Assim exclamavam todos. Sérgio Dias, o mutante. Sério Dias o mutante que, pinta... que, que talvez tenha morrido. Belchior que, “Copacabana, zona norte os cabarés da Lapa onde eu morei, os pés cansados e feridos de andar légua tirana e lágrimas nos olhos de ler o Pessoa e ver o verde da cana, estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E corre o Rio que me engana...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Beto Guedes e o mundo injusto. Da terceira internacional ficou vermelho o resto todo do vazio. E se dará ou não tempo de fazer alguma coisa seilá. Se dá tempo ou não de obsessões. O fracasso é fracasso por conta de todos os outros. Pior do que o fracasso por conta de todos os outros são os outros todos que estão aqui, à volta. Sinto falta de Minas Gerais ouvindo Beto Guedes. Não estou longe não. Aqui. E daqueles que tanto ouvia tempos atrás, não tem mais nada. Nunca teve. Desvio. Perda de tempo porque alguém foi-se. Foi e ficou a ausência do presente vazio. Ou os pés que estão de ponta. De ponta cabeça. O caso é que todos os outros armaram. Fiquei aqui onde todos me disseram que era pra eu estar. E estive. Até que não percebi mais a ausência. Ed Wood. Todos vocês conhecem o diretor. O pior. Foi o pior. “Você é o pior de todos” era a dádiva que lhe dispunha. Das listas todas, o meio é sempre. O meio. O lugar do meio. O empate. O Não vai não racha. Não caga, não dá descarga. Não era bem a verdade que queria dizer e tampouco este aqui é para outrem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em algum lugar a arte do desespero. Que não precisa da calma, do silêncio, do refazer, do ensaio, do novo de novo. Há em algum lugar espaço, parco que seja, para os fragmentos assim, desrevisados. Desajeitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por onde andará Stephen Fry? Ninguém sabe do seu paradeiro. Pra onde vai?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed Wood. Ed de Edward. E ninguém sabe do seu paradeiro. “Por onde andará Stephen Fry?” "Não quero ninguém vindo à minha mesa. Eu não tenho nada pra conversar com ninguém. Todos os bons sonhadores atravessam este caminho algum dia. Escondendo-se atrás de garrafas em cafés escuros. Apenas um casulo escuro." E voa para longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que seria do Homem sem suas obsessões?” – Diria o Nelson Rodrigues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8089837094607914559?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8089837094607914559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8089837094607914559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8089837094607914559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8089837094607914559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/04/pra-nao-ser-texto.html' title='Pra Não Ser Texto Pra Não Ser Pra Não Entender Pra Não Ler Pra Ser Liberdade e Fracasso'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-716078617228564586</id><published>2011-04-18T00:28:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T00:30:35.069-03:00</updated><title type='text'>Não Me Valeu</title><content type='html'>Neste último sábado, pela manhã, bem cedo ainda estava em Paulínia, mas a viagem começou em Campinas. Não viagem em si de Campinas para Belo Horizonte, mas de uma viagem, mais parecida com essas viagens sob efeito de ácidos e outras drogas ilícitas. Não uso drogas ilícitas, menos pela transgressão em si do que pela ausência de necessidade. Lá em Campinas comecei a lembrar do que tinha feito exatamente há muitos anos atrás, era também 16, era também sábado, também fazia sol. Engraçado que também nasci num sábado. E ao invés de pegar uma vã eu tivesse pegado um ônibus, e depois um avião, e no lugar do avião um metrô. E no lugar do taxi, uma carona, e no lugar de casa, de volta de onde tinha ido da primeira vez. E no lugar do silêncio, sinos. E se no lugar do sim, tivesse dito não. Se no lugar do sim, tivesse ouvido não. Se ao invés de ir eu tivesse não voltado. Não era pra ter estado ali, em Campinas. Talvez não estivesse como não estou. Ou... E era sábado também quando, na hora de dizer musculação eu disse Teatro. Sem saber quem era Boal ou qualquer outro. Se tivesse dito musculação? Se tivesse dito musculação? Herança cultural e.... Quem seria eu? Talvez alguém direito, alguém de outro lugar. Talvez não fumante, talvez ainda praticante do basquete. E o que seria Campinas? O que seria do Rio de Janeiro e da Biblioteca Nacional? Mas era sábado, abril também. E se não tivesse desistido das aulas de violão quando tinha ainda sete. E se tivesse tido aula com outra gente que não àquela, que ensinava o acorde e sumia, dizia: treina ai. E se tivesse aprendido outra coisa que não o gospel da professora. E se fosse eu em outro lugar, que seria do mundo fora do lugar. Nada de mais. Nada de mais. Ou como o Paulinho, que não é o Cascata: “- Olá! Como vai? - Eu vou indo. E você, tudo bem? - Tudo bem. Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você? - Tudo bem. Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo... Quem sabe? - Quanto tempo. - Pois é, quanto tempo. - Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios. - Qual, não tem de quê. Eu também só ando a cem. - Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí. - Pra semana, prometo, talvez nos vejamos... Quem sabe? - Quanto tempo. - Pois é...quanto tempo. - Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas... - Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança. - Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente... - Pra semana... - O sinal... - Eu procuro você... - Vai abrir, vai abrir... - Eu prometo, não esqueço, não esqueço... - Por favor, não esqueça, não esqueça... – Adeus. – Adeus. – Adeus.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-716078617228564586?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/716078617228564586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=716078617228564586' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/716078617228564586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/716078617228564586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/04/nao-me-valeu.html' title='Não Me Valeu'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3640962866761261797</id><published>2011-03-14T21:44:00.003-03:00</published><updated>2011-03-14T21:49:41.407-03:00</updated><title type='text'>Os Cachorros de Heráclito</title><content type='html'>Outro dia estava tomando café e comendo um pastel na Pastelândia da Carijós quando sou interpelado com uma mão em meu ombro. Para minha surpresa era Pedro e seus amigos da dança. Pedro dias antes havia comentado comigo que dançarinos são portas que dançam. “Eles dançam e só dançam Dudinha.” (Pedro me chama de Dudinha – Eu o chamo de Pedro. Acho até que deveria chama-lo de Pedro Igor. Aliás, não. Nada mais errado do que o Pedro ter um nome composto. Pedro Pacheco, Pedro Carvana, Pedro Romero, Pedro Palhares...). Pois bem, sentaram-se todos na mesa onde tomava café e comia um pastel. Pedro depois de me cumprimentar retoma seu assunto com seus amigos: “Toda arte é política” – disse ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já acenava positivamente com a cabeça quando um de seus amigos dançarinos retruca: “Arte e política?! Arte é colocar o tornozelo na cabeça” – Subitamente ele se levanta estira sua perna em direção ao ventilador de teto da Pastelândia e em seguida cai no chão de azulejo branco fazendo uma abertura total. Como se não bastasse, no chão ele começa a correr em círculos, como alguns rapazes fazem no estilo street boys of dancing. Depois disso ele se levanta ofegante e diz ao Pedro Igor, digo, ao Pedro Pacheco: “Desde quando isso é política?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro tentou ignorar o fato e atentar-se para a retórica. Não era possível. Diante do ato hediondo da dança da Pastelândia, não restava nada a Pedro além de sugar um pouco seu caldo de cana. Tentei balbuciar algumas palavras: - “O Aristóteles relaciona política com felicidade humana. Política não é só movimento e não é só partido.” – Comentei. E eis que ele surpreendentemente me diz a grande verdade da semana: “A arte não lida com a felicidade. Se política se relaciona com a felicidade humana, a arte se relaciona com a miséria humana. A escória do mundo está na arte, reverbera na arte. A arte é a anti-política porque a política é a anti-pessoa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa a favor ou contra a arte e a miséria um dos dançarinos exclama: “Vocês viram o documentário sobre os cachorros de Pina Bausch?!” – Imediatamente o outro diz em tom de mistério: "Eles falam com a gente. Eles conversam com a gente." - O da pirueta na Pastelândia diz: “Parecem gente. Parecem gente. Até dançam!” – “Óbvio. Você queria que o cachorro da Pina cantasse como a Björk?” – retrucou um deles e todos riram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do êxtase dos cachorros dançantes e desafinados da Pina, Pedro me confessa o inconfessável: “Se política é felicidade humana e a arte é a miséria humana significam que estabelecem uma relação dialética. Isso é Marx! É político!” – Eu então disse a ele provocando: “Isso é Heráclito! E Heráclito era averso a política.” – Ele então apoteótico disse: “Heráclito é uma besta!” Eu concordei: “Uma besta. Uma besta!” - “Dialética é Marx. É Marx.” – Murmuramos com a boca cheia de pasteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é que Heráclito, o da dialética, adoeceu e como tratamento foi recomendado a ele banhos regulares em estrume de vaca. Após um desses banhos, voltou pra casa estrumecido. Seus cães não o reconheceram e o atacaram até a morte. Os cães de Heráclito sim eram gente. Atacaram Heráclito quando ele estava na merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3640962866761261797?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3640962866761261797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3640962866761261797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3640962866761261797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3640962866761261797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/03/os-cachorros-de-heraclito.html' title='Os Cachorros de Heráclito'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5174748742081618672</id><published>2011-02-08T23:38:00.001-02:00</published><updated>2011-02-08T23:41:16.865-02:00</updated><title type='text'>E De Repente Voei</title><content type='html'>Meu amigo Dutra está em Bodoquena, MS. Outro dia, vi nesses sites de redes sociais um álbum cujo título era: Europa. Conheci, por meio de fotos é claro, a Itália, a Suíça, a França, a Bélgica, Alemanha, Etc., etc.. E eu pergunto a vocês meus amigos, quem esteve mais longe? O dono do álbum europeu ou o Dutra que está em Bodoquena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson dizia que a Europa é a burrice aparelhada com museus. Eu digo que não há nada mais óbvio que a Europa. Todos nós conhecemos a Europa. A Europa está nos livros de História, de Geografia, nos livros de Zola e nos quadros de Cézanne. A Europa está nas novelas e está na Argentina também. O Brasil sempre quis ser Europa e nunca conseguiu, isso porque Portugal não é Europa, Portugal é Portugal. Li outro dia que Portugal em tempos geológicos era um pedaço de terra caribenha que se desprendeu de Cuba e se acoplou a Espanha, que por sua vez, foi empurrada pela Argélia e assim formou-se a península Ibérica. Outro dia termino essa história da formação histórico-geológica da Europa. Eu dizia do óbvio ululante que é a Europa. Pois bem. Desembarcamos na Europa e todos sabemos pra onde devemos ir. Há o remoto europeu, esse desconhecemos, porém, os que vão a Europa também o desconhecem. Resta o remoto. Ninguém conhece. Paciência. E vejam meu amigo Dutra. Está em Bodoquena, MS. Quem esteve em Bodoquena, MS? Quem terá fotos de Bodoquena, MS? Isso me impressiona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto me impressiona que quando Dutra me telefonou de Bodoquena - MS, eu lhe perguntei: “Qual é a cor das pessoas de Bodoquena? E o sotaque? Falam português? Há dialetos desconhecidos? Estátuas? Duque de Caxias é um sujeito conhecido? Qual o nome mais comum? Indíos? Borba Gato? Fernão Dias? Capelo Gaivota? Há futebol? Carnaval? Cães? Circo? Filhotes de Jacaré? A terra é de que cor? Vermelha? Rocha? Marrom?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o desconhecido e eis o conhecer. Um sujeito tirou fotos da Champs-Élysées, o Dutra tirou fotos da esquina entre Avenida Harry Amorim Costa e Avenida Ernesto Geisel. Os idiotas da objetividade podem dizer que estou desdenhando as férias da classe média nativa. Não é o caso. O caso é que a classe média quer ser mais, sempre mais e ir a Europa pra tirar fotos do monte Sainte-Victoire não é exatamente exibir sua viagem à Europa. Por fim o caso deve ser este: A Europa não é óbvia (claro que é... em todo caso...) óbvia são as pessoas, sempre. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, profundamente lamento dizer o óbvio a vocês amigos. Passo por um processo de idiotização que é inerente a vida adulta. Há amigos e amigas antigos que se idiotizaram em níveis absurdos. Ainda não cheguei a esse ponto. Em todo caso eles são mais velhos que eu. Um ano, dois. Certo é que antes dos trinta eu já não terei nada para dizer a vocês amigos. Uma pena. Uma lástima. Paciência. Mas continuando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer é que. Não sei explicar. Vamos ver. O que eu quero dizer é que o poder financeiro me ofende. Acho que é isso. Desfilar com carros de mais de tantos mil reais e coisas do gênero me ofendem. Ofendem minha pobreza. Ofendem minha condição desigual. Atravessaria três desertos a pé para ter metade do que muita gente tem, pra fazer da vida uma disputa que fosse mais justa. E do alto da minha pobreza ainda vejo tanta gente embaixo, ainda mais pobre e ofendida, resignada. Não é o caso de não ir a Europa. Mas desperdiçar a Europa a troco de fotos batidas de Coliseu, de arco do triunfo, etc., etc.. É pouco, muito pouco quase nada. A Europa é isso, mas poderia ser tão mais nas mãos de quem saberia utilizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quereria as coisas que não estão nos livros. É um desperdício. De tempo, de espaço. Digo eu. Digo pra mim. A classe média viaja como James Bond e deveria viajar como Pequeno Príncipe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu maior orgulho ainda é ter chorado quando ouvi as turbinas do avião que voei pela primeira vez serem acionadas e de repente... voei. Percebem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5174748742081618672?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5174748742081618672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5174748742081618672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5174748742081618672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5174748742081618672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/02/e-de-repente-voei.html' title='E De Repente Voei'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-9213722844376398071</id><published>2011-01-18T00:33:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T00:39:16.729-02:00</updated><title type='text'>Devo Um Email Ao Presidente Marra</title><content type='html'>Castro Ferreira gosta de descontinuidade. Pedro dos subjuntivos em español. Já há algum tempo a poesia concreta enfeita os ônibus da cidade e o concreto é o que sustenta a fé. Fé que meu amigo Eduardo perdeu no sobrenatural. Há aqueles que nunca acreditaram no ser humano e uns outros que dizem generosidade com a mão fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fragmentos é possível a inauguração do novo. Disse-me outro dia o Júlio Medaglia que a saída é nos juntarmos uns cinco ou seis e criar, procriar. Mudar, expandir o tempo. O tempo que tem passado rápido demais. Não o tempo do relógio. O tempo da mudança. As fotografias não são mais físicas. E tudo é imagem. O tempo passa rápido, mais rápido do que se pode criar. Dai que, a fragmentação pode ser ou não, a expressão do tudo e do todo no mesmo momento. O fragmento passa a ser o buraco negro, que, com seu excesso de matéria afunda e escurece. Ainda é mistério. Pedro gosta dos subjuntivos. Castro Ferreira das descontinuidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa viagem há pouco ou há muito levantou-se a questão: “O novo entra pra História”. Nossa História hoje cultiva não o novo, cultiva a bem da verdade o quê? O Fragmento em longa duração. Entrar pra História exige do tempo uns duzentos ou seiscentos anos, o recorte e os subjuntivos. Pedro os prefere. Preferia eu há pouco os imperativos. Corre. Corre. Corre não. Tudo hoje corre e estamos assim, sempre atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus colegas industriais me levantaram a seguinte questão: “Saudade. Só existe em português.” – Eu disse: “Sim. Os países que são capazes de sentir saudades são: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau.” – Quanto aos outros países não há saudosismo. Não há memória. Não há passado que dignifique a lembrança. Saudade, nos países membros da CPLP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo um email ao Presidente Marra. Devo o IPVA e devo a mim mesmo a chance do fracasso. E o que mais me impressiona é perceber a generosidade de mãos fechadas, de punho cerrado. Talvez minha flor tenha me feito entender, ou reentender o mundo e os comunistas. Enquanto ficamos aqui, lutando por um dois quartos a 50 minutos do Ceasa no sentido Brasília, outros estão torrando espumantes em lanchas e loteando o mundo como lhes convém. E assim, vamos todos nos conformando com as matérias de Paulo Navarro e Amaury Jr. É tudo normal. Pois não é. Castro Ferreira gosta de descontinuidades e Pedro dos subjuntivos. Castro é do Brasil Pedro é da Argentina. Eu, queria ser do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem prometi a mim mesmo não sair do país antes de conhecer os vinte e sete sotaques, as vinte e sete capitais, Bodoquena e Boa Vista. Ontem prometi a mim mesmo que não vale a pena me esforçar pra estar alguém que não estou. Ontem também estudei mais, estudei mais pra trabalhar num trabalho que vai me pagar menos mas que vai me dar mais. As cidades dos meus sonhos estão fragmentadas. Há tempo. Há tempo. Eu diria imperativo. Pedro diria subjuntivo. Flor diria pisa devagar. Francisca disse pequeno príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a flor, o planetinha muido, muido e vontade louca de voar, de correr, de conhecer. Eu tenho a flor, o vulcão e um dia que passa rápido demais. Eu vou e sempre tenho que voltar. Eu vou porque é bom ir e é bom voltar. Eu vou porque ir e voltar é sinônimo de não ficar e se a rima é inevitável. Se a rima persiste... Castro descontinua. Pedro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devo ainda um email ao presidente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-9213722844376398071?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/9213722844376398071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=9213722844376398071' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/9213722844376398071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/9213722844376398071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/01/devo-um-email-ao-presidente-marra.html' title='Devo Um Email Ao Presidente Marra'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-700131913544666457</id><published>2011-01-04T22:53:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T22:54:30.204-02:00</updated><title type='text'>Kali Silat: Destruindo Garrafas PET Com Facões</title><content type='html'>Vocês devem se lembrar do Malta do Porrete. O Bezerra de Menezes do séc. XXI, a encarnação de Madre Teresa. Pois bem, o Malta está no Ceará. E de lá veio a primeira grande notícia do ano: Malta do porrete tirou o segundo lugar no torneio nacional de “Kali Silat: Destruindo Garrafas PET com Facões.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malta é um sujeito de coração puro e benevolente. Ao mesmo tempo, Malta é instrutor de Work shops do tipo: “Técnicas de Esquartejamento” e “Hemorragias Internas: Como fugir do corpo de delito.” Trata-se de um sujeito treinado para matar. Malta possui técnicas sádicas e eficientes de provocar dor e óbito. E justamente ai está sua grande bondade. Eu explico. Malta é como um ex-fumante que carrega consigo maços de cigarro no bolso. A vontade de fumar vem, e lá está no bolso o cigarro intacto. Convicto, o ex-fumante diz: “Não! Faz mal!” – Assim é Malta. Com o apuro da sua técnica de ferir e machucar, Malta guarda pra si tudo que sabe e gentilmente diz bom dia a qualquer meliante que lhe rouba a carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade podem dizer que se trata de covardia. Eu digo que não. Covardia seria ignorar todo o contexto do roubo. Malta não faria isso. Malta não diria: “morte aos pobres e sem condições”. Malta, como Bezerra, é um homem bom que na covardia não lança mão de suas técnicas letais. Malta diante da covardia estende a mão e não a atira como um facão decepando garrafas PET. Malta é essencialmente bom e todo o seu aparato militar lhe serve como yang. O equilíbrio de monge de Malta exige que saiba matar com ou sem dor. Que saiba torturar e saiba esquartejar. Eu digo que, é mais fácil o PFL ajudar o povo que o Malta machucar uma cigarra sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um caso interessante. Pessoas que dormem no meio de uma conversa são especiais. Minha avó materna costumava fazer isso. A partir das 21:30, fosse a conversa que fosse, Vovó entre o intervalo de suas falas tirava pequenas pestanas. Não há nada mais sereno que um cochilo entre dizeres. Malta, com seus vinte e poucos anos possui o equilíbrio de Vovó. Entre um assunto e outro Malta dorme. Com a postura de um Buda encarnado, Malta cochila sem que ninguém a sua volta o perceba em sono profundo. Lembro-me de um ator de Peter Brook que fazia o mesmo, entre uma fala e outra de sua personagem lá estava o Japa cochilando. Houve uma apresentação porém que o Japa não conseguiu dormir. Pedro estava na plateia. Zombando do mérito do japonês concentrado, Pedro enfiou a cabeça debaixo da cadeira e dormiu durante quase toda a peça, chegou a sonhar e suas pernas espasmavam. Eis que o sono do Pedro era a angústia do japonês. Mas voltando, Malta, num boteco barulhento, dormia. Dormia e tinha a certeza que estava protegido pelo cosmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malta está em perfeita sintonia com o universo. Eis um caso ilustrativo: Outro dia Malta e eu caminhávamos num antigo vilarejo do interior de Minas quando este sentiu um fluxo aquático embaixo de seus pés, embaixo do chão que pisava. Malta confessou a sensação em voz alta. Em princípio pensei se tratar de alguma poça d’água que Malta havia pisado, olhei pra baixo e não havia nada além de terra seca e avermelhada. Conosco havia um popular nativo da cidade em que andávamos e este disse-nos que há milhares de anos atrás corria ali um rio. Malta apenas sorriu com canto de boca e seguimos nossa caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto essa estória para meus colegas industriais e óbvio, ninguém acredita. Cheguei a cogitar se tratar de um combinado do Malta com o nativo para me impressionar, mas Malta não faria isso. Tempos depois veio a confirmação histórica. Lia descompromissadamente o diário de Fernão Dias quando este citou um ribeirão exatamente no paralelo que andávamos. Ainda sem crer, pesquisei no diário de Borba Gato e lá estava o Ribeirão, chamado pelo Borba de “Riacho Tamandará”. Os idiotas da Objetividade podem dizer que Malta já havia folheado os diários de Fernão e Borba. Eu duvido. Malta é parte de um cosmos maior, como Steven Seagal, Malta não é violento, Malta é nada mais que uma interface entre o cosmos e os mortais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-700131913544666457?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/700131913544666457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=700131913544666457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/700131913544666457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/700131913544666457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/01/kali-silat-destruindo-garrafas-pet-com.html' title='Kali Silat: Destruindo Garrafas PET Com Facões'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5285161726543615805</id><published>2011-01-02T21:14:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T21:19:33.868-02:00</updated><title type='text'>Onde Passamos a Noite de Réveillon?</title><content type='html'>Não há outro objetivo de passar a noite da virada do ano 2010/2011 na segunda menor cidade do Brasil se não para dizer isso. Pois bem, eis a realização megalomaníaca às avessas. Passamos a noite de 31/12/2010 em Serra da Saudade, a segunda menor cidade do país, perdendo para a primeira por 10 habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu tenho a dizer sobre a cidade pequena? É óbvio. Nada. Chegamos às 22:30 e saímos as 06:30. Não vimos a cidade. Chovia, chovia e chovia e fomos embora antes do sol nascer. E ele nasceu por detrás de todas as nuvens porque chovia, chovia e chovia. Mais uma vez o que importou não foi a cidade, ou o carro, ou o Chandon do Pedro. O que importou, o que importa sempre, as pessoas, não as outras, mas as minhas. Havia o coreto, as malas do Pedro, chuva e mais chuva e as 810 pessoas espalhadas pela cidade que tinha prefeitura, correios, igreja e um baile, que custava R$ 5,00 a entrada. Toda a cidade estava lá. Nós, no coreto, fomos a miragem daquelas pessoas que pela manhã cochichavam: “Quem eram aqueles?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não éramos afinal nada demais. O ano novo poderia ter sido em qualquer lugar, as risadas seriam quase as mesmas, as estórias, os casos e as bebidas. Foi afinal de contas um ano novo pra responder a pergunta título deste texto – “Na segunda menor cidade do Brasil.” – Responderemos todos com a megalomania do Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5285161726543615805?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5285161726543615805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5285161726543615805' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5285161726543615805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5285161726543615805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2011/01/onde-passamos-noite-de-reveillon.html' title='Onde Passamos a Noite de Réveillon?'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3638227207410884810</id><published>2010-12-27T01:33:00.002-02:00</published><updated>2010-12-27T01:35:17.014-02:00</updated><title type='text'>Nada Mais Do Que Uma Menininha Da Classe Média Que Quer Salvar O Mundo</title><content type='html'>Ouvi ontem, pela primeira vez, um texto meu ser interpretado, a maneira cênica digo. Me emocionei. A sensação foi a de: “Eu? Eu escrevi isso?” – Eu ainda tenho lá minhas dúvidas, em todo caso preferi acreditar se tratar de um texto meu e ignorar toda a mediocridade muito peculiar a mim. Estou em meio à faxina. Os livros já estão organizados por temas e interesses. As fotocópias ainda estão espalhados pelo chão. Certificados, comprovantes, fotos, isqueiros, papeis, cd’s, etc., etc.. E isso é o Natal. Esse pois é meu texto de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como texto de natal não há nada a ser escrito além do óbvio (alguém tem que dizer o óbvio) falemos dos presentes, das boas ações... Aliás, na semana que passou, fui se não outro personagem uma das menininhas de classe média que querem salvar o mundo. Andei distribuindo presentes que não eram meus para outrem. Eu poderia dizer que a felicidade de ver o sorriso em crianças pobres é gratificante. Poderia dizer que foi um momento de reflexão e de parar pra pensar em como tenho sorte por ter o que tenho, etc., etc.. No dia seguinte, estava almoçando numa churrascaria cuja carona foi dada por um sujeito que tem um Punto amarelo 1.8. Ouvíamos Madonna no percurso. (?) Mas voltemos às crianças pobres, (são mais interessantes que carros &lt;em&gt;sport&lt;/em&gt;) pois elas estavam lá, recebendo presentes. Ficaram mesmo felizes. Isso é bom. Pra elas. A felicidade é tão somente dessas crianças. Entendem? Eu explico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, tudo não passou de uma burocrata entrega. Digna de funcionário dos correios. Lá estão as crianças e cá estou eu, no trono da classe média católica. Não vai ser com bicicleta e Playstation que aquela criança vai ser salva. Não vai ser uma vez por ano que as desigualdades vão ser diminuídas. Ainda mais com presentes. Em suma, me senti o mais idiota dos Homens. Fui, entreguei e me mandei. Fui naquele dia a personificação da bondade capitalista. Agora vejam. Não há bondade no capitalismo. É tudo forma da manutenção do status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Os idiotas católicos da objetividade poderão objetar: “Melhor do que nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 eu votei em Cristóvão Buarque. Ele, evidentemente perdeu. Quem é que vota num sujeito que fala que a solução para o Brasil é a Educação? Eu votei. “Paciência” dirão os progressistas. Eu não estou certo se é mesmo essa a solução, em todo caso, qual outra seria? Certo é que, ser uma menininha da classe média que quer salvar o mundo é terrível, é nocivo, é hipócrita, hediondo. Que as crianças estejam felizes com seus presentes. Mas é pouco, muito pouco e pra mim, atormentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que queria com esse texto falar do Tempo. Tempo, com T maior. A ideia, porém me fugiu. Não me lembro em que o Natal me remete ao tempo. O que houve é que, um dia antes do Natal, numa conversa filosófica com Castro Ferreira ele me confessou que o final de ano não o aceita como ele é. – “Não aceita. Não aceita.” – Batia na mesa afoito pela rejeição da data a sua pessoa. Se não vejamos. A grande convenção de final de ano é a proposta de renovação. Nascer de novo, etc., etc.. Estou eu aqui, em meio as reformas ideológicas materializadas pela arrumação de todos os meus papeis. A data pois me aceita. Esse é o momento para isso. Para jogar fora, organizar, guardar, retomar, etc., etc.. Digo que, finais de ano com resoluções antigas não é final de ano. O final de ano não admite longa duração, não admite continuidade. Qualquer um que não aceite a mudança ou não a necessite, sente o ano novo como uma data outra, que não a dele. Para estes existe um calendário maior. Um calendário de Escola dos Annales. E por que mesmo estou dizendo isso tudo? Não me lembro. Deixa pra lá. Para o Castro Ferreira e tantos outros, digo que, para o não tempo, existe também o não lugar. Então, mais importante que conviver a margem é buscar o não estar. A ausência. Ausência que é tão bem vinda também nessa época do ano. Vejam os abraços e os desejos. De onde eles vêm? Pois vem de um lugar que não existe. É o não lugar. Quantos abraços recebi de sexta até hoje? E quantos eram de fato abraços? Eu não estava lá. Nem o outro. Estávamos sozinhos. Abraçando-nos ao vazio mútuo. Desejando o nada, realizando o hediondo e dizendo o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O não lugar é o abraço de natal. O não lugar é distribuir presentes com as menininhas da classe média que querem salvar o mundo. O não é lugar é qualquer outro em que existe companhia. Por que entre você e o Tempo, o que deve haver, é o tempo, o espaço e a solidão. É assim que o espírito do Natal deve se manifestar. Qualquer coisa fora disso é protocolo, é burocracia, é solene e é insensível. Lamentamos muito ter que dizer o óbvio a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Feliz natal. Que o menino Jesus te ilumine...”.¹&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. PACHECO. Pedro Igor Romero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3638227207410884810?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3638227207410884810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3638227207410884810' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3638227207410884810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3638227207410884810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/12/nada-mais-do-que-uma-menininha-da.html' title='Nada Mais Do Que Uma Menininha Da Classe Média Que Quer Salvar O Mundo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3895152474857974407</id><published>2010-12-12T10:04:00.003-02:00</published><updated>2010-12-12T10:28:33.380-02:00</updated><title type='text'>All Star Verde - Um Texto Gasparetto</title><content type='html'>As vezes eu fico pensando na matemática. Vejam vocês amigos a matemática. Eu simplesmente não consigo aprender matemática sem professor. Dai penso no professor e nas tantas coisas que eu ainda quero ser. Vejam vocês, se pudesse, ainda nessa vida eu seria diplomata, médico, violoncelista, maestro, cantor, escritor, ator, motorista de ônibus, professor e pedreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vejo meus amigos quase todos, professores trabalhando em outras áreas. E assim tem sido em todos os lugares. Os bons professores estão indo embora. Imaginem que é como se valorizassem o fruto de seu trabalho mas não o trabalho em si. Lamento estar dizendo o óbvio. Alguém tem que dize-lo. Mas vejam vocês o que seria do mundo sem um professor ou sem vários deles. Os jornais anunciam a falta de mão de obra especializada. O Teatro anuncia a falta de público. Nas campanhas políticas, o quesito segurança pública é tema forte. “São mais de tantos zilhões em construção de presídios, armas, soldados, carros, etc., etc..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia dizer que ninguém se lembra do professor mas eles lembram, só lembram. Vejam as pessoas brilhantes desse país. Não teriam se formado brilhantes sem professor. Os idiotas da objetividade podem dizer que Einstein não se adequou a escola. Mas vejam vocês, há duas explicações para Einstein. Uma é o dom de Deus que fez com que ele nascesse sabendo de tudo isso. A outra é a que ele aprendeu tudo isso. Não digo na Escola, mas aprendeu. Alguém o ensinou a ler, no mínimo. Pode nem ter sido um professor de carreira. Einstein pode ter aprendido a ler com sua avó. Mas sua avó enquanto ensinava o jovem a ler e escrever era para o menino um professor. Era avó, mas era professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem amigos. Eu lamento profundamente o óbvio, o ululante óbvio que digo a vocês. Quero explicar-me, contudo, que este texto é mais para mim que para qualquer um de vocês. Eu dizia que valoriza-se neste mundo os sujeitos bem alfabetizados. Valoriza-se o conhecimento, tanto prático quanto teórico. E o que as pessoas pensam dos professores? São uns mortos de fome. E o são. Deixei de dar aulas para não morrer de fome. E agora estou aqui, me alimentando, engordando e cada dia mais doente. Os professores também, estão por ai, engordando, ficando doentes. No final das contas todos nós estamos doentes, mais gordos, mais tristes, vamos morrendo e isso é assim desde o nascimento. A questão é o que fazer? Nesse meio tempo entre um câncer e a saúde o que fazer? Eu respondo. Eu respondo o que eu devo fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ter um canto, um barracão, um apartamento pequeno, o que for. Não precisa de muita coisa porque ninguém precisa de muita coisa. Muito bem, você tem um barraco. Limpo, organizado e com espaço para: livros e livros. Conhecer. Meus amigos, conhecer! Estava ontem no Facebook, coisa que não sei bem o que é, e via os amigos dos meus amigos. As suas fotos! Genebra, Paris, Londres, Boston, Tóquio, etc., etc.. E para os pobres e pardos o que resta? Bom, restam os livros. Livros. Conhecer! Pois bem, livros. No barraco terão livros. Terão vinhos também. Alguns. Alguns bons, como o Ed Motta. No barraco terão também muitos discos. Muitos discos, talvez um trombone, um violão e um baixo. Uma radiola e uma TV pra ter também muitos filmes. Uma geladeira, um fogão, uma maquina de lavar, tanquinho e varais. Para o caso de um barracão mesmo, talvez um cachorro. Desses, tipo o Costelinha. Inteligentes, malucos e pardos. Misturados, como quass todos nós. Vira-latas. Uma cama, guarda roupas e notebook. Muitas cores e um espaço livre, no quintal mesmo. Ah, e silêncio. Silêncio que leva a certa distância dos grandes centros. Pode ser mesmo em Betim, ou Vespasiano, São José da Lapa ou qualquer coisa assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que dá é de que é necessário muito dinheiro para montar um barracão desses. Nem tanto, nem tanto. Os instrumentos podem vir depois, pelo menos parte deles. Um violão de início já é suficiente. Uma motoca e pronto. Está pronto seu lugar no mundo. E o resto do mundo eu deixo para o resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam vocês, Dutra está indo para o Mato Grosso do Sul. Espero que o Dutra fique lá a tempo de poder vê-lo. Depois disso poderei morrer satisfeito. Digo que, se morrer depois de ter ido a Bodoquena (MS), quero que minha lápide esteja escrito o seguinte: “Eduardo. Descansa feliz por ter tomado um copo de cerveja em Bodoquena com seu amigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida pode ser mais simples. Eu digo isso a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto do professor. Minha mulher disse uma coisa que talvez seja a grande verdade do ano: "A Escolha deve te fazer sentir-se bem. Adequado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria eu uma pessoa feliz que vive num barraco como o que descrevi indo trabalhar de barba feita e sapato lustrado? Seria eu feliz por me sentir estressado porque a empresa faturou um milhão a menos do que deveria faturar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estresse é cotidiano da vida.Invitável. Me pergunto o seguinte: Seria eu feliz por me sentir estressado porque não consegui dar uma boa aula? O Fracasso não está em ser mau ou bom professor. O Fracasso é deixar de tentar. Castro diz que o Fracasso é a premissa para a liberdade. Uma atriz francesa disse que o fracasso não existe. Vejam vocês o fracasso é. Eu não sei explicar. O que eu quero dizer é que fracassar não é deixar de ter dinheiro ou deixar de conquistar coisas ou mesmo de progredir. Essa ideia tão XIX que insiste em permanecer em todos nós. O Hobsbawm fala do breve século XX. Eu digo o longo século XIX. O Fracasso é uma medida individual. Meu amigo poeta, dramaturgo, ator, diretor e enfermeiro diz fracasso e liberdade à maneira do Séc. XIX e concordo com ele. Eu digo que o fracasso é não amar, é desconfiar, é não chorar, é não rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu queria pra amanhã era montar na minha motoca de All Star verde, barba grande e ir pra escola. Da escola para o ensaio. Do ensaio pra minha mulher. Esse sou eu. Havia me esquecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3895152474857974407?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3895152474857974407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3895152474857974407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3895152474857974407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3895152474857974407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/12/all-star-verde-um-texto-gasparetto.html' title='All Star Verde - Um Texto Gasparetto'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5430823269242204951</id><published>2010-12-11T17:47:00.002-02:00</published><updated>2010-12-11T17:50:30.988-02:00</updated><title type='text'>Dona Edir e o Teatro Daqui</title><content type='html'>Ontem lendo “O Remador de Ben Hur” veio a epifania. Eu explico, lá, pelo meio do livro dizia o Nelson: “Prefiro ser traído que desconfiar de todo mundo.” Vejam bem meus amigos. Com o final do ano, as resoluções vão pouco a pouco me tomando. Uma delas e a principal é percorrer um caminho que pode me dar acesso a felicidade, aliás, felicidade é uma ideia exagerada da vida. Deixem-me refazer a frase. Uma delas e a principal é percorrer um caminho que pode me dar o prazer do caminho de horizonte pleno. Ou qualquer coisa do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejam vocês, a satisfação em escrever a vocês amigos, é proporcional ao descontentamento do resultado disso (digo do resultado do texto em si). Há comigo qualquer relação fecunda entre a tristeza e a estilística. Entre a solidão e o artista. Não há comigo qualquer sentimento de solidão assim como não há desconfianças para com meus amigos que me lêem. Também a tristeza não se encontra produtiva. Se fui, ou estou sendo traído, paciência. Perco menos. Digo que perco menos em ser traído do que desconfiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade não era isso que queria dizer a vocês nessa tarde de sábado. Ando lendo por ai textos, fragmentos, ideias, estrofes e apatias hediondas. Algumas direcionadas a mim, outras nem tanto. Certo é que, talvez, exista mesmo um certo vício. Me refiro aos textos e a arte de forma geral. Existe um vício ou uma tendência ao Status quo bem como existe o hermético. O Hermético. Pois bem o hermético. Hermético porque de uns tempos pra cá a sensação que tenho é a de que sou um intruso. Vejam bem, fui convidado e sou intruso. Como certa vez na minha infância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vizinha, a Paulinha, estava completando seus 6, 7 ou 8 anos. A rua inteira estava em festa. Eu da minha casa e ainda com o uniforme da escola vi que os meninos brincavam na rua. Subi até o encontro deles e participei da brincadeira (Era pique-cola ou mamãezinha da rua, não me lembro ao certo). Dez ou quinze minutos depois todos entram para a casa da Paulinha. Estavam todos bem vestidos, de banho tomado e de cabelos molhados, eu estava suado e de uniforme da escola. Quando todos corriam pra dentro eu perguntei: “Ei, onde vão?”. Meu vizinho de lado disse: “Lá pra dentro. Vamos!” – Fui. Lá a Edir, mãe da Paulinha distribuía gelatina de cereja em copinhos de plástico descartável. Entrei na fila e quando chegou minha vez, antes de dar a gelatina a mim, Edir, a mãe, olhou pra mim de cima a baixo e com os olhos disse: “Não convidei você para a festa da minha filha.” – Depois de me dizer isso sem uso de nenhuma palavra, peguei minha gelatina e fui embora pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o Teatro mineiro. Eis a maravilha do teatro belohorizontino. O Teatro mineiro, assim como a dança mineira, representada aqui pela figura do meu amigo Pedro, que é como o Otto Lara, é a dona Edir, mãe da Paulinha. Sem o saber, com uniforme e cara suja, soube do desconvidamento. Soube assim, sem uma palavra do desconvidamento. Tudo isso por conta de meia dúzia de palavras gentis. Meia dúzia de palavras gentis que disse a ambos, ao Teatro e a Dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se me entenderam. Não sei. Reli o trecho e não sei se vão me entender. Todavia há aqui uma resposta. É uma carta resposta. Cada um a sua maneira. Com cinco ou sete palavras a mais vamos nos descomunicando. Que seja assim. Não tenho a habilidade de Dona Edir que sem palavras desconvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão deve ser vital ao artista. Compartilhar significa desentender. Tenho outro texto a escrever. Não sei. Não sei. Fiquemos nisso. O Teatro de Belo Horizonte é a dona Edir. O caso é fazer como fiz: Pegar meu potinho de gelatina e ir pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5430823269242204951?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5430823269242204951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5430823269242204951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5430823269242204951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5430823269242204951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/12/dona-edir-e-o-teatro-daqui.html' title='Dona Edir e o Teatro Daqui'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7525838368957336360</id><published>2010-11-30T22:55:00.004-02:00</published><updated>2010-11-30T23:20:21.229-02:00</updated><title type='text'>Apesar do Cansaço</title><content type='html'>Hoje estava observando um colega de trabalho e me veio o asco seguindo da grande verdade dessa semana. Eis o caso: uns poucos dias atrás estava revendo meu DVD do Los Hermanos, o do “último show”. E via maravilhado um Marcelo Camelo visivelmente emocionado e desafinado, desajeitado. E pensei no Teatro. Ah o teatro! Essa eterna imperfeição. Essa eterna falta de convencimento. O teatro não convence nem nunca convenceu e ai está a sua magia em mim. O artista que me toca é o canalha emotivo, o canalha sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade podem dizer que canalhas não são emotivos. Pois tomemos o exemplo do meu amigo sempre fresco e ventilado, o Paulinho Cascata. Paulinho Cascata é um canalha. Canalha e tão canalha que podemos chamá-lo Palhares sem ninguém perceber que um dia foi Cascata. Pois o Cascata é o sujeito que mais sofre por amor. O sujeito que mais chora por ver um pássaro balbuciar suas canções. No dia da eleição de segundo turno ia eu votar mancando de pé inchado quando vejo o Cascata desolado, sentado na porta de sua casa. Chutava seixos e cutucava a beira do asfalto com um cipó de árvore. Estava resignando-se de seu último namoro fracassado. Ele que, durante esse mesmo namoro, conheceu e amou tantas outras mulheres. Estava perdido, sem rumo, verdadeiramente triste. Sentei por alguns instantes e deicidimos ir juntos votar. Fui até minha cabina, ele foi até a sua. Na volta vejo o Cascata com olhos vermelhos e enxugando suas lágrimas. Não lhe fiz nenhuma pergunta e nem ele me disse nada. Tempos depois disse-me a sua mãe que Paulinho Cascata sempre se emociona ao votar. "O Futuro dos meus filhos está nessa decisão!" Costuma dizer o Cascata sempre em períodos de eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim são os artistas que me tocam. São canalhas desafinados, caras de pau que ousaram subir num palco e declarar aos quatro ventos: “Observem minha arte imperfeita, minha alma faltando pedaço, minha infantilidade hedionda.” Mas eu dizia do meu colega de trabalho. Não lhe falta uma vírgula, não sobra uma concordância fora do lugar. Por conta dessa perfeição, uma simples sentença soa como um discurso parnasiano. (Nada mais estéril que um parnasiano). Sou eternamente grato e afeito ao defeito amoroso. Há sim defeitos imperdoáveis como pés mal cuidados ou comer de boca aberta. Contudo, nada é mais divinamente humano como o defeito amoroso, o “apesar de”. Vejam que, afinado ou não, gritando ou não, acertando ou não, lá estava Camelo e sua guitarra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um “apesar de”. Tirem o apesar e o que resta da vida? A antivida. O sujeito que quer ser perfeito é a antipessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o teatro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais artisticamente imperfeito, mal ensaiado e humanamente mal idealizado como o Teatro. Pensem na dança: vinte mil horas de ensaio para cinco minutos de gestos físicos. Pensem no teatro. Esse esculacho de arte, mas que sem a hediondez da liberade do fracasso não pode se realizar. O teatro sem amor ao fracasso é um espetáculo de dança sem ensaio. Sem sentido, sem pulso, sem verdade, sem desculpa, sem porquê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7525838368957336360?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7525838368957336360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7525838368957336360' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7525838368957336360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7525838368957336360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/11/apesar-do-cansaco.html' title='Apesar do Cansaço'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5029615876300026880</id><published>2010-11-09T23:04:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T23:10:06.007-02:00</updated><title type='text'>Incapacitado</title><content type='html'>Ninguém me conhece. Cheguei a essa conclusão. Ninguém me conhece e o fato de não conhecerem me deixa aliviado. E como está o Eduardo? Ninguém sabe. Há alguns anos, devo dizer a vocês amigos, estou morto. Ainda não descobriram nada a respeito. Morri e só eu fiquei sabendo, mais ninguém. Minha presença física é dessas que se percebe mesmo quando se está morto. Depois que me enterrarem, anos depois, alguns ainda dirão surpreso: “Eduardo, morto? Mas como se ainda ontem tomei um café com ele na Pastelândia da Carijós?” – Eis a presença do cadáver que toma café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebo algumas sugestões diárias sobre minha vida e quem eu sou. Meus interesses, meus amores, etc., etc.. Nada mais equivocado. O caso é que morri e esqueci de anunciar nos obituários da cidade. (Acabo de perceber que se trata então de um texto póstumo. Ouso a copiar Brás Cubas. – Paciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova cabal de meu óbito se dará quando muitos de vocês pensarem: Ele escreveu esse texto, publicou e em seguida matou-se. E, ao contrário do que as pessoas sabem sobre mim, (não sabem sequer de minha morte) eu, hediondamente, sou capaz de vislumbrar os passos de todos que conheço. Quando ouço um telefone tocar, quando abro um email para ler, quando paro para conversar com o amigo A ou B, não há outra coisa a ser lida, ouvida ou comentada a não ser a ululante obviedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade poderão objetar de minha obviedade também. É certo. Isso é certo. Contudo, minha obviedade só se safa no silêncio, na minha morte nada óbvia, afinal, tomei café ontem na Pastelândia acompanhado de um grande amigo meu, o Varanda. Ah o Varanda. O Paulinho Varanda talvez seja meu único amigo o qual não ouso dizer nada. Digo apenas um olá e deixo com que suas histórias me tirem do corriqueiro dia a dia classe média baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varanda trocou de carro recentemente e eu não o reconheci quando passou por mim. Gritou de seu Pálio Prata 2009/2010: “O Eduaaaarrdo!” – E saiu correndo numa alegria embutida. Não fez questão de meu olá e tampouco sentiu falta dele. Mas nossa relação nunca precisou de uma resposta minha que não fosse uma exclamação ou uma risada. Sempre fui o ouvido enquanto ele era o verbo. Havia, e ainda há, amizades que me exigem a fala, a opinião. Para estes, dou meus pareceres. E óbvio, sempre finjo que sou um colunista da Carta Capital dizendo algo não ao meu amigo, mas ao Brasil inteiro. Esses amigos querem ouvir sobre si mesmos e para estes, estou aqui, como um cadáver que ouve rádio. Alguns amigos ainda pragmaticamente me perguntam como estou. Costumava responder. Hoje, um “vou bem” já é suficiente, mais que suficiente. Sigo assim, morto, sem ser incomodado. Ou isso ou teria que &lt;em&gt;esquecer&lt;/em&gt;. Esquecer quem são vocês e o que querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade, me dêem dois dias com alguém. Será tempo suficiente para saber todas as respostas do sujeito indagado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson disse uma vez que a incapacidade de se chocar é a premissa da morte. Eis o que sou eu. Um incapacitado para a surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, relendo este texto chego a minha grande verdade do ano: A obviedade só é inoperante quando o que se procura é a novidade. Meus amigos a culpa não é de vocês. O caso é que "quem não tem cão, caça com gato." - E sigo morto e enterrado. Até o próximo café na Pastelândia. (Logo eu que não gosto de café.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5029615876300026880?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5029615876300026880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5029615876300026880' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5029615876300026880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5029615876300026880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/11/incapacitado.html' title='Incapacitado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5149114449811547076</id><published>2010-10-21T01:59:00.001-02:00</published><updated>2010-10-21T02:01:52.136-02:00</updated><title type='text'>Para Pedro e Castro Ferreira</title><content type='html'>Pedro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só. Nossa ideia é na verdade ideia de Nelson Rodrigues. Somos rodriguianos sem saber que já o fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O engano Milenar do Teatro é que fez do palco um espaço exclusivo de atores e de atrizes. Por que nós, os não atores, as não atrizes, não teremos também direito de representar? Objetará alguém que não dominamos o meio de expressão teatral. Protesto: dominamos, sim. Que fazemos nós, desde que nascemos, senão autentico, válido, incoercível teatro? Inclusive na morte, como é lindo o ríctus horrendo da nossa agonia! Para mim, o teatro é uma arte não criada ainda, porque não se escancarou para todos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5149114449811547076?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5149114449811547076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5149114449811547076' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5149114449811547076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5149114449811547076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/10/para-pedro-e-castro-ferreira.html' title='Para Pedro e Castro Ferreira'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7334111486885310744</id><published>2010-10-15T01:23:00.005-03:00</published><updated>2010-10-15T01:29:14.183-03:00</updated><title type='text'>Você, Inteligente de Esquerda, ou simplesmente Anti-Serra, Anti Opus Dei, Copie, Cole e repasse Estas Informações</title><content type='html'>COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E FHC&lt;br /&gt;Número de policiais federais:&lt;br /&gt;Lula: 11 mil&lt;br /&gt;FHC: 5 mil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.:&lt;br /&gt;Lula- 183&lt;br /&gt;FHC- 20&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Prisões efetuadas:&lt;br /&gt;Lula: 2.971&lt;br /&gt;FHC: 54&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Criação de empregos:&lt;br /&gt;Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)&lt;br /&gt;FHC: 700 mil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Média anual de empregos gerados :&lt;br /&gt;Lula: 1,14 milhão&lt;br /&gt;FHC: 87,5 mil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Média mensal de empregos gerados:&lt;br /&gt;Lula: 95 mil&lt;br /&gt;FHC: 87 mil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:&lt;br /&gt;Lula: 8,3%&lt;br /&gt;FHC: 11,7%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desemprego em SP:&lt;br /&gt;Lula: 16,9%&lt;br /&gt;FHC: 19,0%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Exportações (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 118,3 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 60,4 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Balança comercial (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 103,3 bilhões&lt;br /&gt;FHC: – 8,4 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Transações correntes (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 30,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: – 186,2 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Risco-país:&lt;br /&gt;Lula: 204&lt;br /&gt;FHC: 2.400&lt;br /&gt;* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Inflação:&lt;br /&gt;Lula: 2,8%&lt;br /&gt;FHC: 12,53%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida com o FMI (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: dívida paga&lt;br /&gt;FHC: 14,7 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida com o Clube de Paris (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: dívida paga&lt;br /&gt;FHC: 5 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida pública:&lt;br /&gt;Lula: 34,2%&lt;br /&gt;FHC: 35,3%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida externa:&lt;br /&gt;Lula: 2,41%&lt;br /&gt;FHC:12,45%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Investimento em desenvolvimento (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 47,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 38,2 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Empréstimo para habitação (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 4,5 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 1,7 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PIB:&lt;br /&gt;Lula: 2,6% ao ano (até 2005)&lt;br /&gt;FHC: 2,3% ao ano&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crescimento industrial:&lt;br /&gt;Lula: 3,77%&lt;br /&gt;* O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Folha de S. Paulo (20/08/2006)&lt;br /&gt;FHC: 1,94%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Produção de bens duráveis:&lt;br /&gt;Lula: 11,8%&lt;br /&gt;FHC: 2,4%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aumento na produção de veículos:&lt;br /&gt;Lula: 2,4%&lt;br /&gt;FHC: 1,8%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crédito para a agricultura familiar:&lt;br /&gt;Lula: 6,1%&lt;br /&gt;FHC: 2,4%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crescimento real do salário mínimo:&lt;br /&gt;Lula: 25,3%&lt;br /&gt;FHC: 20,6%&lt;br /&gt;* Ganho real de 25,7% em três anos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Valor do salário mínimo em dólares:&lt;br /&gt;Lula: 152&lt;br /&gt;FHC: 55&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:&lt;br /&gt;Lula: 2,2 cestas básicas&lt;br /&gt;FHC: 1,3 cesta básica&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aumento do custo da cesta básica:&lt;br /&gt;Lula: 15,6%&lt;br /&gt;FHC: 81,6%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Índice de Desigualdade social:&lt;br /&gt;Lula: 0,559&lt;br /&gt;FHC: 0,573&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Participação dos mais pobres na renda:&lt;br /&gt;Lula: 15,2%&lt;br /&gt;FHC: 14,4%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Número de pobres:&lt;br /&gt;Lula: 33,57%&lt;br /&gt;FHC: 34,34%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Número de miseráveis:&lt;br /&gt;Lula: 25,08%&lt;br /&gt;FHC: 26,23%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Transferência de renda (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 7,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 2,3 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Média por família:&lt;br /&gt;Lula: 70 reais&lt;br /&gt;FHC: 25 reais&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atendidos pelo programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 43,4%&lt;br /&gt;FHC: 30,4%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):&lt;br /&gt;Lula: 33,7%&lt;br /&gt;FHC: 17,5%&lt;br /&gt;* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):&lt;br /&gt;Lula: 21,6&lt;br /&gt;FHC: 55,7&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Número de turistas que vêm ao Brasil:&lt;br /&gt;Lula: 4,6 milhões&lt;br /&gt;FHC: 3,8 milhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pró-jovem – estudo subsidiado&lt;br /&gt;Lula: 93 mil (18 a 24 anos)&lt;br /&gt;FHC: …&lt;br /&gt;* 100 reais por mês de subsídio a cada estudante&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bolsa Família&lt;br /&gt;Lula: 11,1 milhões de famílias&lt;br /&gt;FHC: …&lt;br /&gt;* Educação e subsídio alimentar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino&lt;br /&gt;Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)&lt;br /&gt;Lula: 3,3 milhões de brasileiros&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Áreas ambientais preservadas&lt;br /&gt;Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)&lt;br /&gt;Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apoio à agricultura familiar&lt;br /&gt;Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)&lt;br /&gt;FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)&lt;br /&gt;Compra de terras para Reforma Agrária&lt;br /&gt;Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)&lt;br /&gt;FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:&lt;br /&gt;Lula: 14,99 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 8,3 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Investimentos em alimentação escolar:&lt;br /&gt;Lula: 1 bilhão&lt;br /&gt;FHC: 848 milhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Investimento anual em saúde básica:&lt;br /&gt;Lula: 1,5 bilhão&lt;br /&gt;FHC: 155 milhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Equipes do Programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 21.609&lt;br /&gt;FHC: 16.698&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;População atendida pelo Prog. Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 70 milhões&lt;br /&gt;FHC: 55 milhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 39,7%&lt;br /&gt;FHC: 31,9%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:&lt;br /&gt;Lula: 151 mil&lt;br /&gt;FHC: 119 mil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Juros:&lt;br /&gt;Lula: 16%&lt;br /&gt;FHC: 25%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BOVESPA&lt;br /&gt;Lula: 35,2 mil pontos&lt;br /&gt;FHC: 11,2 mil pontos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida externa:&lt;br /&gt;Lula: 165 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 210 bilhões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desemprego no país:&lt;br /&gt;Lula: 9,6%&lt;br /&gt;FHC: 12,2%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dívida/PIB:&lt;br /&gt;Lula: 51%&lt;br /&gt;FHC: 57,5%&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eletrificação Rural&lt;br /&gt;Lula: 3.000.000 de pessoas&lt;br /&gt;FHC: 2.700 pessoas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Livros gratuitos para o Ensino Médio&lt;br /&gt;Lula: 7 milhões&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Geração de Energia Elétrica&lt;br /&gt;Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.&lt;br /&gt;FHC: APAGÃO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia&lt;br /&gt;Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões? Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*Os dados são de 2008, em sua grande maioria, antes da crise, apesar disso, se consultados os mais atuais a tendência é de melhora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar – desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7334111486885310744?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7334111486885310744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7334111486885310744' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7334111486885310744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7334111486885310744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/10/voce-inteligente-de-esquerda-ou.html' title='Você, Inteligente de Esquerda, ou simplesmente Anti-Serra, Anti Opus Dei, Copie, Cole e repasse Estas Informações'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7987740754451694832</id><published>2010-09-24T04:10:00.006-03:00</published><updated>2010-09-24T04:52:20.468-03:00</updated><title type='text'>Mussolini Sem Contexto</title><content type='html'>A campanha de José Serra beira a ignorância. Estou me utilizando de eufemismo. Serra vai aumentar o salário mínimo pra R$ 600,00 e vai dar 10% de aumento para os aposentados. Se fosse o PT dizendo isso, lá estariam Regina Duarte e Carlos Vereza dizendo que “estão com medo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minhas conversas políticas com o presidente do Brasil em 2042, o Manel, costumava defender o PSDB até pra dar uma liga para a conversa, estabelecer contrapontos, esclarecer ideologias do referido partido, a ideia de social democracia etc.. Mas fica difícil confiar numa oposição do PSDB com táticas populistas como esta. Não dá pra levar a sério um candidato que se utiliza de campanhas sujas pela Internet. Não dá pra acreditar que um partido congressual como o PSDB tenha se dado a essa baixaria hedionda que vem acontecendo. No seu programa político o que de menos vemos é proposta de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSDB paulista faz política à maneira dos anos de café com leite. E exatamente como em 1930, o PSDB vai sucumbir juntamente com os Democratas como sucumbiu a aliança do café com leite. Sua política burra ainda é financiada por, como disse Carta Capital, latifúndios da Imprensa, que, convenientemente soltam escândalos atrás de escândalos. Mais uma vez afirmo, o problema não são os fatos, mas a manipulação deles. Ninguém que me lê ai não se pergunta da imensa coincidência entre as a veiculação destas notícias e a proximidade da eleição e o conseqüente fracasso da direita retrograda de tomar o poder? Alguns de vocês são inteligentes, devem ter percebido que o real tráfico de influências vem de outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita desse país precisa se reestruturar para o bem da democracia. A Direita desse país precisa alcançar patamares mais elevados de proposta e vieses políticos, do contrário não haverá mais diálogos como os que tinha com o Presidente Manel Marra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de R$ 600,00 é tão populista quanto irreal. Façamos o seguinte: quem estiver ai votando em Serra por conta de R$ 90,00, vote no Plínio! Plínio vai aumentar o salário Mínimo para R$ 2.000,00!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rumos da política nacional estão indo por caminhos cada vez menos democráticos. A manipulação da imprensa e o populismo desesperado estão levando a direita para a bancarrota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta Capital publicou a saída de Aécio do PSDB. Eu digo que, se caso isso aconteça, o PSDB se tornará o PRP de outrora (Partido Republicano Paulista) e São Paulo ficará isolada do resto do país como foi nos anos 30 do século passado. Ou se faz uma reformulação geral daquilo que poderia ser o Partido da Social Democracia, ou o PSDB morrerá afogado e abraçado com o PFL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em tempos outros. Campanhas como a de Serra tiram qualquer possibilidade de dúvida quanto ao rumo que o país deve tomar. Quem está acabando com a democracia nesse país é a direita e a “grande imprensa” que retiram qualquer possibilidade de credibilidade que o jornalismo deveria ter. O Futuro é na verdade preocupante. Até quando a postura jornalística se manterá dessa forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra conseguiu nessa campanha ser um Mussolini sem contexto histórico e um Hitler sem Goebbels. A imprensa nativa bem que tentou suprir o lugar do Ministro da Propaganda, contudo, para o bem do Brasil, não estamos no "entre-guerras" e Alsácia e Lorena já estão divididas. Eu digo que a imprensa nativa hoje é no máximo um Carlos Lacerda mais poderoso e desgovernado. Ah o Lacerda... Ninna diria: "Lacerda... sempre ele."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7987740754451694832?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7987740754451694832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7987740754451694832' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7987740754451694832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7987740754451694832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/09/serra-um-mussolini-sem-contexto.html' title='Mussolini Sem Contexto'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-197977358148626384</id><published>2010-09-23T17:26:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:41:13.160-03:00</updated><title type='text'>Leia</title><content type='html'>Meus amigos. Não postarei um texto enorme dessa vez. façam o seguinte. Ao invés de perder tempo lendo o que eu escrevo. Leia o que está no link abaixo. Trata-se de um vestígio de imprensa inteligente nesse país. Um vestígio de imprensa que trata a História como deve ser tratada. Que trata política como deve ser tratada. E outra coisa importante. Carta Capital é declaradamente Dilma. Ao contrário dos outros jornalecos que se dizem imparciais para confundir a cabeça do leitor da classe média burra, Carta Capital joga limpo, com inteligência e transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-fantasma-da-udn&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-197977358148626384?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/197977358148626384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=197977358148626384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/197977358148626384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/197977358148626384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/09/leia.html' title='Leia'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5131870333919774352</id><published>2010-09-19T22:50:00.003-03:00</published><updated>2010-09-19T23:25:58.462-03:00</updated><title type='text'>Aula de História. Dois Horários Seguidos.</title><content type='html'>Senti saudade de dar uma aula de História. Então vamos a uma aula de História do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Apaga o quadro sujo com fórmulas matemáticas que somente dois alunos entenderam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, muitos países precisavam se reconstruir e o capitalismo apostou em desemprego zero e salários bons, saúde, etc.,etc.! Estado de Bem-Estar Social é o nome dessa política. A política é de antes da Segunda Guerra, mas após a Guerra, foi reconsiderada com o fim dos regimes totalitários. Isso é ótimo não é? (Silêncio) Pois isso não fez bem ao capitalismo. O que aconteceu? (Silêncio) Muitos empregados, organizados em sindicatos e com a esperança do comunismo vingar no mundo (ouvindo notícias de igualdade e poder para os trabalhadores vindas da Rússia e da China) queriam mudar a situação de trabalho deles. Vieram as greves e com isso vieram também apoios de diferentes setores da sociedade, dentre eles os jovens comunistas universitários barbudos das FAFICH’s e IGC’s do mundo todo. Chegamos então ao Maio de 1968. Maio de 68 que ficou marcado por movimentos sociais pelo mundo todo. A situação estava fora de controle e uma revolução comunista se fazia eminente. O que os teóricos capitalistas fizeram? (Vou simplificar. Tarefa de professor ser didático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disse então um dos teóricos: “As condições de vida estão boas demais! Vamos acabar com isso!” – Um idiota da objetividade retrucou: “Como assim? Com isso a situação só piorará e a revolução vermelha acontecerá.” – O Primeiro disse então retrucando – “Pensa um pouco seu canalha! Vamos aumentar o desemprego para que os empregados não se sintam no direito de greve”. A desigualdade é fundamental para o funcionamento do capitalismo. Com taxas de desemprego altas, ou controladas, os sindicatos perderiam forças de negociação. Em outras palavras, as empresas vão dizer na mesa de negociação: “É pegar ou largar! Lá fora ta cheio de gente querendo trabalhar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certo esforço, o idiota da objetividade entendeu e todos concordaram em manter a desigualdade. Depois dessa tática fantástica de enfraquecimento de sindicatos e capacidade de organização e efetivo poder por parte dos trabalhadores, as coisas se acalmaram e as lutas por melhores condições foram controladas. Depois disso, alguns anos depois, o comunismo acabou por decretar seu falecimento em 1989. Estou somando os dois fatos. Atentem-se a isso meus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo ao Eduardo, meu amigo fotógrafo, estaríamos lutando não é se estivéssemos nos anos setenta, estaríamos lutando se houvessem condições históricas para tal, como foram os casos dos anos 60 e 70. Não as temos. Os sindicatos estão e estarão sempre enfraquecidos por que a taxa de desemprego está controlada ao ponto de não terem poder de barganha, além do sonho do comunismo estar enterrado e ultrapassado. Hoje não lutamos por democracia como antes. Lutamos contra ela. Falarei disso mais tarde. Por enquanto façamos uma força: Lutar pelo quê então? Pela família? Na próxima aula vamos falar da “Marcha com Deus pela Família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando: O capitalismo fomenta a individualidade, e o colega de trabalho hoje, bem como seu vizinho, é encarado como inimigo, pois ele pode tirar o meu emprego ou meu sossego ou minha mulher e eu não terei dinheiro pra terminar de pagar meu carro e nem minha casa. Estarei assim sem dinheiro, sem teto e sem mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra coisa importante. Os jovens que lutavam nos anos 70 eram minoria. Meus pais nessa época, por exemplo, dançavam ao som de Bee Gees e seilá mais o quê em bailes de caráter duvidoso. Então, a probabilidade de realmente estarmos lutando por alguma coisa nessa época é remota. Lutava quem era rico. O Nelson costumava dizer: “Marcha do povo? E onde estão os negros? Onde estão os negros desse pais? Estão no Mário Filho assistindo ao Fla x Flu!” – Manifestação popular na ditadura não tinha nada de popular até 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o Tiririca fessor? – Me questiona um aluno. (Risos e piadas na sala de aula)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Tiririca, vejamos: A democracia ateniense era de praça. Levantava-se a mão para querer ou não alguma coisa, e a maioria decidia não é? Se o Tiririca fosse, em Atenas e naquela época, um homem branco e da elite ateniense (condição para a democracia), ele poderia se candidatar a presidente de seilá o que. Ele seria eleito? Provavelmente não se mantivesse o seu discurso atual. Ele poderia se candidatar? Claro que sim. É a democracia. Então, a culpa não é do Tiririca. O Tiririca ao se candidatar afirma para o mundo que o Brasil é um país sério e democrático. Ele quer representar um seguimento da sociedade na democracia em que vivemos. Pelo menos em teoria. Problema mesmo é votar nele. Ou seja, lutar pela inelegibilidade do Tiririca, é lutar por um regime anti-democrático. Tal qual o tínhamos nos anos 70. Que contradição hein? Mais uma vez, problema não é o Tiririca se candidatar, o problema é ele ser votado. E ainda assim o problema não é dele, é nosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez, atitudes e pensamentos como o de: “Farinha do mesmo saco” é a mesma atitude de quem elege o Tiririca. Por que quem vota em Tiririca está dizendo com isso um de seus bordões: “Tiririca, pior que ta não fica”. Outra contradição hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos que lutar hoje é por uma reforma educacional e por uma imprensa transparente, esclarecidamente parcial. Se a população não esclarecida e de classe média soubesse que a Globo, a Veja, a Folha de São Paulo bem como o Estado de São Paulo e os Diários Associados apóiam a candidatura de Serra, eles, a classe média não esclarecida, saberiam que o discurso da imprensa é parcial e que bom mesmo não é ver o jornal da Globo, é ver todos os jornais, de todas as opiniões. Imparcialidade não existe. Não é mesmo estranho que quase toda a imprensa comece a noticiar escândalos no governo faltando poucos dias para a eleição e com o Serra a não sei quantos pontos atrás nas pesquisas e se utilizando de empresários de idoneidade duvidosa como testemunha? Não nego a corrupção. O problema é a utilização desta em prol de candidatura A ou B. O quão corrupto pode ser isso? A Globo e todo o resto não estaria com isso praticando o agora famoso tráfico de influências? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Políticos são o retrato exato de seu povo. Por isso são seus representantes. Vocês dizem que o problema são os políticos. Eu digo que o problema é nosso. Isso é tão óbvio que tenho vergonha de dize-lo. Mas alguém tem que dizer o óbvio. “Paciência” - Diria o Nelson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só vamos nos revoltar contra a corrupção no dia em que a população souber o que é corrupção, o que é precatório, etc.. Só vamos nos revoltar contra a corrupção quando possuirmos uma imprensa que seja parcialmente declarada e que saibamos identificar a manipulação de informação das quais sofremos diariamente. Corrupção não é um problema do PSDB e do PT. Corrupção está na alma de cada latino-hibero-africano-niponico-franco-italiano-libanes-saxônico-indígena-judeu. Ou seja, está em cada brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Som de sirene – Cadeiras e mesas se mexendo) – Opa. Sentem-se todos! Quem dispensa vocês é o professor, não é o sinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que todos que recebem o troco errado para mais voltarem para devolver o dinheiro, estaremos engatinhando para o rumo certo. No dia em que não formos todos nós farinha do mesmo saco, estaremos dando um passo para a honestidade e para a responsabilidade pública que cada um deveria ter. Por enquanto e por aqui, democracia é somente sinônimo de votar e corrupção é somente aquilo que políticos fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vão para o recreio que eu quero fumar um cigarro. (Professor sai da sala com a certeza de que ninguém entendeu nada. Ele fuma seu cigarro e planeja seu futuro pensando: “Que outro curso eu vou fazer pra sair daqui?” – Ele pensa se entra ou não na sala dos professores. Não entra. Pior que sala de aula, é sala de professores.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto horário é vago. Graças a Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5131870333919774352?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5131870333919774352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5131870333919774352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5131870333919774352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5131870333919774352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/09/aula-de-historia-dois-horarios-seguidos.html' title='Aula de História. Dois Horários Seguidos.'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3577723613083151545</id><published>2010-09-11T01:54:00.001-03:00</published><updated>2010-09-11T02:01:47.991-03:00</updated><title type='text'>Correndo de Muletas Contra o Tempo</title><content type='html'>Ando correndo de muletas contra o tempo. Já disse a vocês que queria ser muita coisa nesse mundo. De motorista de ônibus a médico. De jogador de basquete a ator. De escritor a jardineiro. De cineasta a químico. O Malta do porrete costuma dizer que ele pode ser o que quiser. Se eu for levar a cabo tudo que eu quero ser, oitenta encarnações seriam pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo peguei com minha tia hoje o livro dos espíritos. Trata-se de uma introdução às ideias do espiritismo. É evidente que para um formado em História as ideias do espiritismo parecem bem semelhantes ao seu tempo de concepção: Positivas, progressistas, evolucionistas. Contextualizar ideias e fatos historicamente talvez seja a grande dádiva da faculdade de História e que alguns ainda tentam nos tirar insultando-nos com recortes de fatos passados no intuito de expor “verdades”. Para estes, sugiro que conversem com o França Paiva sobre o conceito de verdade. É óbvio, não adiantaria. Então sugiro que continuem sendo engenheiros, químicos, artistas, etc., etc.. Só não banquem o historiador, ou não banquem a verdade com jornais velhos inseridos irresponsavelmente no presente. Há também a dádiva da alteridade que a História pode dar, mas disso falamos depois. Por ora, assim como respeito a opinião de um engenheiro qualquer para construir uma ponte, é normal que se respeite o Historiador quando o assunto for História. Não era disso que queria falar (Não me sai da cabeça esse assunto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, pois sim. Correndo de muletas. Peguei o livro dos espíritos e gostaria muito que tudo aquilo que está escrito fosse verdade. As várias vidas, as várias profissões, os vários amores, os vários irmãos, etc., etc.. E bom, ficarei feliz em poder ser ainda tudo que quero ser. Costumo dizer que minha alma é nova. De poucas encarnações. Ainda cheia de vida, cheia de desejos, de vontades, muito embora, de uns tempos pra cá, ande precisando de um tranco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, nesta vida já fui jogador de basquete que já foi decisivo para algumas vitórias. Já fui capitão de time, já fui zagueiro (que me rendeu um braço quebrado) e já fui goleiro (que me rendeu um tornozelo quebrado). Definitivamente, amo futebol, mas para jogador ainda me faltam algumas encarnações. Já fui ator, escritor, romântico, almoxarife, programador, artista, professor de história e de teatro. Eu quis ser todas as coisas. Quando quis ser cineasta, ganhei um livro enorme e um tranco sincero. E eis que chegamos no tranco sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, até pouco tempo, nos meus vinte e poucos, empurrava carros velhos. Minha alma sempre jovem fazia com que as outras almas saltassem em solavancos para os sonhos. Acho que deixei de fazer isso e talvez por isso não tenha recebido tantos trancos sinceros. Hoje recebi um tranco sincero de uma alma um tanto quanto improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cozinha hoje pela tarde conversando com minha prima sobre o futuro, ela me diz: “Você anda meio pra baixo...” – Daí conversamos sobre carreiras e numa sinceridade hedionda ela me fulmina com a pergunta: “Por que você não faz medicina?” – Vejam bem amigos, é o curso mais difícil de entrar e sair de uma universidade. Trata-se de uma profissão seilá o quê. E não se trata de tentar ou não. Fazer ou não medicina. Trata-se da sinceridade hedionda. Ela não disse pra eu tentar entrar numa faculdade de medicina, ela disse pra eu fazer uma faculdade de medicina, dizendo implicitamente com isso que tenho eu capacidade para tal. Não sei medir o tamanho da irresponsabilidade do imperativo da pergunta: “Porque você não faz medicina?” – O que eu sei medir é o tamanho da potencialidade que minha prima vê em mim. Costumava acreditar na minha potência. Não sei dizer se eu abandonei minha invencibilidade ou se me convenceram de que eu era um mortal, um banal, um medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas andam me fazendo mal. Preciso comprar baterias novas e me certificar, de que ninguém está me roubando carga. Sonhar não faz mal. Minha priminha hoje me fez lembrar isso. Run Forest! (Preciso ver esse filme de novo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3577723613083151545?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3577723613083151545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3577723613083151545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3577723613083151545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3577723613083151545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/09/correndo-de-muletas-contra-o-tempo.html' title='Correndo de Muletas Contra o Tempo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7854234649065403295</id><published>2010-08-26T20:42:00.004-03:00</published><updated>2010-08-26T20:46:57.800-03:00</updated><title type='text'>O Primeiro e Único Texto Eleitoral</title><content type='html'>Tenho evitado discussões com pessoas que não vão votar em Dilma. Acredito na democracia e na livre escolha etc., etc.. No entanto, há deslealdades imensas no que se refere à imprensa e a internet.  Tenho recebido todos os dias spams de amigos. Dizendo que Dilma é guerrilheira, que Dilma é terrorista, que Dilma é divorciada, que Dilma é filha de ricos, etc., etc.. Ontem ouvi no Jornal da Globo o Sr. Willian Múmia Waack dizendo que foram encontrados em computadores da receita indícios de que Fernando Henrique e José Serra foram espionados. Dizia ele que se tratava de um atentado a democracia esse tipo de politicagem, de golpe sujo, etc., etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos vejam bem, não é problema a Globo lançar seu candidato. Todos lançam. Uma das últimas capas da Época estava Dilma estampada sob o texto de que Dilma tem um passado do qual evita dizer. E ainda temos a Veja que, bom, dispensa comentários. Mas eu dizia que não há problema na mídia optar por um candidato ou outro. O problema é fingir isenção. Carta Capital há cerca de um mês estampou: “Por que apoiamos Dilma.” É simples e muito mais digno. Ao contrario disso, pregam imparcialidade. É esta imparcialidade que gera aberrações eleitorais. Eu explico melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pardo, filho de operário com retirante nordestina, morador de uma COHAB no subúrbio de uma das cidades da região metropolitana de BH que é formado em História, voto em Dilma. Não há perfil mais lógico que esse para os eleitores de Dilma e do PT. Agora, se fosse eu filho de profissionais liberais, que a vida inteira estudou em escolas privadas seria aceitável que meu voto fosse para Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa imparcial acarreta anomalias hediondas. Sujeitos pobres votando em partidos congressuais, de direita, liberais. Partidos que são oriundos de classes médias e que por isso mesmo, lamento dizer o óbvio, defendem seus interesses. Partidos que são oriundos de ARENA de UDN (Como o PP). Partidos que defendem a igualdade num mundo desigual. Partidos que acreditam que a meritocracia é justa para determinar quem é pobre e quem é rico. A imprensa imparcial faz um sujeito decidir por aniquilar-se no capitalismo desigual e isso é sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha desse ano está ainda mais desesperadora. Os emails. Tenham dó. Os emails... Os emails que chamam Dilma de terrorista me fazem crer que estamos revivendo os anos de 1970 e que o presidente do Brasil não é Lula, mas Médici. Os discursos escusos que tenho ouvido e lido por ai me fazem crer que ao invés de perder o espetáculo de José Celso Martinez Correa do FIT desse ano (&lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;) eu perdi na verdade foi &lt;em&gt;O Rei da Vela&lt;/em&gt;. Esses discursos me fazem crer que Tony Tornado ainda está na Tchecoslováquia e que a cortina de ferro não é somente um adereço da casa de um metaleiro qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me resta outra coisa num cenário desses do que seguir meus escritos como se fizesse parte das patrulhas ideológicas e que minha formatura de duas semanas atrás foi realizada na Rua Carangola. Fiquemos nisso. Vou aproveitar o tempo de vida que ainda nos resta de John Lennon e esperar ansioso pela aparição do RPM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Pobre de mim, invento rimas assim pra você e um outro vem, em cima. E você nem pra me escutar, yeah ohhh! Mas acabou não vou rimar... &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7854234649065403295?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7854234649065403295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7854234649065403295' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7854234649065403295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7854234649065403295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/o-primeiro-e-unico-texto-eleitoral.html' title='O Primeiro e Único Texto Eleitoral'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5104137055372026643</id><published>2010-08-23T23:19:00.000-03:00</published><updated>2010-08-23T23:20:01.034-03:00</updated><title type='text'>Ninguém Foi à Festa</title><content type='html'>Quando tinha 14 anos decidi ser ator. Até então nunca tinha ido ao Teatro, nem ele a mim. Não entendia a profissão de ator como uma profissão, aliás, nunca foi assim. Queria ser ator porque queria ser tudo. Queria ser médico tanto quanto motorista de ônibus, tanto quanto jogador de basquete, tanto quanto repórter, tanto quanto muita coisa. Assim como o Malta do Porrete, eu poderia ser o que quisesse. Talvez quisesse ser tudo menos ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já afastado do palco, assistindo a seriados que costumava assistir nessa época, ainda quero ser tudo. De tudo. Amar tudo, todo mundo. Gosto da profissão de produtor, com mil tarefas e mil conhecidos, grande parte deles, conhecidos íntimos. Queria experimentar os inúmeros amores, as inúmeras histórias. Mas essa não é a questão. Não é bem por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande jornada é sustentar. Sustentar com amor um mesmo amor e amar de novo de várias formas a mesma coisa. Somos tão rasamente mesmos que, a diferença quem coloca somos nós ou o que muda é o cenário ou seilá o quê. Este texto não é um texto comumente publicado aqui. E nem sei se consigo me fazer entender. O caso é que, é mais difícil ter a um que ter a mil. Eis um caso. Há alguns anos atrás fui convidado por uma pessoa para ir em sua festa de aniversário. Quase fui. Deixei de ir e pensei, ciclano conhece tanta gente, convidou tanta gente. Se eu não for, não vai fazer diferença. No dia seguinte fiquei sabendo que todo mundo pensou assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém foi à festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disso fiquei pensando que duas ou três pessoas é tudo que um ser humano precisa. O resto é vizinho, é colega de escola, de trabalho, que são importantes ora. O caso é que não acredito em festas de aniversário com mais de dez pessoas, passou disso é número, é conhecido. Não justifico minha solidão, até porque ela não existe. O caso é que muita gente confunde plateia com amigo, com amor. Percebido isso, fiquei onde estou. Feliz e bem acompanhado. Emocionalmente pleno (?), acompanhado e acompanhando. De todas essas pessoas que vieram, juraram amores e se foram, e as que ainda estão de saída, fica a aventura com cada uma e nada mais. Não são dignas de livros ou de filmes. São merecedoras talvez de uma poesia, pequena, de três versos. São merecedoras de um aforismo poético, se é que isso existe ou se é que isso são coisas diferentes. “Vou assim, que o acaso é amigo do meu coração, quando fala comigo, quando sei ouvir...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todo o resto de mim, que anseia as aventuras, os amores multiplicados, as corridas, as correias, para todo o meu desejo de solidão (A cia. superlativa é a pior forma de solidão), para toda a necessidade de não ser eu, para tudo aquilo que queria ser, mas que não vai dar ou não deu tempo de ser, eu sou artista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as transgressões, para os campos, para o mar, para a vida eterna, para a fantasia, me resta eu artista. O artista que, na verdade não tem alma. Eu digo que, sou um artista sem alma, um artista do tipo que corrompe a si mesmo. A alma do artista tem que ser vazia, para ser preenchida. Sou artista para ser eu tudo que eu queria ser. Sou artista pela ânsia de estar em todos os lugares com todas as pessoas, ouvir e contar estórias amar e detestar. Sou artista em nome da minha liberdade de ainda ser o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para todo o resto que não é isso, guardo minha alma, minha casa, meu amor, meus amigos, que não querem que eu seja artista. Querem que eu seja assim, normal, preenchido de poucas coisas, que fazem toda a diferença e ocupam todo o espaço que me resta. E que é todo o fundamento de tudo isso. Vou começar agora. Página 1.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5104137055372026643?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5104137055372026643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5104137055372026643' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5104137055372026643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5104137055372026643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/ninguem-foi-festa.html' title='Ninguém Foi à Festa'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7542716213661318725</id><published>2010-08-17T23:05:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T23:07:47.507-03:00</updated><title type='text'>Improviso em Ré</title><content type='html'>Minha literatura é um segredo. O que eu sou, o que eu queria ser, o que eu vou ser. É tudo segredo. São tantos e tantos de mim em mim mesmo. E, é obvio, já me perdi em todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada sonhei que estava voando. Voar é sempre muito bom. Voava porém com medo de voar. Estava aprendendo a voar e, assim como Jesus andou na água, pra voar era preciso acreditar que podia voar. E voei. Alguns metros. Aprendia a voar, mas a vida continuava. Tinha que ir ao centro pagar umas coisas e faltavam cinco minutos para as lojas se fecharem. Decidi que iria voando, seria mais rápido. Subi, subi e subi, até passar o poste, velho e cinza. Foi quando perdi a fé. Cai e acordei. Acordei como se no sonho não tivesse voado. Sempre, quando sonhava que voava, acordava triste por não voar e feliz por ter voado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez acordei como se não tivesse voado. Como se nunca tivesse voado. Acordei como se tivesse sonhado o cotidiano, o de sempre. Ou pior, acordei sem acreditar, sem sentir o sonho. Não voei. Em nenhum momento voei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até quando fui. E entretenho-os com mais um segredo, sob metáforas, ruins, sempre tão ruins. Paciência, diria o velho. O caso são os segredos. É o medo da liberdade. O Fracasso. Não há fracasso. Não há fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é ser trem. Sempre em linha reta... “e vá com deus”, completaria o Pedro, em letras todas minúsculas. Minha verdadeira literatura está escondida, com medo, medo de voar, ir longe, descarrilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, gravando uma trilha pra uma peça, carinhosamente chamada de “Francês”, havia uma instrução: “Vamos juntar as nossas risadas, mixá-las e criar o que os outros chamam de mensagem subliminar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época tudo que podíamos emanar deveria ser subliminar. Mas a indução acabou por forçar algumas risadas. E o subliminar nunca deixou de ser subliminar para este caso. E fiquemos nisso. O subliminar talvez seja minha grande literatura. Emana por força controlada. E tudo continua um segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há até aqui, dois textos. O sonho e a literatura. O voar versus o trem carrilado. E vejam vocês, o que escrevi até aqui? Nada. Nada. Este texto é como os dias que vão passando. Sucessões de sucessões. Não é o caso de ser ou não cotidiano. O cotidiano é inevitável. É bem mais simples. As duas da manhã vamos acordar assustados. O tempo foi embora, a vida se foi e você morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disso não há nada além do absoluto nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos seguindo o trilho. Costumava, no metrô, sempre andar no primeiro vagão. Mas ainda assim, passageiro. Inevitável para um coadjuvante que queria sempre roubar a cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7542716213661318725?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7542716213661318725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7542716213661318725' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7542716213661318725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7542716213661318725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/improviso-em-re.html' title='Improviso em Ré'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1362764847869915447</id><published>2010-08-09T18:23:00.001-03:00</published><updated>2010-08-09T18:27:04.554-03:00</updated><title type='text'>Malta, a Liberdade e O Enforcado</title><content type='html'>Existem duas coisas que quero lhes dizer hoje amigos. Uma delas é a pintura acima. Paul Cézanne. Paul Cézanne é o Nelson Rodrigues da pintura. Este quadro, La maison du pendu (A casa do enforcado), me remete a dois enforcados. O primeiro deles de Gil Vicente, do Auto da Barca do Inferno. Eu o interpretei nas provas do Teatro Universitário da UFMG e novamente no primeiro dia de aula dessa mesma escola, desta vez acompanhada pelo parvo, que era interpretado pela Inácio. O outro enforcado é o do Tarô. Ainda criança, sem saber o que era Tarô, tirei uma carta de um baralho fechado e eis que surge o enforcado. Ele se enforcava pelo pé e sua feição era de tranqüilidade. Diria então finalmente que, o enforcado, Nelson Rodrigues e Cézanne são entidades, figuras, seres, objetos que possuem um amplo diálogo comigo. Já lhes contei do sujeito que fala com os cães de Hilda Hilst? Pois bem, meus cachorros de Hilda são Nelson Rodrigues, Cézanne e o enforcado. Dizendo assim até parecem nomes de cães, mas não o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois decidi então mudar a foto de entrada deste blog para algo mais pessoal, meu, intransigentemente meu. Nada melhor do que a casa do Enforcado, pintada por Cézanne. Quanto ao Nelson, é óbvio, tão óbvio que chega a dar vergonha de dizê-lo. Ele está em cada frase destes textos todos. “Alguém tem que dizer o óbvio. Paciência”. Esta frase, por exemplo, é dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra coisa que queria lhes dizer é muito mais empolgante, muito mais libertadora, muito mais legítima, muito mais. Muito mais. Há muito que não falo do meu amigo Malta, o do Porrete retrátil, o Bezerra de Menezes encarnado, a Madre Teresa do próximo século, o São Francisco do Concórdia. Malta disse-me sábado: “Eu posso ser o que quiser!” – Sem devaneios, sem discursos, sem explicação. Não era necessário. Malta disse em alto e bom tom: “Posso ser o que quiser.” – E repetia embriagado pela libertação – “O que quiser!” – Em seguida enumerou algumas das possibilidades: “Posso ser policial, posso ser segurança de boate, professor de combato (Sim, Malta é Madre Teresa e tem um porrete retrátil. Uma espécie de “Monge à Prova de Balas” do ocidente sul e magro) professor de Turismo, fiscal, auditor, lixeiro, pedreiro, não importa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas regulares querem um emprego bom, um cargo valoroso, querem respeito, vaidade, dinheiro, etc., etc.. As pessoas regulares querem O Capital neo-marxista. (Uma piada para minha flor). O Malta pode ser o que quiser. E pronto, um piano a menos para carregar. Não fosse seu coração benevolente, Malta nos abandonaria, a todos, e seria feliz, bem mais feliz acompanhado pelos libertados. Que são poucos. Não teríamos mais notícias do Malta e ele seria um amigo do outro lado do deserto. Enfim, Malta se libertaria de todos os seus pianos. Ainda há alguns, contudo seu coração não será duro o suficiente para abandoná-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malta seria como o Alberto. Já lhes disse do Alberto. Malta seria como Alberto. Uma alma que me faria chorar. Me faria chorar ao me perceber tão pequeno, tão pequeno. Malta ainda me fará chorar assim. E pobre dos outros que não o entenderá. Nunca o entenderá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malta será incompreendido. Nem Freud, nem Marx o entenderão. Nunca o entenderão. Malta nada contra a regularidade, contra a maré, contra o PSDB, contra o tom cinza dos carros da rua. E no dia que isso for real eu direi aqui neste blog: Eis o homem mais livre e mais feliz do mundo. Por enquanto Malta é um enforcado pelo pé, de face serena, de cabeça pra baixo. Um dia a corda vai ruir e ao invés de cair, o Malta vai voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1362764847869915447?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1362764847869915447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1362764847869915447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1362764847869915447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1362764847869915447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/malta-liberdade-e-o-enforcado.html' title='Malta, a Liberdade e O Enforcado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5673303894658740282</id><published>2010-08-08T22:24:00.004-03:00</published><updated>2010-08-08T22:29:50.668-03:00</updated><title type='text'>Os Cachorros de Hilda e Nelson Rodrigues: Diálogos Possíveis</title><content type='html'>Um sujeito uma vez me disse que conversava com os cachorros de Hilda Hilst. Sentavam num boteco qualquer do interior paulista e por horas a fio conversavam sobre tudo, as cadelas de Henriqueta Lisboa, os gatos todos de caráter duvidoso de Mário Prata, etc. etc.. Pois estive conversando com Nelson Rodrigues esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos sentados no sofá discutíamos o artista. E ele disparou: “O artista precisa de solidão para não apodrecer.”. Pedro e eu aos sábados, não todos, inventamos aforismos com uma dificuldade, aliás, com o intuito de inventá-las. E assim, sentado no sofá, fumando seu Belmont vermelho com seu ar cotidiano e fraternal dispara o aforismo que melhor define a solidão e o artista. Um é condição do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista não tem alma, não tem coração, não sabe amar, não sabe viver. Por isso, como um vampiro, o artista precisa da recomposição, precisa do vazio de si mesmo. Para só depois fingir a sinceridade ou o contrário. Não entendam como crítica. Todo artista que conheço é um solitário, tem a alma de um andarilho. A alma de artista é a alma de que depende do ser humano, e depende da solidão. Eis a grande verdade sobre o artista. E vou mais longe, digo que, a pior forma de solidão é a cia. de um artista. Ele não está, nunca está. E é melhor que seja assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de uma semana tinha percebido que tinha desistido de ser artista, e minha alma adormeceu. Era um zumbi contemporâneo. Além de Nelson na sala de minha casa, estive com um zumbi ontem. Zumbis estão à beira da falésia sem o perceber. Estive à beira da falésia até semana passada e digo que a pior forma de passar o tempo é a cia. de um zumbi. Felizmente estou curado. Devo agradecer desta vez não aos meus amigos que Nelson diz ser um milagre, mas que o mesmo Nelson também diz que: “O trágico da amizade é a convivência. A solução talvez seja pôr um deserto entre nós e o amigo. Não ver o amigo, jamais; não ouvi-lo, jamais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo agradecer finalmente ao deserto e a flor, de Mariana, de obsessão. Meus amigos (de depois do deserto), a conversa minha e de Nelson foi mediada por um raro, raríssimo livro. Nunca entendi bem os psicopatas de biblioteca que caçam livros raros. Eis um caso inteligível: possuo um livro raro. Raríssimo. “‘Flor de obsessão’; as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues”. A maioria delas já conhecia, mas há o valor do livro, do título, da tentativa de resgate do zumbi na beira da falésia. É raro. Raríssimo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo a obsessão melhor depois disso e finalmente possuo um livro inemprestável. (Perdoem o neologismo, não gosto de neologismos. Qualquer um pode criar palavras, não acho um dom e não simpatizo com Guimarães Rosa. Nunca o li. E não possuo sua simpatia. Não preciso ser razoável. Há ódios que são maiores e mais velhos que a própria carne. Guimarães Rosa é um deles. Guimarães Rosa pra mim é a personificação do neologismo, por isso, inventar palavras para mim é se tornar um pouco mais Guimarães Rosa. Outra vez, não posso ser razoável. Não preciso. Os idiotas da objetividade formados em letras certamente estão possuídos pela ira ou pelo descrédito destas palavras sem nenhum fundo científico ou mesmo pessoal: “O sujeito nunca leu Guimarães e diz estes sacrilégios.” Ou: “Acha que porque criou malcriadamente uma palavra se tornou um pouco mais Guimarães Rosa”. A questão não é se sua literatura é boa ou não, se escreve assim ou assado. É tudo muito maior. Muito maior. Se não entendem, paciência.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu dizia do artista. A bem da verdade hoje não queria escrever sobre o artista. Queria na verdade escrever sobre Marx e O Capital. Não o fiz. Não sei se por escolha ou por intervenções divinas. Aliás, não escreverei aqui sobre Marx e o capital. Por enquanto fiquemos nisso: O artista precisa da solidão e a amizade precisa de um deserto. Chegar perto demais é decepcionante, mortal, fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os cachorros da Hilda no boteco, bêbados, atônitos com o caso do cão que comeu aquela moça. Ladravam socando a mesa: “Um absurdo! Um absurdo!” – O sujeito concordava em silêncio, sem ter muito o que dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5673303894658740282?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5673303894658740282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5673303894658740282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5673303894658740282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5673303894658740282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/os-cachorros-de-hilda-e-nelson.html' title='Os Cachorros de Hilda e Nelson Rodrigues: Diálogos Possíveis'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2062114221936226011</id><published>2010-08-03T22:53:00.006-03:00</published><updated>2010-08-03T23:03:52.317-03:00</updated><title type='text'>O Impopular ou, Estou Cercado por Eleitores de Serra</title><content type='html'>Hoje eu recebi um comentário Spam. De um sujeito que não sabia escrever direito. Seu comentário dizia algo do tipo: “Eu mim chamo fulano, etc., etc.” Ele reclamava que seu blog não era muito popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem meus amigos, a tolerância, a alteridade e todas as máximas de Todorov escapolem em momentos como esse. Não pelo fato do sujeito não saber escrever, até porque isso é coisa que também não sei. Alguns me dizem que tenho boas ideias, mas não sei escrever. Paciência. Tento me virar com o corretor do word e as vírgulas que fiquem fora do lugar. Mas eu dizia do sujeito, o impopular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me confessava que seu blog era um insucesso. Era vazio, oco, lúgubre. A bem da verdade ele não me disse nada disso. Só me disse que seu blog não era popular. Na verdade nem sei dizer se o que ele queria era ser lido ou ser seguido. Para os amigos que me lêem não é novidade o fato de que eu não leio blogs. Ainda assim aparecem desavisados que querem a popularidade sob minhas custas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem: Não há neste blog espaço para quem me segue. Não há espaço neste blog para quem eu sigo. “Não tá pra isso”. Diria a Camila dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava conversando com Márcio Costa, produtor musical de, dentre outros artistas, Fabiana Cozza e Maria Rita, esta última somente quando faz shows aqui. Márcio dizia sobre a popularidade do Twitter. Frases curtas, aforismos para quem os consegue criar. Ou seja, tudo que a modernidade queria. Um livro rápido de ler. Uma pena que na maioria das vezes vazio de sentido. E eu dizia da falta de popularidade do sujeito do blog. Pois para os internautas populares eu recomendo de bom grado o twitter. Muita gente lê, muita gente segue, muita gente acontece nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, um blog é uma oração. Eu nunca espero ter comentários ao final de meus textos. Não imagino que alguém seja capaz de parar um instante e ler sobre algo que, quase sempre é tão vazio quanto um Twiitter (É assim que escreve?). E digo mais, a literatura é uma oração... Amém! (Queria poder dizer a entonação que este amém deve ser lido. Não sou capaz.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que não oro, há muito que perdi a fé. Mas isso é outra história. E eu dizia da intolerância quando nessa semana ouvi que o Cheiro do Ralo era parecido comigo. Não o cheiro, o Lourenço. Ah o Lourenço, Lourenço poderia ser meu clow, se gostasse de palhaços. Os idiotas da objetividade, sempre eles, podem objetar: “Clow não é a mesma coisa de palhaço.” É verdade. Clow é o palhaço da classe média. Clow é um palhaço em inglês, um palhaço globalizado. Lourenço seria meu palhaço, se gostasse de palhaços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas o que me sobra é o sangue de barata. Eu que sempre ouvi que sou sujo, literalmente sujo, eu que sempre ouvi que sou egoísta, eu que sempre ouvi que sou metido a besta, no final dessas contas todas me sobra um sangue de barata hediondo. No final das contas o que me sobra são portas na cara. São caronas. Certas generosidades eu nem considero generosidade, benevolência. Eu vivo no mundo da classe média e a classe média quer tirar vantagem. A classe média foi criada com pai malandro, de blusa listrada e sotaque carioca. A classe média tira vantagem, salva cachorro na rua e reclama do bolsa família (não quero dizer que são ideias antônimas, nem sinônimas. São ideias. Duas.). Meu sangue é de barata porque meu sábado à noite é regado a conversas de quinta sobre o mundo financeiro. E ficam lá, babando na gravata suas verdades absolutas: “O mundo é justo.” É justo!” Berram socando a mesa, como um traído inconformado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É minha convivência. E ainda me dizem do egoísmo. Eu sou tolerante demais, compreendo tudo como o Dudu. Nós, e talvez somente nós, temos sangue de Todorov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, tornar o sujeito do blog que me escreveu mais popular é o de menos. É quase uma obrigação. Vou segui-lo, mas sem lê-lo. "Já será suficientíssimo e de uma benevolência franciscana!" - Diriam os parnasianos ateus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2062114221936226011?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2062114221936226011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2062114221936226011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2062114221936226011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2062114221936226011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/08/o-impopular-ou-estou-cercado-por.html' title='O Impopular ou, Estou Cercado por Eleitores de Serra'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-913875876103438862</id><published>2010-06-28T22:20:00.002-03:00</published><updated>2010-06-28T22:28:38.662-03:00</updated><title type='text'>Ensaio Sem Sucesso Sobre o Artista e a Solidão</title><content type='html'>É certo que de quando em vez o silêncio é óbvio e necessário. Por diversas vezes escrevi textos. Todos jogados fora. Nas últimas duas semanas ouvi duas atrizes, uma francesa e a Fernanda Torres. A francesa me lembrou muito o Pedro. Ambos dizem que não têm amigos. Eu poderia dizer que artistas de verdade não têm amigos, maridos, primos, pai e mãe. São todos dados ao mundo de tal forma que são assim sozinhos e capazes de reunir num aniversário 400 pessoas. Das quais todas são colegas e parentes. Parentes no sentido parente. Parente. Parente é o sujeito que não sabe se você se formou no segundo grau ou na universidade, mas está sempre lá disposto a tomar umas nas suas formaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu digo a vocês meus amigos. Esses artistas são os mais vaidosos artistas que se tem notícia. O artista vaidoso é o artista que não tem amigos. Aliás, todo artista é vaidoso, nem que seja às avessas, mas os vaidosos, orgulhosos, narcisos, etc., etc., esses sim, morrem sem um amigo sequer em seu velório. Mas a multidão sempre os acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de artista tende a ser um ícone, um Jesus midiático, o messias da arte e coisas desse tipo. O mundo precisa de referências, precisa de bailarinas. Um dia explico o que é uma bailarina. Esses artistas precisam da falta de vínculo, precisam fazer acreditar que você é especial para eles. Não há pai, mãe, filho, namorado, namorada, marido, mulher, que os atrapalhe. São amantes do mundo todo. Provocam sensações inebriantes. Esses artistas são necessários ao mundo. São necessários à arte. São sozinhos e amados por todos. O único defeito desses artistas seja talvez amar de menos. Sim, o coração é pequeno. O amor é grande demais e ou se ama de menos a todos, daí que eu chamo isso de não amor. Ou se ama demais, a um só, a dois ou mais. Esses artistas precisam do amor para sobreviver, precisam do amor próprio. Para sustentar as paixões da multidão é preciso muito amor a si mesmo e ponto final. Não sei se me entenderam. É algo com a Beatriz da música. Alguma coisa daquele tipo. Eles sofrem, bebem demais, amam demais, contudo sem exercê-lo. É preciso fingi-lo, o tempo todo. Fingem tanto que acreditam em si mesmos e a multidão, cegamente cede aos seus encantos. Esses artistas são sempre, sempre encantadores. E, óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro tipo de artista. Um tipo de artista que é mortal. Há a Fernanda Torres, há o Selton Melo e há a maioria dos músicos. Esses amam, possuem esposas, bodas, filhos, netos, pais, tios, primos, colegas, chegados, parceiro da pelada de domingo. Estes, como a maioria das pessoas, possuem um melhor amigo, possuem ex-namoradas, pés maltratados. São normais. São do tipo que queriam ser jogador de futebol quando pequeno. Igualmente encantadores, pra mim. É como se dissessem: “é possível ser artista e ser normal. Sem precisar ver poesia em tudo, sem precisar florear demais, sem precisar demais.” Esses artistas precisam de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo com isso? E você caro amigo, se pergunta: E daí? Pois chego ao final me perguntando a mesma coisa. E daí? Eu não sei. Preciso ler mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar porém, a atriz francesa me disse pela televisão: "Não há fracasso na vida." - E não há mesmo. Acho que me libertarei quando meus pais morrerem, mas isso é uma outra linha de raciocínio. Fiquemos no fracasso das porcas linhas.&lt;br /&gt;O silêncio ainda se faz necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-913875876103438862?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/913875876103438862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=913875876103438862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/913875876103438862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/913875876103438862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/06/ensaio-sem-sucesso-sobre-o-artista-e.html' title='Ensaio Sem Sucesso Sobre o Artista e a Solidão'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6229295052706402217</id><published>2010-05-27T22:55:00.002-03:00</published><updated>2010-05-27T22:58:17.185-03:00</updated><title type='text'>Sem Propósito ou Sereníssima II</title><content type='html'>Moisés teria me dito que quase fui para o lado negro da força. Mas não tive bolas pra isso. Entenda o lado negro da força como crescer, ganhar dinheiro pra comprar um carro prata e, galgar promoções dentro do quadro de colaboradores de uma multinacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda a tempo tomei a decisão de ter carros azuis. Pois até o fim da vida vocês me verão com veículos da cor azul. Foi assim, taxativo e sem muita retórica. É azul sem motivo algum. É azul pra não ser prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana retrasada, Malta, o do porrete, o da alma de Bezerra de Menezes, a Madre Tereza da região leste, me deu um som. Um som que antes ele queria me vender por 250 reais. Pois ele me deu o som. Na sábado passado o instalei, com um alto falante estourado que tenho no carro. Ouve-se. Ouve-se a Itatiaia, ouve-se CD’s. Um alto falante, um só, meio estourado e um som automotivo me foram suficientes para explodir de alegria ao entrar no meu quadrado carro azul. É a prova cabal de que ainda não fui para o lado negro da força, diria Moisés, não o profeta, o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, disse a vocês que esse blog seria um blog laranja, de fachada, um blog testa de ferro para textos casuais e que num outro lugar depositaria minhas verdades absolutas e meus absolutos e irreversíveis sentimentos. Já tentei reverte-los, sem sucesso. Pois já solucionei tal peleja. Trocarei cartas, emails, outros sons. Os textos serão com destinatários, como Castro Ferreira bem fez hoje pela tarde. Mandou-me um texto, em verso, mas proseado. Não tenho outro adjetivo que não o “entulho de versos”. Não no sentido negativo. Só digo que não há poesia mais concreta que o entulho de versos, são entulhos, como os da construção civil, sem regra, os versos vão uns por cima dos outros como blocos de concreto e restos de arames de sustentação do alicerce. Não chega a estar em caçambas, mas, tais entulhos, são a imagem da desorganização lírica da palavra. Desorganização essa que, comove a quem tem que comover e repudia a quem merece o repúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o caso meus amigos, de dizer isso a vocês. Mas trata-se também de um efeito estilístico, de um tema. Não quero ser egoísta e deixar de dividir o que ainda me resta pra dividir. Não é o caso, trata-se de uma reflexão acerca do papel da arte da vida do sujeito indivíduo. Outro dia cheguei à conclusão que futebol é uma experiência indivisível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vejam meus amigos, o que queria dizer eu já disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6229295052706402217?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6229295052706402217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6229295052706402217' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6229295052706402217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6229295052706402217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/05/sem-proposito-ou-serenissima-ii.html' title='Sem Propósito ou Sereníssima II'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2019631239484526778</id><published>2010-05-16T22:37:00.002-03:00</published><updated>2010-05-16T22:55:32.547-03:00</updated><title type='text'>Censor de Mim Mesmo</title><content type='html'>A partir de hoje este é um blog de fachada. Ainda haverão textos, banais, corriqueiros como a maioria que existem aqui. Ainda assim, não suficientes. Digo não suficientes pra mim, ou pra quem se importa. O caso é que, não me basta somente escrever e, como uma oração, entregar isso a este espaço. Meu egoísmo é tão, mas tão honesto, que, o que quero mesmo escrever estará em outro lugar, com outras pessoas. Pessoas essas que, sim, quero que leiam e me entendam e discordem, concordem, silenciem. Quero, num outro espaço a liberdade do fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como estranho artista que sou, quero também controlar o leitor. Digo que, sou um censor de mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2019631239484526778?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2019631239484526778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2019631239484526778' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2019631239484526778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2019631239484526778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/05/sensor-de-mim-mesmo.html' title='Censor de Mim Mesmo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2937072626169910515</id><published>2010-05-02T23:46:00.000-03:00</published><updated>2010-05-02T23:47:46.062-03:00</updated><title type='text'>Num Outro Lugar</title><content type='html'>Dizer que estou em Porto Alegre é quase uma obrigação. Ainda sim houve muita relutância. Parece soar arrogante dizer que está em outro lugar, assim tão longe de Betim. Claro que, para as menininhas da classe média que não querem salvar o mundo, Porto Alegre é ali, longe é a Tailândia, o Caribe, Tóquio, Sidney, onde quase todas estiveram nas últimas férias de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim para alguns soa, “hum, todo se achando por que está em Porto Alegre.”. Sobre Porto Alegre, bom, como o Dudu costuma dizer, em nome de Skylab: “Eu não tenho nada pra falar de Porto Alegre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia também dizer muito, não saio muito do hotel, não faço muito trajetos além do Hotel até o trabalho. Pois mesmo com esse ar de, ele está escrevendo que está em Porto Alegre, devo dizer que, as coisas mais simples estão cobertas de todo o mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha andado de avião. Pois ele foi voar. Arrancou. Estava eu ao lado da asa, vendo todos os seus movimentos. Chorei. Sozinho ali, eu e a asa, vendo por que afinal os aviões voam. Os ailerons, flaps, spoilers, se mexendo. E o mundo foi ficando pequeno e cada vez maior. Como vamos alto. Poderão rir os astronautas que lêem este blog. Mas como é alto. Depois das nuvens. O sol parece perto e tudo parece ir ficando longe. Eu, camponês de Betim, voando, indo para o sul do Brasil. Tão longe da única casa que já morei. Tão longe dos amigos que estão todos, agora, longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião tremia na hora de descer, atravessamos as nuvens e pousamos em São Paulo. E lá, vendo a asa trabalhar, o reverso funcionando para parar a aeronave. Eu, que tanto havia lido ano passado sobre isso. Reversos, freios aerodinâmicos. Pude ver como tudo funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora isso resta a saudade de casa em Porto Alegre. Resta a saudade da divisão entre preto e azul, que aqui é azul e vermelho. Preto e azul por aqui são cores que andam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me acompanham minhas camisas do cruzeiro e o notebook sintonizado na Itatiaia. E pensei bem, o que há mesmo para se conhecer? Ou estou mesmo vesgo e desiludido, ou, de fato, somos todos iguais. Medíocres iguais. No sul, no norte, em Betim ou em Canoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada para ver sozinho. Digo que, sozinho nada vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que estrada bonita.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banco ao lado do carro está vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu tenho pra descobrir não está em outro lugar. Recomeçar, ver, ouvir, escutar. Não depende da geografia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2937072626169910515?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2937072626169910515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2937072626169910515' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2937072626169910515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2937072626169910515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/05/num-outro-lugar.html' title='Num Outro Lugar'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-664530595656876707</id><published>2010-04-18T23:00:00.004-03:00</published><updated>2010-04-20T08:32:17.652-03:00</updated><title type='text'>Na Minha Casa</title><content type='html'>Ultimamente tenho me esquecido das pessoas. Ao mesmo tempo em que vou me sentido cada vez mais isolado e isolado. E a cada tentativa de aproximação, diálogo, conversa, desisto. Canso-me. Antes mesmo de começar, me exauri da tentativa de ser ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisto mesmo quando sei que o silêncio é para mim. Mesmo quando os ouvidos são todos meus. Recentemente fui dialogar com um sujeito que, empolgadamente me contava um caso e o contou até o final. Fui logo em seguida complementar o que o sujeito avidamente me contou. Disse algo do tipo: “Meu amigo é assim também... e lá no meu trabalho...” Sou interrompido por uma reminiscência do caso que o tal sujeito havia me contado. É como se houvesse a necessidade de um replay, como na fórmula 1 ou nas transmissões futebolísticas. Termina o replay volto ao diálogo, “e... lá no meu trabalho...”. Sou interrompido de novo por exclamações e exclamações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como se eu não precisasse estar ali. Não era necessária minha réplica, minha tréplica, meu comentário, ou meu caso; lá do trabalho... Essas excitações cada dia têm me exaurido mais. Me frustrado mais. As pessoas costumam reclamar que poderia falar mais ao invés de escrever. E sim, tinha o hábito de escrever emails, contando as coisas e os casos que queria contar. E não havia resposta. Não havia quase nada do que eu disse. Simplesmente, como no dadaísmo, a resposta dada a mim me foi jogada a partir de uma palavra aleatória que escrevi. Como se nesse texto, guardassem a palavra exaurido. E como resposta obtivesse um comentário do tipo: “também ando cansado. Trabalhando muito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito me sinto incompreendido. E óbvio, é um mal dos silenciosos e dos falastrões. O julgamento é constante e impávido. E qual foi minha decisão impensada? O silêncio e o blog. Todas as vezes que sento para escrever para A ou B ou Z, acabo desistindo e jogo essas palavras fora aqui, no blog. Se nada é para ter sentidos e respostas, que seja aqui, como manifestação estilística. Os idiotas da objetividade é claro que não enxergam isso como expressão estilística. É só mais um blog que, ao invés de declarar amor eterno ao professor barbudo, fala de coisas à toa, sem importância e, na maioria das vezes, sem sentido. Pois fiquemos com as duas opções. A minha e a dos idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nego a minha condição de idiota, sejamos mais claros. Somos aqui, eu, e os idiotas da objetividade. Num treinamento outro dia, praticávamos arvorismo. Consta de um exercício de subir nas árvores e passar por obstáculos como cordas bambas, pontes móveis, etc., etc.. E, surpreendentemente me senti incapaz de conseguir fazer aquilo tudo que fiz. Tive medo. E depois, quando o grupo de pessoas se reuniu, um pião disse: “Eu não teria conseguido sozinho. Sem vocês ali, não teria conseguido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha sentido a mesma coisa. Não conseguiria sozinho. Não quero ser sozinho. Só que, hoje, as pessoas me convenceram de que sou um inconveniente na maioria do tempo. E por isso, me recolho. Por isso hoje, quero tanto uma casa pequena, pra mim e mais ninguém. Não quero ser inconveniente. Mas também não quero deixar de ser eu mesmo e, como tem sido difícil me manter eu. Já não sei muito, mas ainda sei o que eu não sou. E, de tudo aquilo que não sou, quero ser em casa. Sem cia., sem diálogo. Ando cansado. Ando exaurido. Pois quando fumo em casa fumo sozinho, sem sujar pulmão de ninguém. Pois quando rôo minha unha, em casa, sou só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada cinco minutos eu ouço o que eu não devo fazer e o que eu não devo ser. E a cada cinco minutos de cia. de qualquer um, me deparo com tudo que não posso ser, ou não posso mais ser. No arvorismo eu não conseguiria sozinho. Para todo o resto eu não consigo mais acompanhado. Ando longe de mim mesmo quando estou perto dos outros. E por não ser mais sincero com ninguém, ando a cada dia menos agradável, menos quisto, menos visto. Não é uma ideia de felicidade. É uma ideia de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada dia mais recluso, Cézanne nos últimos anos de sua vida não mais saia de sua cidade natal, Aix. Às vezes ficava dias sem voltar pra casa, dormindo à beira de sua montanha preferida. Já não via mais sua família (que havia ficado em Paris). Não conversava com vizinhos ou mesmo amigos de longa data. Morreu após uma tempestade. Pneumonia.  Acharam seu corpo estendido na beira da montanha, debilitado, desmaiado, já em seus últimos suspiros.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-664530595656876707?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/664530595656876707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=664530595656876707' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/664530595656876707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/664530595656876707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/04/minha-casa.html' title='Na Minha Casa'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8604885032086697954</id><published>2010-04-08T00:34:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T00:39:16.426-03:00</updated><title type='text'>O Frentista Júlio ou Da Generosidade</title><content type='html'>Ontem fui cometer o gesto hediondo de abastecer meu pobre carro azul. E eis que o atendente do posto, iniciante, educado, meio sem jeito e muito solicito me fez pensar o que diabos essa vida é. E é claro, o moço me lembrou muito o Alberto. Ah o Alberto. Ainda me comove tanto com sua falta de julgamento. Os idiotas da objetividade podem me dizer que se trata de um sujeito alienado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de ser humano (assim diria Celso, o Idabaiano), merece tudo no mundo. Feliz por estar ali, empregado. Sem a vaidade tão peculiar a este mundo idiota. É um sonho meu despir-me assim de toda a vaidade. De simplesmente não me magoar com as arrogâncias tão, mas tão rotineiras. Com os absurdos tão, mas tão descabidos. Queria não mais me magoar com toda a decepção que sou para meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria, citando o Castro Ferreira, ter a “liberdade do fracasso”, do erro, gramatical ou sintático, morfológico. Da desistência, das guinadas, dos sonhos, que já não sonho. Ouvi uma psicóloga dizendo que toda crítica é construtiva. Pois queria não me importar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisca via email disse que sou racional, racionalizo as emoções, que as mascaro. E que, ela, consegue perceber, ou conseguia, quando da nossa convivência, da unicidade que sou eu. Ai está. Eu, que sempre fui tão escancarado. Ao mesmo tempo fechado. Na verdade me abro à confiança. Abrir-me é me magoar. Abrir-me é deixar-me triste, aliviado a bem da verdade, mas, sobretudo trata-se de um ato dolorido. Por isso deixei o teatro. Não se trata de vomitar angústias, é, na verdade, procurar vozes e ouvidos generosos. Generosidade que só consigo enxergar hoje em Alberto e recentemente ao frentista, de nome Júlio. Olhei em seu crachá, Júlio. Júlio de alma boa e insegura, como panda de cativeiro, enchia o tanque, me prestava um serviço. Devia ter lhe falado alguma coisa. Ou perguntado alguma coisa simples como “o que você faz pra ser feliz?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, não vou, é claro que não vou embora. Um suicida não anuncia sua morte. Ele, generosamente a oferece ao mundo, quase postumamente, no ato da queda, no ato do encontro com seu vaso vazio. Assim é com quem vai embora. Quem vai, simplesmente vai. Deixa apenas o lugar em que estava. Esse é seu anúncio. Não vou embora por que não tenho pra onde ir. Por que sou sujo demais para despedidas. Por que erro demais. Medíocre demais. Aliás, a condição de médio já não me faz mais jus. Deixei a mediocridade quando parei de sonhar. De pensar muito além do próximo fim de semana. Deixei a mediocridade como um recém desempregado deixa o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no trabalho um colega me disse: “Eu lembro que você às vezes pedia licença para cantar gritando as suas músicas.”. Eu gritava mais. Rasgava mais. Eu era jovem. Eu tinha força. (Não é um trocadilho de HEMAN.). Era do tempo em que as pessoas eram falsas comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferia dessa forma, eu me enganava, todos me enganavam. Agora é um tal de sinceridade pra lá e pra cá que me mata a cada dia. Cada um mirando seus ideais e querendo me colocar neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso da liberdade do fracasso, preciso da astúcia do falso surdo. Ficar quieto, olhar pra frente e andar como se ninguém estivesse olhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8604885032086697954?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8604885032086697954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8604885032086697954' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8604885032086697954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8604885032086697954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/04/o-frentista-julio-ou-da-generosidade.html' title='O Frentista Júlio ou Da Generosidade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1935834853166102891</id><published>2010-04-04T21:58:00.001-03:00</published><updated>2010-04-04T22:04:53.007-03:00</updated><title type='text'>Seguir Viagem</title><content type='html'>Não sei mais viver em sociedade. &lt;br /&gt;Nada me é mais satisfatório que a solidão. &lt;br /&gt;Não há motivo para festa ora essa; eu não sei rir a toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fui tanta coisa. E já quis poder ser tanta coisa e até um tempo atrás pensava eu que poderia ser ainda qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Areia, areia, areia, areia. A tempestade é forte e insisto em ficar por aqui. Por não sei o quê. Anda tudo muito pesado e quero me livrar desse peso todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largar o fardo.&lt;br /&gt;Perder contato.&lt;br /&gt;Sair de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1935834853166102891?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1935834853166102891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1935834853166102891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1935834853166102891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1935834853166102891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/04/seguir-viagem.html' title='Seguir Viagem'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2334086972840165365</id><published>2010-03-23T00:38:00.000-03:00</published><updated>2010-03-23T00:42:08.512-03:00</updated><title type='text'>Ônibus</title><content type='html'>Eu não andava de ônibus há um bom tempo. Por mais que meu carro ande mais estragado do que qualquer outra coisa, ainda pego poucos coletivos. Pois hoje andei, como nos velhos tempos, o mesmo horário e as mesmas pessoas. Todo mundo se conhece sem se conhecer. Há inclusive uma vizinha que de vez em quando pega este ônibus. Geralmente estamos um atrás do outro na fila, descemos no mesmo ponto, nos olhamos do tipo: Ah você. E descemos juntos a rua, ela sempre a frente e eu atrás, quando vai se aproximando da casa, ela aperta o passo e eu diminuo, assim dá tempo dela entrar em casa sem a rua estar totalmente deserta. E eu, diminuo por puro cavalheirismo. Tenho o costume de deixar as pessoas dentro de casa e, esse caso não é diferente, embora, nunca, nenhuma vez, tenhamos trocado sequer um olá. Pois prefiro a vizinhança assim, muda, discreta, calada, que se conhece sem se conhecer e que troca gentilezas sem precisar dos modismos mineiros. Do bom dia boa noite. Diriam os idiotas da objetividade que se trata de educação. Pois eu e minha vizinha somos educados no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era disso que queria falar. Eu voltava de ônibus quando cheguei a mais pura verdade que esse blog já publicou. Meu sonho é ser motorista de ônibus. Nada de grana, de prestigio social e de todas essas coisas que são vendidas para todos nós. Esse sonho é de uma honestidade hedionda. É simples assim. Motorista de ônibus. Talvez o sonho mais puro de todos os meus sonhos. Todos os outros foram de alguma forma vendidos a mim. O carro bom, as viagens, os prestígios, etc., etc.. Motorista de ônibus. Nada menos vendável que isso. Ninguém fala dos motoristas de ônibus a não ser, esse corre demais, esse é lerdo demais. Um dia eu não pego mais ônibus etc., etc.. Trata-se de uma atividade desagradável, mas do meu gostar mais puro, mais desimpedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa de pensar no sonho, me veio a cabeça todas as vezes que via meu ônibus apontar no horizonte, meus olhos marejavam. Isso em 2002, 2003. Uma de minhas namoradas inclusive viu meus olhos se derramarem porque meu ônibus passou na avenida. Dirão vocês que se trata de um absurdo. De um caso clínico. Mas eu... sempre tão distante de casa. Sempre tão distante das coisas. Sempre esperando tanto o 1160. Por mais que seja ruim esperar ônibus, era ele que me levaria para casa. Era ele que me levaria ao sempre longe. De tantas viagens. Desde pequeno, indo longe, com minha mãe, depois sozinho. Vermelho, intermunicipal, suburbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de meus amigos simplesmente desconhecem o que é entrar num ônibus vermelho. O que é ser distante. (Não é o caso de estar, mas de ser distante, é maior.). E se me perguntassem de que eu mais brincava quando criança. De ônibus. Correndo, com carrinhos. Fazia da caixa de Dominó um ônibus, as pedras do jogo eram as portas, os bancos e as pessoas. Fazia, com as pedras do Dominó, modelos distintos de Ônibus, uma porta, duas portas, três portas, de viagem, municipal, intermunicipal. Quando brincava na rede, balançava fingindo estar dirigindo um ônibus. Quando entrava no velho opala do meu pai, era um ônibus, com placa e tudo, pregados no para brisa. Quando na praia, corria na areia, de ônibus. Quando na cama, na sala, fazia da tampa da panela um volante, do espremedor de limões a marcha, havia em casa alguns pratos de papel no qual eu fazia os velocímetros e marcadores do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podem me dizer que isso me foi vendido. Não havia videogames com cartuchos de jogos de motorista de ônibus. Não havia filmes sobre a rotina de um motorista de ônibus. Não havia outdoor, não havia nada. Nada mais meu do que o sonho em ser motorista de ônibus. Onde está minha sinceridade? Pois está nesse sonho. Poderia ser qualquer outro sonho. Este pois, é meu sonho mais sincero, mais honesto, mais amoroso e, infelizmente, irrealizável. A vaidade não me permite. A cultura não me permite, as pessoas não me permitem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje finjo que meu sonho era ser almoxarife. Até que ponto isso é um afastamento?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2334086972840165365?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2334086972840165365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2334086972840165365' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2334086972840165365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2334086972840165365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/onibus.html' title='Ônibus'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-192026171904488167</id><published>2010-03-20T00:57:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T01:05:19.829-03:00</updated><title type='text'>Não Leio Blogs ou Dadaísmo Mal Feito; Um Pleonasmo</title><content type='html'>Eis a grande verdade da semana. Eu não leio blogs. Há todo um aparato generoso em que um blogueiro lê o blog de outro. De outrem. Eu não leio blogs nem sou blogueiro. Leio amigos e livros. Leio outdoor e livros. Não leio blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns amigos ainda resistem na cultura do blog, da oração, da terapia, da verborragia, etc., etc.. Afora isso, nem o blog do Saramago eu leio mais. Escrevo para o vento e não preciso de leitores de permuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler no computador cansa minha visão e a maioria dos assuntos me desinteressa de forma hedionda. De uma forma generalizada (que seria de mim sem minhas generalizações?) blogs são mal humorados. Estes blogs me fazem mal, pois sou um inveterado rabugento. Mas há pior. Os blogs bem humorados. Os blogs bem humorados das pessoas que lêem o Padre Fábio de Melo e compram cadernos de papel reciclado. Se enfiam num Pálio prata e vão para a faculdade, dão moedas aos circenses de sinal e compram bilhetes da loteria de cegos no caminho. Na sexta chapam todas e, antes de dormir rezam um pai nosso. Esses blogs rosas... paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que, não escrevo, ou melhor, não posso escrever aqui pensando em A ou B e na respectiva aprovação destas letras que são pessoas. O que posso dizer é que, para cada texto há um interlocutor bem definido. Com nome e endereço. A cada texto a imagem de fulano ou ciclano (o correto é cicrano, mas não gosto de cicrano. Ciclano é melhor, dá um ar de cano fanho pro sujeito.) aparecem na tela e escrevo, feliz e contente endereçando minha carta pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro disse-me outro dia: “Meu coração é pequeno.”. Se trata de um aforismo dos melhores. Vejam bem amigos: meu coração é pequeno. Não cabe as angústias do mundo nem suporta amar a humanidade. Meu coração é pequeno, não dá conta de si mesmo e a pior forma de solidão é a companhia de Vinícius de Morais, Cazuza e Caio F. Abreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não entendi bem a relação do Pedro com tudo isso. Certo é que do fulano passei ao ciclano e ao beltrano sem perceber a falta de compromisso que este texto possui. Retomemos a figura A. O fulano. O fulano, para quem escrevo nesse momento me lê. Me lê em segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda de Pálio prata. Não há cor mais óbvia. Terá sua crise de meia idade e deixará o cabelo crescer, assim como a incontrolável pança que definirá sua forma ovalada com a academia depois do trampo no escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso pra dizer que definitivamente não leio blogs e que este texto teve uma motivação mais do estilística ou de obrigatoriedade lingüística. Não se prezou pelo senso nem pelo entendimento. Troquem as palavras de lugar. Pode ser um início. Troque a ordem das letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troque, torque, trote. Uma pequena para o Castro Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e continue em linha reta, sempre reto e vai com Deus! (De novo o Pedro.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diremos grandeza&lt;br /&gt;Todas guilhotinadas desde nunca&lt;br /&gt;Carteiro enfim viver de imagina sossegar!&lt;br /&gt;Não sei o que é.” (Recorte aleatório de Fernando Pessoa em &lt;em&gt;Livro do Desassossego.&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-192026171904488167?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/192026171904488167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=192026171904488167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/192026171904488167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/192026171904488167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/nao-leio-blogs-ou-dadaismo-mal-feito-um.html' title='Não Leio Blogs ou Dadaísmo Mal Feito; Um Pleonasmo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3002844592510990634</id><published>2010-03-10T00:17:00.003-03:00</published><updated>2010-03-10T00:39:50.873-03:00</updated><title type='text'>Texto Unilateral</title><content type='html'>Eu não queria falar sobre isso. Não render nenhum tipo de discussão a respeito. Não queria magoar ninguém. É como disse no texto anterior. Não é bom nem ruim. E é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um descrédito. Pedro disse que as pessoas estão desistindo dele. Pedro, as pessoas já desistiram de mim. E as que acreditam é por que já desistiram de si próprias. Como sabem que freqüento velórios, querem plateia, uma rosa e um monte de terra jogado por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano desiste de sonhar com o tempo. Não. Retifico. O ser humano desiste de sonhar com as pessoas. O ser humano desiste de sonhar com o amor. Não há melhor combustível do que o ódio. Ode ao ódio, fariam os apáticos da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pior forma de solidão é a companhia e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero magoar ninguém. Mas não me peçam para sonhar o sonho de vocês. Não perguntem sobre mim a mim mesmo. Quem mais sabe de mim são os outros. Meu discurso não é válido. É meu. Falando de mim. Pois mais sabe de mim qualquer um que lê este blog. É o que o mundo vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte de dentro morreu. A parte de dentro é pusilânime, diria Nelson. Mais do que isso. A parte de dentro espera. Espera. Espera. Costumava dizer à Julieta: “Estou esperando.” – “Sempre esperando.” – Ela dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo se encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquemos nisso. Não vamos falar sobre o assunto. Serei o que querem, o que acreditam que eu sou. Serei eu mesmo na solidão. Cada vez mais concreta. A pior forma de solidão é a companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando Inês Linke: “Vocês são aristotélicos demais.” – Eu acrescento. Demais! Demais! - E o contrário disso é o Cazuza. No Thanks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um blog é como uma oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês me fizeram acreditar que eu não valho nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem que eu corra, querem que eu cheire, querem que eu limpe, querem que eu emagreça, querem que eu pare de fumar, querem outra pessoa. É o óbvio. Alguém tem que dizer o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá vontade de ser tudo para não ser isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3002844592510990634?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3002844592510990634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3002844592510990634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/texto-unilateral.html' title='Texto Unilateral'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7960782578303334980</id><published>2010-03-09T23:31:00.002-03:00</published><updated>2010-03-09T23:34:24.896-03:00</updated><title type='text'>Pusilanimidade</title><content type='html'>Pra quem nunca sonhou, a vida parece mentira. Parece dura. E para este, que nunca sonhou, nunca viu o sonho se arrasteirando pela vida, escorrendo entre as mãos, fazendo da vida sonho, para este é tudo difícil, tudo acima, por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lhes disse do sorriso de esperança do velho pai. Pois é o oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de sonhar para acompanhar esse tipo de gente. Ainda tenho lampejos, brevemente amordaçados, efetivamente, eficientemente amordaçados. É possível que me canse. Possível. Não são pessoas boas ou ruins, são pessoas que não sonham. E é só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7960782578303334980?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7960782578303334980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7960782578303334980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7960782578303334980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7960782578303334980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/pusilanimidade.html' title='Pusilanimidade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2342229622090776718</id><published>2010-03-05T00:21:00.001-03:00</published><updated>2010-03-05T00:21:58.832-03:00</updated><title type='text'>Não Tenho Nada</title><content type='html'>Ontem, digo, quarta feira ouvi algo que é de uma obviedade vergonhosa. Ululante. Por isso amigos, insisto tanto em dizer o óbvio. Alguém precisa dizê-lo. Pois estava na aula de intelectuais de massa quando a professora, magra e judia como Bloch disse que - “no capitalismo, o ser humano confunde o ser e o ter” - e ambos se fundem numa grande frustração a que chamamos de classe média nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma obviedade. Não nego. Todavia enxergar a obviedade é das tarefas mais hediondas a qual temos a obrigação de tentar ver. E a todo tempo estava assim, com a verdade crua nas minhas fuças. Ultimamente estava na frustração de Jó. (Jó é um frustrado, o final feliz é obra de Holliwood.). Todos percebiam a apatia tipicamente poética a qual estava enveredado. E eis a verdade. Estava infeliz comigo mesmo. Porque tenho pouco. Não sei, não sei como porque cargas d’água toda minha concepção do ser passou a se pautar no ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não farei aqui o discurso paupérrimo do pobre, mas feliz. Não é isso. Digo que, há em mim e certamente há em muitos de vocês meus amigos, a necessidade do ser. Não. Eu vou me perder na explicação. Além do mais, já está mais do que gritante aonde quero chegar com esse texto. Pois resumamos: Preciso ser mais do que ter. Há aqueles em que precisam do avesso. Há ainda a maioria que, somente tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamlet se desatualiza no sentido de que, hoje, o não ser pode ser o ter. E o risco que corria eu era o de justamente tentar ter sem o ser. E ser ou não ser, passa a ser hoje, ser ou ter, ou ainda, ter para ser, ou ainda, ser e não ter ou ter e ser ou ser e ter... já me perdi na análise combinatória. Fiquemos nisso. A frustração de não ter é tolerável. Não ser passa a ser a apatia moribunda dos entulhadores de versos e isso é a mais dolorosa das mortes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2342229622090776718?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2342229622090776718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2342229622090776718' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2342229622090776718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2342229622090776718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/nao-tenho-nada.html' title='Não Tenho Nada'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2177611360983644733</id><published>2010-03-02T22:09:00.000-03:00</published><updated>2010-03-02T22:11:32.956-03:00</updated><title type='text'>Teatro</title><content type='html'>Acabo de me sentar e desistir de um texto que havia começado. Era sobre o Selton Melo. Vamos falar de teatro. Estava lendo num blog alheio que: “no mundo que finge, ser verdadeiro é pura maldade.” – Vamos partir dessa frase. O mundo hoje finge mais. Podem dizer os amigos da objetividade (idiotas), que se fingia muito mais antigamente. Vejam os modos antigos, o erguer o chapéu quando do cumprimento, o levantar-se à mesa na presença de uma dama que vem ou vai-se da mesa e é óbvio, as exceções estão por todos os lados, não as nego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda poderão dizer os idiotas da História Cultural que se trata de um movimento cíclico, tudo vai, vem, é e não é. Mas não façamos mais a História dúbia e em que se é permitido tudo ou quase tudo. Sejamos sentido e não raciocínio. O que eu quero dizer. Não se vaia mais. O único espetáculo que se vaia é o futebol. Trata-se de uma plateia ainda fiel à sua opinião: “Fulano está que é pura água! – Vaiemos! – E o que temos hoje no teatro? Peças medíocres. Teatro da pior qualidade. Da pior. E onde estão as vaias? Ninguém mais vaia teatro. Ninguém mais vaia cantor, banda. Pois a plateia aplaude de pé e vão para os cafés fumarem seus cigarros e deliberarem sobre o incomunicável, o inopinável. E por que tudo isso? Porque, hoje, todos fazemos teatro, dos atores à plateia. Não há a vaia, há sempre os bons costumes. Há sempre o fingir, paradoxalmente fatal para o Teatro. Digo que, se existe um lugar onde a verdade deve ser dita, onde as máscaras devem cair, onde o rasgar a alma é bem vindo, este lugar é o teatro. Óbvio. Alguém tem que dizer o óbvio. Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaia é uma crueldade, podem dizer alguns. A vaia é uma necessidade da plateia. É sua voz. A coletividade, a massa que repugna. Nelson inúmeras vezes foi vaiado dos pés à cabeça! Trata-se do maior dramaturgo da história da língua portuguesa depois de Gil Vicente. E o homem foi vaiado! Era um mundo mais honesto. Pois volto à frase: “No mundo que finge, ser verdadeiro é pura maldade.” – O não gostar é falta de respeito. Falta de respeito é ter que pagar para assistir um espetáculo que já foi financiado pelo Estado em leis de incentivo fiscal e ainda me deparar com a própria inoperância cênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é outro ponto que dentro em breve tocarei no assunto. Pedro e eu decidimos que as leis de incentivo são um assalto ao teatro brasileiro. Facilita-se a verba e o que vemos? Pois nada além de um teatro burocrático. E quando não é burocrático vemos a mesma atitude antiburocrática de sempre. Os resultados são caóticos, cenas mal ensaiadas e desfiles de: “olha o que eu sei fazer com o corpo, com a voz.” – “Vejam essa pirueta. É minha expressão!” - Em parte, além da vaia, há um culto ao teatro coletivo do qual eu radicalmente discordo. Todos têm voz, todos têm vez e o resultado é um real tumulto colaborativo. Eis um aforismo para Pedro: “O teatro hoje não passa de um tumulto colaborativo.” - O coletivo funciona em quedas de bastilhas, a bastilha do teatro é outra. Outro dia fui ao teatro ver uma peça que se auto-intitulava no meio do caminho. Pois “os quinze anos dedicados à pesquisa do ser humano” resultaram em... aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que já fui da escola do “Teatro pelas metade” (Trata-se de um teatro onde existe a ação e o espectador traça sua própria estória). O erro dessa escola está em pensar que, ao existir uma narrativa inteligível, a estória fatalmente será rigorosamente a mesma para cada espectador. E em troca do labor pela narrativa, seja ela realista ou não (já são outros méritos), há uma total despreocupação com o que se quer dizer com tudo isso, com aquela música, com aquele âmbar, com aquele diálogo. Há uma despreocupação com a estética apurada. Há cenas em que se pede sincronia e onde a vemos? Nos aplausos fingidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teatro perdeu sua linguagem honesta. Se ele já não serve para contar estórias, façamos deste, um encontro honesto, verdadeiro, com direito a vaia, vinho e gratuidade. Que o teatro seja uma Igreja onde, no meio da cena, paramos para dar o dízimo ou a contribuição que ele mereça. Que não seja fanático, mas que seja um ritual, como ele sempre deveria ter sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pronto para as vaias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2177611360983644733?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2177611360983644733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2177611360983644733' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2177611360983644733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2177611360983644733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/teatro.html' title='Teatro'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3960050519517142749</id><published>2010-03-01T01:20:00.001-03:00</published><updated>2010-03-01T01:25:44.718-03:00</updated><title type='text'>O Sentido Perdido do Relógio</title><content type='html'>Março e é chuva. Hoje queria deflagrar meu ódio intenso. Ele não existe. Meus ódios são velhos, atrasados, obsoletos. Todos que me conhecem, nem que seja de vista, sabe que existem três pessoas que odeio: Xuxa, Didi e Mickey. Meus amigos a verdade é que não queria estar aqui, falando, escrevendo a vocês neste momento. A verdade é que nem mesmo queria precisar ter um blog. A verdade é que talvez nem precise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez me pareça com você mais do que queria parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há significado oculto nesta frase. Não há interlocução alguma. Digo isso pelo prazer estilístico. Eu queria comunicar meu silêncio. Dizer da minha ausência. Já disse há alguns textos atrás que nunca foi teatro. Eu minto. Foi sim, por seis meses, teatro. Mas me ensinaram a fazer teatro sofrendo. O teatro passou a ser outro. E a alegria caiu em descrédito pra mim. Tenho confundido algumas companhias antigas, aquelas que me achavam engraçado, gracista, puro. Hoje sou um pardo de alma parda, descolorida. Que se há de fazer? Paciência. Ouço velhos amigos dizendo o que eu tenho que fazer. Percebo que eles se perderam. Não sabem mais de mim e nem eu deles. E quando penso que estou em depressão o próprio pensamento me demove de tal ideia. Um depressivo nunca diz estar depressivo. Logo, estou bem. Se me perguntam como estou eu digo: Estou bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou levemente mais estúpido, levemente mais espaçado, vago. Há um luto em mim que é indizível, é mesmo irreal. Há um luto pela fantasia. Pelo suspense. E queria tanto, mas tanto que algumas pessoas parassem de me ler neste blog. Tenho pensado cada vez mais nisso. Fulano me lê. Tenho em mim a prisão da plateia. Queria ser ou estar num monólogo de cadeiras vazias. E dizer tudo que eu tenho pra dizer. E, a verdade é que não tenho mais nada pra dizer pra ninguém. Não me interessa mais dizer. Por isso deixei de ser professor, ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei outro dia uns papeis velhos, de velhos escritos, antigos, amarelos. Ruins. Como são ruins. Dizendo nada a ninguém. Lembro-me de sair às três da manhã de carro. Era como se estivesse descobrindo o mundo com a maior das inocências. Nunca fui um adolescente típico. Sempre fui mais inocente, mais puro, mais novela que documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha real vontade era sumir por uns tempos. O tempo suficiente para saber de todas as coisas. Ter lido todos os livros e falar todas as línguas. Minha vontade era nascer de novo e recomeçar, fazendo tudo diferente. Há por ai uma máxima que as pessoas adoram dizer: “Só me arrependo do que não fiz.”. Oras, mas não fazer algo é questão de perspectiva. Não existe a ausência do fazer, se você faz algo é por que deixa de fazer outra, logo, se arrepender do que não se fez pode ser encarado como me arrependo de ter feito tudo ao contrário do que deveria ter feito. Por ir ou não ir. É fazer. Ou você fica ou você vai. As duas; ações. O que estou dizendo??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria que o relógio fosse mais eficaz no seu objetivo de ser cíclico e renovador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser Figueiredo por uns tempos. Quem é Figueiredo? Dirão alguns. Pois é exatamente isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3960050519517142749?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3960050519517142749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3960050519517142749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3960050519517142749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3960050519517142749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/03/o-sentido-perdido-do-relogio.html' title='O Sentido Perdido do Relógio'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-69735182159427746</id><published>2010-02-26T01:29:00.003-03:00</published><updated>2010-02-26T01:45:44.335-03:00</updated><title type='text'>O Que Eu Queria Dizer É Música; Não É Letra</title><content type='html'>Estava vasculhando o orkut alheio e vi um texto que não era um texto. Vi um depoimento que não era um depoimento. Era como se fosse um caso. As palavras fluíam, fluíam, fluíam e eu o li, ávido para saber o que já sabia. Não era de caso pensado ou coisa assim. Não era para ser publicado. Era um caso, mais do que um texto teatral, falado, era uma conversa, um bate papo fluido, liquido, não era viscoso. Era um copo d’água no meio da sujeira. Sumariamente. Um texto ansioso. Como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei bem definir. O caso é que Pedro precisa de aforismos para ferir de leve alguns. Eu, como preciso. Como ouvi outro dia, “quando apelo, acabo no óbvio”. Um terror. Terror. Dutra parou de escrever e continua dançando, continua, continua, continua. Meu carro continua estragado e andando. Como eu. Como minha internet. Como a gaveta da cozinha; que sempre emperra. Como o tambor da chave do portão. Que está quase estragado. Essas pequenas coisas, tão pequenas que lá se vão dois três dias para se resolver. Não tenho tempo pra isso, mas tenho tempo pra fazer nada. E Roraima vai ficando mais perto. Seilá de que jeito, todavia vai ficando. Vamos Pedro! Eduardo agora é almoxarife e terá uma filha. Sarah. Cursando administração. Néfer concorda comigo em níveis macroscópicos e megalomaníacos. É um sociólogo. Diariamente recebo pelo menos três olhares de desprezo na Fiat por usar uniforme, por estar sujo de pó e de graxa. Um dia emagreço noutro engordo e vou na dança das gramas. Cruzeiro jogou mal e preciso escrever um texto sobre os idiotas da objetividade, Ninna me pediu. Segunda as aulas começam e os ônibus voltaram a circular. Prenderam o serial killer contagense. (Até hoje não sei como se chama o nativo de Contagem.). O samba continua falando dele mesmo em 90% das letras. A batida ainda é igual e rotulada. Há que se preservar. Há que se preservar. Preciso ver Into The Wild mais uma vez. Daqui a pouco me levanto. Assistir jogos do lado da torcida do Atlético é estranho e dá azar. Me lembro do gol do Cleisson. Nesse dia disse que o Juiz era um Zé B... e minha mãe apavorou-se. Estávamos no Mineirão oras. Ando evitando Alonso porque não há mais o que dizer a ele. Schumacher voltou e isso é bom. Preciso de um tempo sozinho. Preciso de um carro, de dinheiro e de sonhos. Luciana está serena, notícia boa. Irei ao primeiro espetáculo de dança de minha vida na semana que vem. Ando nessa semana roda dura. Às vezes esquecemos como é dirigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não era sobre isso que queria dizer. Entendem? Talvez devesse apelar para as citações. Recuso-me até o último instante. Esse blog foi criado para que a mediocridade exacerbada não precisasse ter a vergonha aparecer. Foi criado para que os predicados fossem esquecidos. Para que o sujeito se perdesse nas reticências e no ponto final. Para que emendas de frases fossem consertadas com ponto e vírgula. O fracasso é o início da liberdade. O fracasso é o início da liberdade. Diria o Castro Ferreira. Não corri essa semana. Talvez me faça falta o correr até morrer, até não dar conta, até fugir. Ir embora. Algumas pessoas já me disseram que se trata de um blefe. “Você não vai embora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando assustarem não estarei mais ai, nem aqui. Ainda que queira retomar velhos hábitos. Falta-me da mesma maneira, coragem. Pedro conhece a Argentina, Luciana Cuba. Pedro vai pra Quito!! Viva o Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto Roraima começa com um filho contando a história dos pais. Os pais nunca foram casados, nunca. Os pais se amam e só. Vivem separados, um em Porto Alegre e outro em Porto Velho. Esse país é enorme e queria morar por um dia no Arroio Chuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora me esqueci de Alberto. Uma pena. Peço apenas o favor de não confundir Alberto com um santo, ou com uma dessas história de Zíbia. Não me confundam com Augusto Cury ou com Padre Fábio de Melo, aquele alienígena. Estou também um pouco farto do discurso mediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês não entendem o Alberto. Eu tenho certeza que ninguém entende o Alberto e o que eu queria dizer aqui eu não disse. Nenhuma palavra. Mas nem de longe. Nem de perto. Estou com saudades de seilá quando, e seilá onde. Talvez faça eu aqui um texto enorme, o maior deste blog para que as pessoas se cansem e deixem de ler. “Não vale a pena ler.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sobre o que ele está dizendo?” Talvez use um ou outro recurso estilístico para dizer o que ficou preso por alguns anos. Eu queria na verdade contar uma história. A mesma história de sempre. Efetivamente não tenho medo de contar o que já foi dito, efetivamente não tenho receio em contar mais uma vez uma história que talvez nem o Pedro tenha ouvido. Nem o Eduardo. É possível que Dutra tenha ouvido. Eu não sei. O que eu queria dizer é música não é letra. Algo como a &lt;strong&gt;música&lt;/strong&gt; deste verso: “Step from the road to the sea to the sky&lt;br /&gt;                                                   And I do believe what we rely on”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São parágrafos distraídos e desconexos para que tudo perca o interesse. E que não sobre ninguém. Mas não é pelas letras. Ou mesmo, não é na vida que me realizarei. Eu sinto falta dos meus quinze anos. Talvez não seja por ai. Eu sinto falta dos meus dezoito anos. Não. Eu sinto falta do Adeusbia de ontem. De ontem. Por que se juntarmos todos hoje não sairá um olá honesto. Paciência. Me lembrei outro dia da viagem a Caraguatatuba. Já não há dedos para serem comidos e não é saudável ainda estar acordado. Como não é saudável fumar com a garganta doendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente ninguém merece a humilhação. Minha prima Nathália, que tanto cresceu nos últimos meses. Tenho muito orgulho dela... mas eu dizia da humilhação e não sei por que me lembrei da Nathália. O basquete. Talvez teria sido melhor ser um jogador medíocre de basquete. Pelo menos seria saudável, faria algo legal e ganharia o mesmo dinheiro que ganho hoje. Depois dos trinta morreria de fome e tudo se acaba assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros períodos da universidade. O TU. O NET. Não era e nunca foi o teatro. Essa arte falida, entregue à classe média. A mesma que. Não falemos mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah sim, minha prima Nathália, me lembrei porque me lembrei dela. Ela diz no seu Orkut algo como o problema da sua imagem é problema dos outros. Eu não sei dizer. E na verdade não disse ainda o que queria dizer. E a verdade é que queria ser um desses escritores de verdade, que se escondem num personagem qualquer, num Casmurro, num Buel Quain. Num Alberto qualquer. Mas o Alberto existe. Garanto a vocês. Meu amigo Paulo Antônio pode ser testemunha de sua existência. Do Paulo Antônio, Tamiza pode dar prova de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Pedro somos do tempo... em que as atrizes... tinham alma! Alma!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-69735182159427746?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/69735182159427746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=69735182159427746' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/69735182159427746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/69735182159427746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/o-que-eu-queria-dizer-e-musica-nao-e.html' title='O Que Eu Queria Dizer É Música; Não É Letra'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7292096811723004829</id><published>2010-02-22T01:03:00.001-03:00</published><updated>2010-02-22T01:08:55.819-03:00</updated><title type='text'>Só Vai Restar a Holanda</title><content type='html'>Ando receoso e inquieto com os politicamente corretos. A maioria deles maconheiros vegetarianos. Queria um tom católico para a primeira frase, acho que consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia de brincadeira disse a minha mulher e ao Pedro que não pararia de fumar em sinal de resistência física e moral aos politicamente corretos. Os maconheiros vegetarianos pertencem à mesma classe das menininhas da classe média que querem salvar o mundo. Diria que os maconheiros vegetarianos são os namorados das menininhas da classe média que querem salvar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as escolas não podem mais vender coxinha, os pasteis assados, ou mini-pizzas. Vi outro dia numa cantina de escola a curiosa promoção. No lugar de um salgado e um refresco por R$ 1,50 estava a placa: “Promoção: Três vagens e um copo D’água por R$ 3,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não discuto o quão salutar será. Não discuto os méritos nutricionistas. Discuto a chatice que é viver num mundo onde só se pode fumar maconha e comer vagem. O menino come vagem na escola e quando chega a casa, seu pai, hediondamente, lhe enfia três cachorros quentes e uma coca 600 goela abaixo. A verdade é que precisamos pensar direito quais são os deveres do Estado. Parece um discurso extremamente direitista e em parte o é. Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente não tenho paciência para textos políticos. Textos que levantam bandeiras em nome do país. Por causa disso dou por encerrado esse assunto. (Acendo um cigarro). Vamos falar do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um silêncio absurdo. Como tenho percebido o silêncio das pessoas? O barulho tem sido o silêncio das pessoas. Já não é de hoje que todos falam, falam, falam, falam e só querem falar. É por isso que o Terapeuta é a profissão do futuro. O sujeito é pago para ouvir. Numa reunião de pessoas, todos ou quase todos falam, falam, falam e ninguém ouve nada. (O assunto é óbvio. Mas alguém tem que dizer o óbvio.) As palavras viram um coro desorganizado e patético. Todos estão falando ao mesmo tempo e convencidas de que estão sendo ouvidas. Não bastasse o canto gregoriano desarticulado e na clave errada. (O correto é na clave de Dó. Mas! As discussões são feitas na clave de Sol, mais aguda, mais estridente. A clave de Dó não suportaria). Eu dizia: Não bastasse o canto gregoriano na clave de sol, há ainda o som. Há uma agonia desavisada em haver silêncio ou mesmo em ouvir o que o outro está dizendo, ou mesmo uma agonia em ouvir o que você mesmo está dizendo. Nós ouvimos a música, todos falam e tudo fica como se fosse um eterno carnaval de Salvador. Um diz aos berros: “Eu fui promovido!!!” O outro ouve assim: “Eu... fui &lt;em&gt;no rebolation&lt;/em&gt; promovido.” – “Quem promoveu o rebolation?” – Respondem, quando respondem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro e eu fomos a um bar outro dia para deliberarmos sobre as pessoas. Eis que com quinze minutos de conversa fomos agredidos por batuques baianos e uma dançarina gorda e bêbada. Não se ouvia mais nada. Meus amigos, não era uma micareta. Era um bar, onde pessoas se sentam à mesa para conversar. Todas as mesas se silenciaram para ouvir os batuques e versos de rima pobre e olharem a gorda bêbada dando vexame dançando em cima da mesa como uma colegial vadia estadunidense em visita a Salvador nas suas férias de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro diz que a pior forma de solidão é a Cia. de Vinícius de Morais. Nelson diz que a pior forma de solidão é a cia. de um paulista. Ambas as sentenças verdadeiras. Eu digo que a pior forma de solidão é um churrasco da minha família materna. Sertanejo universitário no talo, cerveja no talo e o silêncio obrigatório do canto gregoriano. Quando criança pensava que só aquela família é assim. Paulinho Cascata me dizia que o mundo era assim. Fui idiota em não ter acreditado nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais pode fumar nos bares. Ninguém pode mais ouvir nos bares. Restou o silêncio da gritaria e a cervejada de qualidade duvidosa. O mundo está cada vez melhor!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7292096811723004829?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7292096811723004829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7292096811723004829' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7292096811723004829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7292096811723004829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/so-vai-restar-holanda.html' title='Só Vai Restar a Holanda'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1947158958889562971</id><published>2010-02-18T00:28:00.001-02:00</published><updated>2010-02-18T00:31:01.139-02:00</updated><title type='text'>Pedro e o Balão</title><content type='html'>Sempre nos carnavais me lembro do Pedro. Pedro é um carnavalesco nato. Diria que, não existe outra profissão para Pedro melhor do que a de Carnavalesco. Pedro reinventaria o carnaval. Pedro quando construir um carnaval trará chineses e toda a sua disciplina para grandes movimentos de massa. É mais fácil ensinar um chinês a sambar do que um brasileiro ter disciplina estética . Ainda verei um carnaval de Pedro Romero. A repórter lhe perguntará: “Como a barriga das baianas cresciam e murchavam daquele jeito?” – Pedro atento, ávido e grave dirá: “É um balão.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1947158958889562971?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1947158958889562971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1947158958889562971' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1947158958889562971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1947158958889562971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/pedro-e-o-balao.html' title='Pedro e o Balão'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5096528010918698069</id><published>2010-02-12T00:00:00.001-02:00</published><updated>2010-02-12T00:09:27.315-02:00</updated><title type='text'>Acamado</title><content type='html'>Ando ouvindo em demasia que ando estranho, impaciente, mal humorado, desligado, desinteressado, avulso, avesso, etc., etc.. Essa semana descobri que tenho transtorno bipolar. Foi fantástico! Na reunião do bom dia de todos os dias na Fiat estava que era só sorrisos, foi terminar a reunião e tudo mudou. No caminho até minha área de trabalho já havia chutado um seixo em direção a um Línea dourado (uma vertente mais hedionda do carro prata é o três volumes dourado. Um absurdo. Um absurdo!), discutido com superiores de baixo calão e com todos os meus colegas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela tarde eu era a própria imagem da felicidade e da quietude. De noite mais uma vez fui atacado por uma crise. Na verdade meu transtorno bipolar é um transtorno tripolar. Há também o estágio desligado. Eu desligo, vou pra longe. A verdade é que ando menos sozinho do que quando dava aulas e era só um estudante regular de História. Talvez seja isso. Lembro de ter escrito aqui há alguns dias: Preciso respeitar mais minha solidão. Ou não. Preciso talvez de remédios, de dez quilômetros de caminhada ao invés de cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não quero ser tratado com remédios e coisas do tipo. Queria resolver isso. Ser constante. Mas não consigo. Quando estou andando me bate uma vontade desenfreada de correr... E se canso me dá uma vontade louca de não cansar. De correr até a barba crescer, até o cabelo crescer, até chegar a Seattle ou Boa Vista. O ano vai começar semana que vem. E eu querendo correr tanto. Tanto e tanto. “Corre.” – Dirão os idiotas da objetividade imperativos. “Um doente! Um Doente!” Dirão os idiotas da objetividade regulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto de minha estranheza. Meus amigos queridos, alguns que reapareceram, como o Danilo, o da irmã bonita. Já lhes disse do Danilo? Um parêntese:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Danilo é um desses amigos que deixam o cabelo crescer, fumam maconha, sobem o Everest de carrinho de rolimã, atravessa três desertos a pé e continuam com uma aura inabalável. Por mais que Danilo tenha feito todas essas coisas, e ele as fez, Danilo continua o mesmo no sentido positivo. Danilo não se trata de um homem bonito. Ele não o é em sua magnitude. Há alguns anos poderia dizer que Danilo possuía uma imagem hedionda (exagero de minha parte). Mas o Danilo tem uma irmã que é sua imagem e semelhança, como Deus e os homens, já diz a Hole Bible. Mas é cara de um e focinho do outro. Ambos são, um do outro, cuspe e escarro. Diria os puristas da língua: Esculpido em Carrara. O pardo brilhante me disse isso uma vez. Voltando, Danilo, o hediondo, e sua irmã esculpida em Carrara a sua imagem, ela é bonita, ele não. Me assusta isso até hoje. Chico Buarque é um homem bonito e sua irmã... Tudo isso pra dizer que o Danilo é o da irmã bonita. Ele o é.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois meus amigos queridos prestem atenção: Não sei o que há. Honestamente digo a vocês que estou bem. Ótimo. Mas ando assim, estranho, desligado, etc., etc.. Não sei lhes dizer motivos. O Alberto não me sai da cabeça. Penso nele e em como ele se trata de uma alma infalível. Alberto não é corpo, é só alma. Talvez essa obsessão por Alberto seja parte da resposta. Ou talvez esteja mesmo cansado. Vou lhes contar uma verdade. Duas. Duas verdades. Não, omitirei a outra. A verdade é que, por um momento um lapso me veio. Não se trata de um efeito literário, mas esqueci qual verdade seria. Só lembro da omitida. Da que não contarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já devo ter escrito aqui há algum tempo sobre a falta de novidade das pessoas. Aliás, outro dia comentei isso. A mudança vai ficando lenta com o tempo e ainda me pulsa a novidade, a vontade de novidade. Por isso não seria um bom funcionário público. Ser um Peixoto é levar a vida dentro de um barco à deriva numa piscina de cinco metros. Você sabe onde vai atracar. No seu quintal. Assim é o Peixoto e assim são muitos de vocês e assim sou eu, com a diferença do incômodo. Me incomoda mais a mim do que a vocês, ou, diria Bourdieu: Incomoda-me menos a vocês que a mim. Há que se ter paciência com hermeneutas. Há que se ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio marcará meia noite - a hora que apavora - diria Nelson citando Machado de Assis. Voltando ao Danilo: Ele me disse que há um pouco de Alberto em cada um de nós. Não. Não há. Alberto é único. Somos todos vítimas das outras coisas. Alberto é vítima de si mesmo, da sua genialidade e, sobretudo, da sua LIBERDADE! Alberto é a expressão maior da LIBERDADE! Garanto a vocês amigos: não possuímos, não conhecemos, sequer imaginamos a liberdade. A desconhecemos por completo. Por completo eu repito. Por completo. Dirão os idiotas da objetividade que Alberto também não é livre, que possui suas amarras, só não as conheço. Fiquemos nisso. Não quero conhecer o cárcere de Alberto, me deixem vê-lo caminhar como se estivesse indo para lugar nenhum e sem o menor dos objetivos. O menor dos objetivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5096528010918698069?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5096528010918698069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5096528010918698069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5096528010918698069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5096528010918698069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/acamado.html' title='Acamado'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5489522855421003853</id><published>2010-02-11T23:16:00.001-02:00</published><updated>2010-02-11T23:16:46.764-02:00</updated><title type='text'>Alberto é o Último Fonograma</title><content type='html'>Ando numa corrida desesperado por dinheiro. Promoções, status, carro prata, apartamento no Buritis e tudo o mais que a classe média parda e nativa (diria a carta capital o último adjetivo). Hoje porém parei de correr. Eu, no meu anonimato ‘piaonesco’, tive um bom dia. Com muitas brigas, mal humor, correria, estresse e descaso. Era isso que precisava. Chegar no final do dia e conseguir. Por mais pequenez que seja tal pensamento ai está justamente tudo o que não conseguia nem com História nem dando aulas. Chegava o fim do dia e só comemorava o fato de não ter sido morto pelas contingências da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade nada terá sentido. Ando correndo, literalmente correndo (preciso perder uma pança desagradável). Qual o objetivo da corrida? Os idiotas da objetividade dirão: “perder a pança oras”. Não é isso. Digo, quando se corre, se corre até um ponto e volta para trás, correndo também. Ou seja, se corre por nada, pra lugar nenhum. Eis a metáfora da vida. Uma corrida de fim de dia para perder a pança. Seja para registrar uma nota fiscal a tempo ou para perder a pança, no fim das contas, corre-se pelo mesmo motivo. Nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como eu, que desde sempre me vi fazendo as coisas correndo, sempre correndo. “Vá na padaria”, dizia minha mãe, eu ia correndo. Adorava brincadeiras de correr, rouba bandeira, pique-pega, pique-cola. O pique-esconde me deixava um tanto ansioso, ficar escondido, quieto, sem correr, me desanimava um pouco. Mas voltando ao assunto. Corre-se para tudo. Pelo menos eu corro para tudo. Correr para o topo da classe média que estudou em colégios católicos na adolescência é correr sem objetivo. É correr junto a uma multidão estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, as meninas da classe média que querem salvar o mundo! Sempre benevolentes e com um remorso calunioso por ser classe média. Ouvi outro dia: “Eu estudei no Santo Antônio à toa. Pra que? Para passar em História na UFMG? Qualquer um passa em História na UFMG.” Me recolhi a minha insignificância parda, que tanto lutou para passar em último no tal curso de História. Eu que pedi aos meus pais com quatorze anos para estudar no Santo Agostinho, ou no Salesiano, ou no Pitágoras que fosse. Estudei na E. E. N. Senhora do Carmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse meio tempo entre Gigante e UFMG, por onde estaria Alberto? Alberto que vi anteontem na avenida. Sua figura não me sai da cabeça. Alberto é como Los Hermanos para mim. Quando ouvia Los Hermanos me sentia apaziguado, tranqüilo, não com o que se preocupar além de um ou dois gritos (“Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o que eu não seeeeeeeeei maaaaaaaaaaaaaaaaais!!!!”). Alberto é como aquela última música do Ventura. Eu correndo para a classe do carro prata e Alberto caminhando na avenida. Acho que ainda não consegui faze-los entender o que ou quem o Alberto é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto é o último fonograma. E a corrida deve fazer sentido, deve ter sentido. Um sentido agradável. Aliás, a corrida não deve ter sentido. Correr. Como Forrest e como, com certeza Alberto caminhava anteontem. Ele caminhava. Só caminhava. Não queria perder peso, não queria um carro prata. Alberto não queria nada. Talvez Alberto nunca tenha querido nada. Talvez seja a melhor forma de correr. Correr. Correr e só correr. Corre! Corre! (Pedro diria: “Os imperativos! Os imperativos!”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5489522855421003853?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5489522855421003853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5489522855421003853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5489522855421003853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5489522855421003853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/alberto-e-o-ultimo-fonograma.html' title='Alberto é o Último Fonograma'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8042123211657390160</id><published>2010-02-09T23:51:00.001-02:00</published><updated>2010-02-09T23:53:19.975-02:00</updated><title type='text'>Alberto é Minha Guerra do Paraguai</title><content type='html'>Hoje fui fazer uma caminhada e uma corrida. Corro pelo desespero um pouco Forrest Gump, de correr sem saber onde vai chegar. Corre. Só corre. Infelizmente minhas pernas ainda não agüentam. Os idiotas da objetividade podem dizer: É o cigarro! É o cigarro. O pulmão anda resistindo bem. O caso são as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu ia caminhando. Com uns dois quilômetros andados, sempre evitando o rosto das pessoas (correr e andar deve ser uma atitude solitária. Indivisível.).  Por um acidente vejo um rosto entre os demais. Era Alberto. Alberto foi um garoto que estudou comigo no jardim de infância. Alberto é um ser muito especial. Dessas almas boas e ponto final. Dessas almas singulares. Alberto era uma mistura de autista com alguma coisa. Possuía algum déficit de desenvolvimento. Se desenvolvia num ritmo diferente dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto gostava de nós. Eu e Paulo Antônio, meu melhor amigo entre os três e seis anos. Não falava muito e, como minha crueldade infantil era bem menor do que a maioria, eu Paulo Antônio (de crueldade diminuida também) conversávamos com ele, brincávamos juntos. Os outros colegas de Jardim de infância riam da sua cara. Alberto chorava. Era tímido. Eu não sei explicar, mas se tratava de uma pessoa especial. Trata-se de uma pessoa especial. Pois meus olhos se esqueceram de não olhar quando o vi, caminhando. Não por esporte. Alberto de fato andava para algum lugar, com a camisa da Máfia Azul, seu olhar, o mesmo de quando criança, perdido, inocente, calado, alheio ao culto da beleza, da inteligência, do corpo, da saúde do cigarro. Alberto. Não consegui mais pensar em coisa alguma. Lá estava Alberto, sozinho. Queria talvez poder ser seu amigo. Não deixa-lo sozinho. Alberto, mais do que qualquer pessoa que já tenha conhecido em todos esses anos de vida, foi, sem dúvida, a pessoa que mais merecia uma companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a minha companhia não seja uma boa cia. Mas gostaria de tentar ser o melhor dos papos ou dos silêncios para Alberto. Alberto, mais do que qualquer artista me fez olhar pra dentro. Eu com todas as piedades e maldades do mundo. Eu, quase o normal do carro prata. Eu, o impaciente, o injusto, o ansioso. Eu e todos os outros daquela avenida (corro numa avenida). Me emocionou vê-lo cruzeirense. Me emocionou. Tanto mas tanto que cheguei a pensar na falta de sentido de minha existência e na escassez de Albertos pelo mundo afora. Todos nós lobos, críticos, cínicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Alberto, na sua solidão. O que pensaria Alberto? Há um gênio perdido e alheio a tudo em Alberto. Eu não sei o que dizer a vocês amigos, não sei o que pensar e não sei o que agir. A imagem do Alberto me vem à cabeça e me cortaria o coração vê-lo infeliz. O sujeito simplesmente não deve ter pecados. Um santo. Um santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto, não sei porquê (sei sim) me faz ter raivas alucinantes das loiras e dos bombadinhos. Alberto me faz ter raiva dos aparentados. Eu não sei. Não sei. Seria capaz de matar e morrer por Alberto. Alberto é minha guerra do Paraguai. É isso! Alberto é minha Guerra do Paraguai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8042123211657390160?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8042123211657390160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8042123211657390160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8042123211657390160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8042123211657390160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/alberto-e-minha-guerra-do-paraguai.html' title='Alberto é Minha Guerra do Paraguai'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-926903064976611819</id><published>2010-02-08T23:50:00.003-02:00</published><updated>2010-02-08T23:55:50.362-02:00</updated><title type='text'>Somos Todos os Quatro Librianos.11-19-20-22/10</title><content type='html'>Eu não sei escrever coisas bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Vou te esperar chegar todos os dias.&lt;br /&gt;Fazer café, ouvir música.&lt;br /&gt;Adormecer no sofá e acordar. Seu abraço em silêncio.&lt;br /&gt;Vou te beijar e tudo vai passar.&lt;br /&gt;Todos os dias. Mesmo quando você estiver longe.&lt;br /&gt;Mesmo quando eu estiver.&lt;br /&gt;Eu vou cuidar do nosso jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai se deitar na rede e eu vou te fazer dormir.&lt;br /&gt;Vou cantar pra você sorrir.&lt;br /&gt;Vou te namorar em silêncio.&lt;br /&gt;Vou te amar em todos os olhares, em todos os cafés da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te esperar chegar todos os dias sabendo que cada vez que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entrar por aquela porta o meu amor por você vai ter crescido mais um pouco.&lt;/em&gt;                                                                                                                (vigule onde quiser)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu te amo devagar. Eu te amo sem pressa.&lt;br /&gt;E vou te amar assim. Todos os dias. Aos poucos.&lt;br /&gt;Para que isso nunca acabe."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cris Moreira Pinto em Tulipa para João&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-926903064976611819?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/926903064976611819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=926903064976611819' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/926903064976611819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/926903064976611819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/02/somos-todos-os-quatro-librianos11-19-20.html' title='Somos Todos os Quatro Librianos.11-19-20-22/10'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7485414147391983232</id><published>2010-01-25T22:55:00.003-02:00</published><updated>2010-01-25T22:59:38.900-02:00</updated><title type='text'>Rodrigo - Eduardo</title><content type='html'>Pedro me disse e foi o único a dizê-lo. Pelo menos nesses últimos anos. “Escreva um livro” – ele disse. Mas vejamos, sobre o que? Meu amigo Eduardo pastor-veterinário-ateu-judeu-paidofilhodele-fotógrafo-corretor de imóveis, possui um cataclisma em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, Eduardo entrou para o curso de sistemas de informação, eu deveria incluir esse curso em sua descrição corriqueira, mas sempre me esqueço. O curso na verdade não importa. Pois no carnaval de 2003, Eduardo foi passar o fim de semana num sítio da família de uma colega de classe. Colega essa que Eduardo estava, nas palavras do próprio, “cortejando”. No sítio não havia telefones e a promessa era a de que voltaria com uma namorada. Nessa época Eduardo não passava de um ex-jogador de basquete ateu que berrava palavrões e era fã de Jean Claude Van Damme. (Nunca gostei do Van Damme mas ainda gosto dos filmes antigos de Steven Seagal, o do rabinho de cavalo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo que foi com a pior das intenções para o sítio me liga em seu retorno: Como foi? – Eu perguntei – Foi maravilhoso! – Ele responde – Ficou com a menina? – Não, foi muito melhor, eu descobri Jesus! - Ele disparou. Esse precisamente foi o momento em que a vida de Eduardo mudou para sempre. De lá pra cá ele, acreditando ou não em vida eterna, mudou sua vida pro completo. Cursou teologia, cursou filosofia, conheceu muitas pessoas da Igreja, seu entorno social mudou radicalmente, suas convivências e seu padrão feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse fazer um livro, deveria começar assim, como um cataclisma. Aqui começa a vida de Eduardo. Mas por onde olho não encontro cataclismas. Encontro desencontros, idas e vindas, mais do mesmo. Voltas, idas. Mas efetivamente nenhum ponto final. Preciso pensar num cataclisma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto. Há qualquer coisa com esse nome: Rodrigo. As pessoas costumam me chamar de Rodrigo. Não tenho cara de Rodrigo. Nunca fui Rodrigo. Mas as pessoas me insistem nesse Rodrigo. Minha mãe, quando eu era pequeno me apelidou de diguinho. Não basta o júnior, tinha que ter mais um diminutivo. Fazer o quê? Diguinho, diminutivo de Digo, que é diminutivo de Rodrigo. (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois pensando nesse nome persecutório há mais ainda a se dizer. Quando da minha experiência como professor em Betim, a quem substitui? Rodrigo. Assinei diários com o nome de Rodrigo. Quem foi o imediato ex-namorado de Thaís antes de eu me tornar um ex de Thaís? Rodrigo. Qual é o nome do ex-marido da Fabiana? Qual é o ex da Camila? Ou seja, fui em 60% dos casos, sou e fui, um pós Rodrigo. O nome do Irmão do Pedro? Ninna já deve ter namorado um Rodrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade podem dizer: “Dois dos seus melhores amigos se chamam Eduardo, você se chama Eduardo, seu pai se chama Eduardo, você já teve um sogro póstumo Eduardo, você já teve um inimigo Eduardo." (Sim. Eduardo Araújo. Não o cantor, o outro). No curso de Inglês que fiz um tempo atrás havia um Eduardo na sala, o único nome que se repetia. No curso de manutenção de aeronaves havia também um único nome que se repetia, Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma ironia hedionda, em minha rua moram um Everton e um Carlos. Everton Rodrigo e Carlos Eduardo. Eles são conhecidos como Rodrigo e Dudu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7485414147391983232?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7485414147391983232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7485414147391983232' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7485414147391983232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7485414147391983232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/01/rodrigo-eduardo.html' title='Rodrigo - Eduardo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-827003772589798100</id><published>2010-01-24T13:48:00.002-02:00</published><updated>2010-01-24T13:52:47.008-02:00</updated><title type='text'>Eu Preciso Respeitar Mais Minha Solidão</title><content type='html'>Eis a verdade da semana. Eu preciso respeitar mais minha solidão. Na quinta feira estava animado com o que viria do fim de semana. Precisamente o que eu fiz do fim de semana? Uma tortura. Não para mim. Minhas companhias do fim de semana sofreram calados com o mau humor, a falta de paciência, a grosseria, a cara amarrada. Minha mãe diria que isso sou eu diariamente. Sim, ninguém mais convive ou conviveu comigo do que minha mãe. Ela sabe de toda a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há um rótulo específico com o qual eu convivo. Eduardo, o alegre, Eduardo o das piadas, Eduardo o da cara amarrada, Eduardo o chato, Eduardo o meio gay, Eduardo o egoísta, Eduardo o mal educado, Eduardo o mimado, Eduardo etc., etc.. Convivo basicamente com todos estes adjetivos. Mas fico pensando na convivência dos outros. Diria Pedro Bial, os heróis da resistência da convivência de Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois para que o Eduardo ameno e carinhoso apareça é preciso despejar todos esses outros adjetivos em outros lugares. Daí a necessidade salutar da solidão. Hoje, quando cheguei a minha casa eu bati o portão, acelerei o carro até ele não agüentar mais, joguei cadeira no chão, bati na máquina de lavar e quebrei um prato no muro. Roí todas as unhas e fumei uns quatro cigarros em jejum. Diriam os idiotas da objetividade que desse jeito duro pouco, pouquíssimo tempo. Eles estão com a razão. Eu poderia ter ido correr, fazer ginástica, mas não tenho ainda o comportamento classe média dentro de mim. Aliás, não tenho o comportamento classe média saudável dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando digo que a amizade é um milagre eis um que torço para que aconteça. Espero que, Pedro o artista, Camila, Dudu o pardo brilhante, Izabela Soares, Guilo do porrete e Ninna a branca conversem comigo. Efetivamente não sei até que ponto eles me conhecem assim, tão defeituoso. Eduardo, o pastor veterinário corretor de imóveis fotógrafo certamente já, há algum tempo, conhece esses defeitos e ainda está firme dividindo suas angústias comigo. Se trata de um bom moço, tem um bom coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos ou não, ninguém merece tamanha má educação. Por isso mesmo é que a mais nova grande verdade é que eu preciso respeitar mais minha solidão. É na solidão de minha casa que posso descaradamente fechar a cara, brigar com o sofá sujo e o carro que está sempre meio estragado. É no solene ritual sólido da solidão que posso descarregar o que é do ser humano, os defeitos absurdos e completamente sem explicação e altamente egoistas. Me perdoem amigos queridos. Espero poder ressuscitar desse sonho ruim e sorrir mais, reclamar menos. Ainda, porém tenho um medo hediondo. Ainda estamos em Janeiro. O que será do resto do ano? O ano novo começou e ainda estou com muitos vestígios do que passou. Sem férias, sem lazer, sem mar, sem nada. A rotina mudou de lugar, mas as ruas por onde passo ainda são as mesmas. A falta de dinheiro ainda é pujante e a insatisfação com o teatro continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ficar sozinho ainda pra ver se melhora. Preciso do silêncio, minha casa me dá isso, pelo menos e ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-827003772589798100?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/827003772589798100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=827003772589798100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/827003772589798100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/827003772589798100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/01/eu-preciso-respeitar-mais-minha-solidao.html' title='Eu Preciso Respeitar Mais Minha Solidão'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-131405170153267876</id><published>2010-01-11T21:41:00.001-02:00</published><updated>2010-01-11T21:43:10.639-02:00</updated><title type='text'>Ele Cheira, Mastiga e Engole</title><content type='html'>Eis a primeira resolução que vai para o buraco. Disse que escreveria neste blog aos domingos, como os periódicos semanais. Hoje é segunda. Uma pena, uma pena. Quebrar regras é como um desencadeamento cataclísmico. Uma coisa leva a outra, como no holliwoodiano Efeito Borboleta. Prometo estar de volta no próximo Domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana umas seis dezenas de assuntos me vieram para falar a vocês amigos queridos. Todavia, já me esqueci de todos. Hoje, sinto-me obrigado a inventar algo a dizer-lhes. Vamos falar de violência. Outro dia estava fumando, do lado de fora do galpão, na Fiat, quando ouço a conversa de um pião com um vigia: “Um amigo do meu cunhado tomou um tiro na ‘cravícula’ e ficou ‘tetapégico’, surdo, cego e mudo.”. Os idiotas da objetividade podem dizer que se trata de uma mentira, de um absurdo. As meninas da classe média que querem salvar o mundo diriam que essa é a expressão genuína da pureza do grosso trato das classes C e D operárias. Que devemos respeitar as diferenças e amar o próximo, etc., etc.. Os administradores do carro prata diriam se tratar de uma ignorância previamente escolhida. Os administradores do carro prata acreditam piamente que o mundo é igual e que todos nós temos acesso a tudo da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo que sou um privilegiado por ser amigo das meninas da classe média que querem salvar o mundo e colega dos administradores do carro prata. Geralmente, as meninas da classe média que querem salvar o mundo amam cazuzas. Um dia lhes explico o que é ser um Cazuza. Falando no Cazuza, tenho guardado na memória uma situação ímpar que denota ou conota toda minha indiferença para semelhante artista. “Morreu o maior poeta do Brasil”. - comentou um colega de Ernane, o pai do Dudu, o pardo brilhante. Hernane lhe retruca: “Chico Buarque?” O colega insiste: “Não, Cazuza.”. Ernane ficou parado por um tempo. Tomou um gole de vinho. E foi só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu dizia que as meninas da classe média que querem salvar o mundo são divididas entre Hippies e patrícias com consciência social. Não. Eu dizia do tiro na cravícula que deixou um sujeito cego, surdo, mudo e “tetapégico”. Eu diria que, tanto as meninas da classe média que querem salvar o mundo quanto os idiotas da objetividade estão corretos. Vamos ao que o vigia retrucou: “Um tiro deixou o sujeito cego, surdo, mudo e “tetraplérgico”? Isso é impossível. Ele ta é morto. Um sujeito desses faz o que?” – Perguntou o sabichão vigia. O pião lhe disse: “Uai, ele cheira, mastiga e engole. Pra que mais?” – Finalizou com um sorriso sacana. Saiu assoviando como um pardal desgovernado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-131405170153267876?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/131405170153267876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=131405170153267876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/131405170153267876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/131405170153267876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/01/ele-cheira-mastiga-e-engole.html' title='Ele Cheira, Mastiga e Engole'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7860895801877494182</id><published>2010-01-03T22:15:00.002-02:00</published><updated>2010-01-03T22:28:02.578-02:00</updated><title type='text'>A Classe Média que Não P(´)ara de Crescer...</title><content type='html'>O primeiro texto do ano. Queria ter feito um texto sobre o natal, um sobre a virada do ano. Um balanço deste ano que já foi embora. Ou seja, poderia ter escrito as obviedades de fim de ano. Há precisamente duas obviedades ululantes no fim de ano de cada um. Um deles é o tradicional coração aberto e puro, ávido por perdão e, para os evangélicos ‘regozijo’, para os seculares ‘alacridade’. Soube o significado dessas duas palavras hoje. Perdoem minha imensa ignorância confessa. Quis usa-las neste texto. Esse tipo de gente deseja a todos, nas palavras de Pedro: “que o menino Jesus te ilumine e abrace você e sua família. Que lhe traga paz e muito amor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano novo, este tipo de gente óbvia deseja dinheiro, paz mais uma vez e saúde. Alguns usam a estilística palavra ‘prosperidade’. Poucos sabem o que de fato significa prosperidade. Paciência. Prosperidade é como pêsames. Não há um momento sequer que essas palavras ficam agradáveis na boca do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o sujeito óbvio número dois. Este diz: “Natal. Uma data comercial. Ou. O natal é sempre triste. O natal é a data mais falsa do ano. Abraça-se parentes distantes desejando as mais falsas plenitudes”. Este sujeito número dois também diz: “Ano novo? Ridículo, comemorar a passagem de ano. Eu comemoro algo que já chegou doze horas antes no oriente distante. Por causa do horário de verão metade do Brasil comemora mais cedo. É só um relógio. Comemoramos a volta de um relógio que não muda nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso tudo devo dizer qual é meu natal e qual é meu ano novo. O natal é aniversário do meu pai. Não falo de Jesus. Falo do meu pai mesmo. Gosto, não do natal, mas do encontro. Há alguns anos que passo natais com amigos. Já disse a vocês que a amizade é um milagre. Pois bem. No natal devem-se comemorar duas coisas: o aniversário de meu pai e o milagre da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao ano novo. Vejam vocês. Qual é a função do relógio, do calendário, de qualquer coisa que marca o tempo? Meus amigos. É tão óbvio que me dá vergonha de dizê-lo. “Alguém tem que dizer o óbvio”, diria o presente Nelson Rodrigues. Paciência. Qual então é a função de marcar o tempo se não o de recomeçar? A esperança só pode nascer a partir do momento em que o nascimento é considerado um princípio. E se o tempo já existe antes mesmo do universo, como fazer nascer a partir do meio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quem foge das resoluções de início de ano começa o ano cansado. Como se não tivesse dormido de um dia pro outro, como se estivesse vivendo o mesmo dia desde que nasceu. Se o sujeito não vê diferença entre um ano e outro ele não vê diferença entre um Sábado e um Domingo. Um horror. Um horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu queria falar em duas ou três linhas acabou virando isso. Quase um texto. O que eu realmente queria dizer é muito menor, é um bilhete, uma nota, uma nesga de aviso, ou de... Este blog será atualizado aos Domingos e em nenhum outro dia mais. Digo que antemão que podem haver exceções. A morte do Sílvio Santos ou o assassinato de Barack Obama poderão me levar a escrever uma ou duas palavras a respeito em qualquer dia da semana. Também o nascimento do herdeiro dos tormentos de Eduardo, o pastor-veterinário-ateu-judeu-fotógrafo-pai-do-filho-dele-e-técnico-computacional-com-habilitação-em-italiano; ou qualquer coisa grandiosa em níveis pessoais mas que me emocionem, postarei fora dos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para textos corriqueiros, malandros, inúteis, pessimistas ou otimistas, sobre futebol, dama, xadrez, bingos e quermesses beneficentes, Domingo será o dia da postagem. Isso nada mais é do que uma tentativa de estabelecer uma rotina para este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para semana que vem já adianto o primeiro grande incômodo de 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais assustador do que se sentir pertencente à classe média nativa (diria a Carta Capital). Aquela rotina de, diria Ninna, comer frango e arrotar Peru. Nada é mais pseudo do que a classe média nativa. A classe média da Campanha de popularização do teatro e da dança. A classe média que conhece Noam Chomsky de algum outdoor de New York (?). A classe média do carro prata. Ah o carro prata. O diabo do carro prata. Queria ser corajoso como o Guilherme, o Eduardo, o Dudu, o Pedro e o João. Todos motociclistas. Não ocupam muito espaço e não possuem motos pratas. O máximo que consigo é ter um carro azul. É o mínimo que posso fazer. Feliz 2010. Que o ano seja "mêêêêêêênas" prateado para todos. (Diria o repórter do Times na sucursal São Paulo: Douglas Cole Libby).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7860895801877494182?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7860895801877494182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7860895801877494182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7860895801877494182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7860895801877494182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2010/01/classe-media-que-nao-para-de-crescer.html' title='A Classe Média que Não P(´)ara de Crescer...'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3677322447174736233</id><published>2009-12-15T00:02:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T00:10:42.736-02:00</updated><title type='text'>O Milagre. (Ditado por Gasparettus)</title><content type='html'>Não há motivos justificáveis para trair uma amizade. Eis a mais recente verdade inabalável desse blog pardo. A outra verdade é: o teatro só faz sentido quando estou na Fiat. Um outro dia conto-lhes sobre esta segunda verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo alguns emails agora há pouco e me veio a revelação, tal como a Moisés e a tábua dos mandamentos. Não há motivos para a traição numa amizade. Dirão os idiotas da objetividade que não são só as relações fraternais que não podem ser traídas, mas qualquer relação que se estabeleça. Nem tanto. Nem tanto. Vamos aos exemplos cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa relação profissional existe a traição a um colega. Você o derruba e fica com a vaga, fica com a promoção. Eis a vantagem do status e a vantagem financeira. Numa relação amorosa sexual, os parceiros se traem num ímpeto biológico ou de baixa estima. Eis a satisfação psicobiológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas traições citadas inexistem numa relação fraternal. Se você for amigo do seu colega de trabalho, você não o trairá, se você for amigo do seu parceiro sexual amoroso, a traição não acontecerá. Se caso algumas dessas traições ocorrerem, podem dizer tudo de você, menos que você é um sujeito “amigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho Cascata outro dia, naquele seu ímpeto juvenil platônico disse-me: “Um amigo é intraivel.” Paulinho Cascata é um sujeito assim, como uma cascata, feroz, fresco, sempre numa temperatura amena num dia quente primaveril. E assim a queima roupa ele me disse: “O amigo é intraivel.” Eu perguntei a ele o que é uma traição. Paulinho foi taxativo: “Se você tem um pedaço de manteiga e seu amigo tem um pedaço de pão, você dá a ele a sua manteiga. O amigo lhe devolve o pão com a manteiga passada. Vocês juntos o partem e comem. Juntos. Entende?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora não entendi bem por que a metáfora do pão. Paulinho Cascata não é evangélico, nem mesmo cristão. Pois coloquei o tirolês na garagem pensando em Paulinho e sua inocência sincera. Paulinho tem razão. Até pouco tempo pensava que numa amizade você doa sua manteiga sem esperar o pão de volta. Na verdade, quando você entrega a manteiga sem esperar o pão de volta, você é um Bezerra de Menezes, um santo. Isso, um santo. Mas santos não têm amigos, tem seguidores, admiradores, fiéis, romeiros, etc., etc....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade se dá no egoísmo e na generosidade. Não basta só amor. Há de se dividir as somas, somar os dividendos. Não há amizade de mão única. Se assim fosse poderia dizer que sou amigo de Alice Braga ou o Selton Melo. Uma amizade é um milagre porque sem mais nem menos, a generosidade flui na mesma proporção do egoísmo. É sem esperar algo em troca que a amizade se realiza pela metade. É na mesquinhez da vida dividida por inteiro que a amizade se torna um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui suficientemente claro neste parágrafo síntese. Num outro dia explico melhor. Por ora, a amizade é o egoísmo de tudo querer e a generosidade de tudo doar. Sem isso ficamos no impasse da “força educada”, já dizia o hino do Palestra, antes de ser Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto que poderia ter sido escrito por Zíbia Gasparetto. Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3677322447174736233?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3677322447174736233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3677322447174736233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3677322447174736233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3677322447174736233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/12/o-milagre-ditado-por-gasparettus.html' title='O Milagre. (Ditado por Gasparettus)'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6814118684132656938</id><published>2009-12-08T00:52:00.004-02:00</published><updated>2009-12-08T01:07:33.880-02:00</updated><title type='text'>Nem a Mãe</title><content type='html'>Pedro me disse que estou me encontrando na literatura. Algumas pessoas certamente discordam dele. Mas o fato é que, estou mesmo, me encontrando. Eis os motivos. Não quero nada com isso. Claro, se recebesse para escrever seria muito bom, porque dinheiro é sempre muito bom. Mas onde estou agora, dentro de um quarto, fumando um cigarro, em frente a um computador, sozinho. Nesse momento todos estao dormindo e eu, fervilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero preparar meu corpo para me exibir. Não quero aquecer minha voz para falar. Não quero ter que comprar uma câmara para inventar uma história. Nem mesmo quero contar uma história. (Meus amigos artistas. Não se trata de uma crítica a vocês, trata-se de um mundo meu, só meu, egoistamente meu). Quero estar assim, escrevendo para meus amigos que me lêem. Eis como cheguei a tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi meu primeiro dia na Fiat. Estou de volta e com este mesmo uniforme que vocês vêm na foto acima. Ouvi comentários agradáveis de "seja bem vindo.". Acredito que quase todos, sinceros. Alguns com fortes apertos de mão e sorrisos honestos. Encontrei meu pai e digo que, não há recompensa maior de trabalhar na Fiat do que ver meu pai todos os dias. Nem que seja por trinta segundos, como foi hoje. Mas voltando. Ouvi também comentários do tipo: "Não arrumou nada lá fora hein?". Outros do tipo: "Que uniforme bonito, hein?" Zombando minha vestimenta. Na hora fiquei triste, abatido, mas as horas foram passando e minha completa falta de postura e de presença me fez o homem mais feliz do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estava eu, pequenino, fugaz, mais um de uniforme, mais um na prateleira de baixo da hierarquia, observando a todos. Julgando cada um, na sua também pequenez, contudo altiva pequenez. É como se meu pedido, roubado de Figueiredo, se realizasse. Quero que me esqueçam. Pois me esqueceram. Sou mais um, lembrado na certa por vocês que me lêem e que me ligam para saber como está meu primeiro dia de trabalho. Vejam vocês o milagre da amizade. Ás onze e quarenta me liga Ninna, a branca, ao meio dia liga a flor de Mariana, pela tarde, às duas e pouco, me liga o Wellington, às três me liga o Eduardo, pastor-veterinário, etc., etc.. E ali, em meio às ligações fraternas, observava a briga de cachorrinhos, cada um fingindo ser um saudável Bull Terrier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém me viu olhando, ninguém me pediu opinião de nada. Estava eu, como Figueiredo pediu: "Quero que me esqueçam." No mesmo dia que fui lembrado por tantos. A amizade é um milagre e trabalhar na Fiat é coisa para artistas da mais alta sensibilidade. Só não quero mais aparecer tanto quanto antes. Me deixem assim, criando textos, confidenciando a vocês amigos queridos, meus devaneios e minhas insônias. Vou atender o pedido do Pedro. Vou escrever um livro. E pouco importa se alguém o lerá. Já escrevi coisas que ninguém leu. Mas não reclamo, não fui eu que "quis ser esquecido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser esquecido, para ser invisível, faça duas coisas: use uniforme e não seja artista ativo. Você verá o mundo como se estivesse morto. Imaginem, eu nunca existi, eu não nasci, como seria o mundo sem minha presença? Use uniforme. É como se estivesse morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todo esse blá, blá, blá eis a verdade: em momento nenhum me senti menosprezado. E o que tentou ser aqui um discurso humilde, se tratou de uma vexatória presunção. Em nenhum momento me vi menor, pequeno. E do alto de minha pequenez, meu monólogo interior à zombaria de meu uniforme era um só: "coitado. Nem a mãe deve gostar desse sujeito."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6814118684132656938?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6814118684132656938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6814118684132656938' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6814118684132656938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6814118684132656938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/12/pequenez-textual.html' title='Nem a Mãe'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-4679340107201801170</id><published>2009-12-05T14:58:00.002-02:00</published><updated>2009-12-05T15:02:00.408-02:00</updated><title type='text'>As Meninas da Classe Média que Querem Salvar o Mundo</title><content type='html'>Eu não sei de onde tirei esse ar superior. Sim, ultimamente tenho me sentido o mais arrogante dos seres. Talvez por ser professor e ensinar coisas. Não. Talvez por ter estudado História. Vejam vocês. A História tem a capacidade de não te dar nada além da arrogância de achar que você sabe de tudo. Gilmar também pensa isso. Dudu, o pardo brilhante, disse-me que não queria conhecer ou trabalhar ou conviver com mais ninguém! "Só com vocês", acrescentou. Eis meu estado atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente conheci um mestrando em Hilda Hilst. Não há sujeito mais plastificado e "cazuzado" que este. Ainda por esses dias vi moças da classe média que querem salvar o mundo. Ah! Finalmente. Encontrei minha "estagiária da PUC": "As meninas da classe média que querem salvar o mundo". Eu iria falar sobre a educação pública mas deixa pra outro dia. Encontrei minha estagiária da PUC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre as meninas da classe média que querem salvar o mundo para as meninas da classe média que não querem salvar o mundo é a seguinte: as meninas que não querem salvar o mundo são mais honestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas meninas da classe média que querem salvar o mundo são dividas em dois grandes blocos, as universitárias de universidades federais e as universitárias de cursos particulares. Dirão os idiotas da objetividade que estou sendo inflexível. Claro, há exceções nos dois casos. Digo o seguinte: as meninas da classe média que querem salvar o mundo universitárias federais são permeadas por uma compreensão relativizada absurda. No entanto, são inverossímeis. Sobem o morro numa alegria de Jesus Cristo carregando uma cruz. E esta é a grande verdade, quem não tem cruz quer carregar a dos outros por três minutos. Ah elas estão sempre tão cansadas e tão dispostas a ajudar o próximo andando com seu namoradinho de Toyota Coiolla. Não entrarei em detalhes sobre a divisão das meninas que querem salvar o mundo. Fiquemos nas generalidades por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas elas choram lágrimas honestas no quarto. "A humanidade, a humanidade." lamentam pouco antes de dormir. (chorar é bom para dormir). As meninas que querem salvar a humanidade têm apenas três medos. As meninas que querem salvar o mundo tem medo de que: a fome no vale do Jequitinhonha acabe, que os pedintes parem de pedir e que os meninos malabaristas de sinal consigam emprego em algum circo tchecoslovaco. (Elas não sabem que a Tchecoslováquia se dividiu em duas. "Geografia não salva o mundo", murmuram repletas de sua inteligência prática e generosa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas que querem salvar o mundo são sempre tão cheias de benevolência. Aparecem na tv todos os sábados, divulgando, semeando sua generosidade. A generosidade só é percebida no silêncio. A generosidade só é possivel no anonimato. A generosidade só aparece para aqueles que estão muito, bastante perto. Eu conheço um sujeito generoso. Sim, é ele, o Bezerra de Menezes. Mas ao contrário da generosidade sincera, a que é silenciosa como um buraco pardo de novidades, a generosidade das meninas que querem salvar o mundo são repletas de discursos políticos, foguetes, microfones e holofotes. As meninas não aceitam o anonimato da cruz de cada dia. As meninas que querem salvar o mundo estão nos palcos, na tv, no cinema, nos blogs. As meninas que querem salvar o mundo divulgam. Divulgam como ninguém. Saem andando pela Savassi com bonés, camisas e broches do MST. As meninas que querem salvar o mundo recriminam os sujeitos que querem ganhar dinheiro. As meninas que querem salvar o mundo detestam a engenharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais impressionante, as meninas que querem salvar o mundo detestam seus vizinhos, com seus carros do ano e suas poses de quem têm dinheiro. Pudera eu ter vizinhos como os delas.&lt;br /&gt;Ah essas meninas, devem detestar os pais também. Afinal, estudaram sempre nos melhores colégios e saem esbravejando para suas outras amigas: "Eu pedi pros meus pais me colocarem na escola pública, mas vocês acreditam que eles não me deixaram estudar lá?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4679340107201801170?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4679340107201801170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4679340107201801170' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4679340107201801170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4679340107201801170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/12/as-meninas-da-classe-media-que-querem.html' title='As Meninas da Classe Média que Querem Salvar o Mundo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-4165683553450662426</id><published>2009-12-05T14:16:00.001-02:00</published><updated>2009-12-05T14:18:11.566-02:00</updated><title type='text'>Buraco Pardo</title><content type='html'>Eu gostaria de escrever mais. Com mais disciplina. Algo como: "Todas as terças leia a coluna do Du". Oh não, não é coluna. Infelizmente ainda não criei uma rotina assim. Quem sabe? Já disse a vocês inúmeras vezes do meu medo da rotina. Mas veja bem, a rotina é inevitável. Diria Wester de Castro que a falta de rotina é uma rotina. Concordo com ele. Então devo parar de me preocupar com a rotina. Escolherei um dia para publicações (ou dois) e regularmente este blog será atualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem silêncios terríveis, sufocantes. Existem relações, certas relações que não morrem com o tempo. Aquelas em que você ama de graça e solitariamente. O outro, alvo do afeto, não precisa mesmo saber ou existir. Você o ama e ponto final. E, digamos que vocês se falam de tempos em tempos, uma vez por mês. Mas falta um mês ou dois ou três e lá se vão quatro meses sem um diálogo. As novidades vão acontecendo, vão acontecendo, acontecendo e pimba, de repente você está casado com um filho que acaba de passar em Havard (o filho do Pedro será assim, um gênio sem fronteiras). E todas essas novidades se condensam de uma tal forma que, se silencia. E aquele seu amor gratuito, aquela sua amizade significativa e de suma importância, cuja divisão de todas essas alegrias seria a realização de um milagre, perde o sentido.&lt;br /&gt;Aliás, o sentido continua lá. O amor não morre, etc., etc., contudo tudo correu (perdoem a cacofonia), a vida foi indo e o acúmulo de novidades foi tamanho que, simplesmente se afundou como um buraco negro, nada sai de lá, nem som, nem luz. Meus amigos, honestamente eu não me lembro por que iniciei este assunto. Ah sim, lembrei. Pois essa sensação me ocorre agora. Tenhos muitas novidades, vejamos o buraco negro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, última rodada do campeonato, queria estar em casa, sozinho, SOZINHO, com minha cerveja e o rádio ligado, pronto para tocar o hino do botafogo remixado com o do Cruzeiro e o que acontece? Minha mãe. (Trata-se de uma vergonha dizer que moro com minha mãe. Mas isso já está sendo resolvido.) Minha mãe trará seu cunhado para consertar o telhado. Vejam bem, está chovendo, o cunhado, é um desses bêbados convictos, trabalhará aqui no Domingo consertando o telhado e dormirá aqui no Domingo junto com sua esposa, a irmã da minha mãe. Claro, um bêbado no telhado resultará em que? Domingo, na última rodada do brasileiro eu estarei no hospital. Vocês não entendem. É a última rodada do campeonato. Não interessa se o Cruzeiro vai ganhar ou não, mesmo que o Cruzeiro não jogasse, é a última rodada do campeonato. Segunda volto pra Fiat. Graças a Deus. Espero conseguir um lugar pra morar dentro em breve. Cris me ligou e disse que ainda lê meu blog e entende meus textos perfeitamente, eu também entendo os dela. Ela ainda é artista ativa, luta tanto. Eduardo está cagado como um chacal disfarçando seu cheiro. Minha flor cortou o cabelo e quase ficou loura por acidente. Entrei de férias na menutenção de aeronaves e não sei se continuo por lá ano que vem. Não tenho onde passar o ano novo. A propaganda que o Guilo tanto gosta mudou de apresentador. "Mecânica de aautos". Eu não tenho onde passar o ano novo e me esqueci do aniversário do Márcio. Pedro sumiu e tenho que responder o email da Lu. Wester me convidou para sua apresentação no teatro Holcim, não terei tempo de ir. Disse-me ele que se trata de um convite para uma coisa chata; teatro. É verdade, teatro tem sido um tormento. Ainda assim queria ir. Talvez eu falte no serviço na terça. Sim! O feriado na terça é só em BELO HORIZONTE. Sou um pardo betinense. Que coisa.&lt;br /&gt;Pois este é meu buraco negro. Queria escrever um texto para cada tema. Mas são tantas coisas. É o buraco negro. Não. É o buraco pardo. (Não pensem besteira por favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as fichas apostadas em Welington Paulista, ô, ôôôô; e em Lúcio Flávio, o passageiro da agonia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4165683553450662426?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4165683553450662426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4165683553450662426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4165683553450662426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4165683553450662426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/12/buraco-pardo.html' title='Buraco Pardo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-4288857689280818860</id><published>2009-11-30T01:11:00.000-02:00</published><updated>2009-11-30T01:12:06.889-02:00</updated><title type='text'>Vestibular</title><content type='html'>Hoje por um momento me vi numa rodoviária, ou numa estação de trem. Me despedindo de todos que eu amo. Quando digo todos, não estou falando de todos. Algumas pessoas que amo já disseram adeus e estou aqui, me virando sem elas. Mas estava eu me despedindo de todos. Entrei em pânico. Na imaginação minha, não sabia se era eu ou os outros que estavam indo ou ficando. Certo é que isso não importa, seja dentro ou fora do trem, as distâncias foram aumentando na medida em que os vagões iam se movendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que tinha preparado um amigo oculto, eu que tinha preparado um café na cama as onze. Eu que tinha já tudo na mão para fazer meus investimentos. Eu que abdiquei de alguns sonhos por outros. Pois eu havia feito aquilo tudo para aqueles que estavam indo, ou ficando. Me lembrei o que é entrar num novo curso, com novas pessoas, a novidade, sempre uma tentação. Não mais pra mim. Hoje me sinto como se soubesse eu a essência do ser humano. Nenhum deles me traz novidades. Nenhum. Quando digo nenhum, me refiro aos novos, as novas companhias, aos frenesis de primeiro encontro. Não. Nada disso mais é novo. É tudo matéria passada, jornal de ontem. Mas não foi assim para aqueles que eu amo e que se foram no trem, ou ficaram na estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso que pensei, no trajeto curto entre um quarto e outro de minha casa estagnou-me, de uma tal forma, com uma vileza crua, com a aspereza da verdade de envelhecer. Tamanha foi a constatação do futuro que não me sobrou outra coisa a não ser temer. A notícia boa, a nova caminhada e meus passos para trás me fizeram pensar: Será que estou indo na direção certa? Pois se não tenho companhia, uma casa não tem sentido. Se não tenho amigos, um Doblô não tem mais sentido. E se não existe mais os que eu amo por perto, ir embora nem é mais assim, a liberdade plena. A liberdade plena é a falta de amor. E se eles todos já se foram, ou não quiseram vir comigo é porque a viagem já foi feita e não sobrou nem mais pra onde fugir nem de que fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi no caminho entre um quarto e outro que tive medo de perder tudo. De esvair o sentido todo dessa caminhada. Não que eu queira ficar na sala de aula, mas sozinho nem o dinheiro, a casa, o Doblô fazem sentido. Nem mesmo ter um cachorro. Muitos já foram, ficaram outros, ficaram os que hoje querem ficar. Mas se eles e ela quiserem ir embora ou ficarem. Que será de mim e de meu cartão de ponto? A novidade nem sempre é bem vinda. E por um momento, entre quarto e outro, me senti vazio, só. O pior dos seres humanos. O ser comum, inadmissível. A rotina virá em qualquer lugar, mas sair as 17:40 sem ter pra onde ir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4288857689280818860?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4288857689280818860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4288857689280818860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4288857689280818860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4288857689280818860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/vestibular.html' title='Vestibular'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1966820093972906389</id><published>2009-11-17T23:24:00.000-02:00</published><updated>2009-11-17T23:25:18.721-02:00</updated><title type='text'>Capitu Enganada!</title><content type='html'>Neste último fim de semana ganhei metade de uma camisa, a outra metade eu comprei. Trata-se de uma bonita camisa do Palestra Itália cruzeirense de 1921. Verde, com alguns detalhes em vermelho. Pouco tempo depois a vesti para ouvir a tragédia do 1 x 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, numa reunião de professores pela noite, eu a utilizei novamente. Há uma professora doente por futebol, de ouvir Itatiaia e ficar na galoucura em jogos diversos. Ela não sabia que se tratava de uma camisa do cruzeiro, assim como nenhum outro sabia. Alguns, certamente, pensaram se tratar da camisa da seleção jamaicana. Deviam estar comentando nas minhas costas: “professores de história são todos uns excêntricos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto (não falo mais sobre futebol. Futebol, como diz Camila, se trata de uma experiência individual e intransferível.), no texto passado eu falava da angústia divisível. E me veio o seguinte pensamento: Alguns amigos meus liam este blog. Hoje não mais lêem. Disseram-me alguns que perdeu a graça, outros disseram que não entendem nada do que eu escrevo. E a verdade é a seguinte: Não entendem por que não dividem comigo minhas angústias. São outras histórias, outros temas. Leitores vão e vem. Eis um caso curioso: Me chegou pelo correio eletrônico dia desses uma carta de um tal Betinho Praça. Na correria cotidiana acabei lendo seu nome como Bentinho Praça, um qualquer amigo homônimo de Bentinho, nosso Dom Casmurro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho Praça escreveu no meu blog. Pensava eu quase exclamativo. Há um texto neste blog, do ano passado, que fala do Nelson Praça. Pois Bentinho, a essas alturas Betinho, eufórico me disse algo assim: “Eu sou Praça também. Gostaria de entrar em contato com o Nelson Praça pra ver se somos parentes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os leitores regulares deste blog, vocês já devem imaginar que o texto de nome “Nelson Praça”, trata-se de Nelson Rodrigues, o falecido teatrólogo, jornalista, cronista, etc., etc.. A euforia de Bentinho, agora Betinho foi de tamanha hediondez, que me envergonha ter que dizer a verdade: nunca, em toda a minha vida, conheci pessoalmente um Nelson, Nelson Praça, digo. Eu o respondi agora a pouco. Eis a resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caro Bentinho Praça, (me recuso a aceitar que se trata de Betinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento dizer que não conheço pessoalmente Nelson Praça (na certa deve haver algum). Se trata apenas de um texto medíocre em que comparo o escritor Nelson Rodrigues com uma praça. Ventilada, paisagística, fresca e arborizada; como o seu nome. Lamento ter decepcionado você. Todavia, sua decepção também é minha. Não conheço Nelson Praça e você não é Bentinho como em Dom Casmurro. É no máximo um sociólogo atuante na década de noventa e que morreu lutando contra a fome do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo de que estamos quites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Lara Bicalho Jr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1966820093972906389?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1966820093972906389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1966820093972906389' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1966820093972906389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1966820093972906389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/capitu-enganada.html' title='Capitu Enganada!'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2719597634497981426</id><published>2009-11-17T23:19:00.002-02:00</published><updated>2009-11-17T23:24:39.393-02:00</updated><title type='text'>Soma das Angústias</title><content type='html'>“A amizade só se realiza na soma das angústias.” Estive com Pedro neste sábado que passou. Eis uma de nossas grandes e inabaláveis verdades da semana: “A amizade só se realiza na soma das angústias”. E complemento: A angústia só se realiza quando se pluraliza. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu digo de angústia não falo da minha angústia ou da sua angústia. Quando digo angústia também não digo angústia, digo alegria, infelicidade, maus tratos dos mais diversos, felicidade, etc., etc.. Mas não é somente isso. Não basta somente sentar-se na frente do seu amigo e contar a ele suas angústias. Se somente isso fosse, nosso terapeuta seria nosso melhor amigo, assim como os padres do baixo clero. O que eu quero dizer: A angústia deve ser fruto de um processo histórico e não de uma vanguarda qualquer. Eis: se hoje minha grande angústia consiste em sair de casa, ter uma geladeira e algum dinheiro, essa deve ser a angústia de meus amigos. Do contrário eles não me entendem. Como um amigo que não sabe do que eu estou falando será de fato meu amigo? No máximo será uma alma generosa, como o Bezerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece egoísta essa teoria, mas nem tanto, nem tanto. Não há diálogo sem compreensão. Precisamente o milagre da amizade consiste em entranhar-se na pele do outro. Não há! Digo que não há amizade sem pelo menos uma angústia comum, comunitária, divisível entre os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ficar aqui citando cada um dos meus amigos e suas angústias que são minhas também. Poderia também, citar as diversas amizades que se esvaíram no tempo pela falta de pluralidade processual das angústias de cada um. Mas não o farei. Pedro e eu cogitamos o fator presencial: é preciso estar por perto para a amizade existir. Mas não é verdade. Darei o derradeiro exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo, o pastor-veterinário-paidofilhodele-etc., etc.... às vezes passa meses sem um telefonema, sem uma visita cordial, sem uma nesga de notícia sequer. Digo que, presença no caso de Eduardo e eu é algo raro, raríssimo. Pois mesmo assim não deixamos que um seja vanguarda do outro, ainda hoje, sendo casado e pai, suas angústias são minhas, o processo é semelhante, embora eu não tenha os mesmos exemplos, o raciocínio para a vida é semelhante. Há compaixão, há entendimento. É uma mesma língua, mesma idéia (ainda não me acostumei com “idéia” sem acento). Talvez não tenha sido claro o suficiente. Dirão os idiotas da objetividade que falhei. Eles estão certos. Paciência. Meditem sobre a grande verdade: “A amizade só se realiza na soma das angústias.” Se disse a vocês o óbvio paciência. Ás vezes ninguém diz o óbvio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2719597634497981426?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2719597634497981426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2719597634497981426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2719597634497981426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2719597634497981426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/soma-das-angustias.html' title='Soma das Angústias'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6974102086503042737</id><published>2009-11-13T01:17:00.001-02:00</published><updated>2009-11-13T01:32:07.318-02:00</updated><title type='text'>Malta, Antítese do Jovem Administrador</title><content type='html'>Eu estava pensando nos administradores. Os administradores. Administradores não são exatamente os formados em administração. Administradores são seres que usam o mesmo perfume, o mesmo tom de voz, a mesma jaqueta, o mesmo carro, as mesmas meias e pensam ou querem administrar de uma birosca qualquer na Caetés até uma multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem os bons administradores e os maus administradores. E eis a inabalável verdade óbvia e ululante: Um bom administrador precisa inevitavelmente ter cinqüenta anos ou mais. Não estou querendo dizer que os administradores velhos sejam bons. O que eu quero dizer é que os administradores jovens são cobertos de uma seriedade que não lhes convém. Detém a verdade como nenhum outro ser humano. Eles sabem de tudo. Semelhante classe social, esta que anda de Corolla, ou Coiolla antes dos cinqüenta... Eu deveria lhes dar o meu silêncio e minha mais sincera indiferença. Mas eles me transmitem um ar de vencedor que me deixam ao mesmo tempo enjoado e ao mesmo tempo suportando uma autoderrota hedionda. Me sinto um pateta, um palhaço, uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ainda não é o assunto central deste texto. Eu chego lá. Eu chego lá. Até pouco tempo pensava que meu talento seria despertar o sorriso das pessoas. Eu cheguei a cogitar a profissão de palhaço para mim. Mas não gosto de palhaços. Fato é que gosto de ver as pessoas rindo. Mas esses administradores. Ah os administradores. Devo dizer que, se minha aparição neste mundo se deve exatamente ao fato de fazer os outros rirem, estejam certos. Eu falharei. E por causa de quem? Por causa dos administradores jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com Camila outro dia cheguei a uma outra grande verdade que se interage com a minha função palhaço. Já lhes falei caros amigos, do Malta? O Bezerra de Menezes? Claro que já. Bezerra de Menezes cedeu parte da sua História para o longa: “O Monge a prova de balas.” Poucas pessoas sabem dessa história. Conto-lhes numa outra oportunidade. Mas falava do Malta, o do porrete retrátil. Pois eu e Camila numa conversa amena de um sábado me fez refletir uma graciosa verdade. Não há nada melhor do que fazer o Malta sorrir. Não é grande coisa, Malta é um sujeito feliz, simpático, uma boa alma. Faze-lo rir não é lá das tarefas mais difíceis, mas ainda sim, Malta me faz lembrar de meu destino de palhaço. Mais do que isso, Malta me faz lembrar que isso pode ser uma coisa boa. Nada se compara a faze-lo gargalhar, ou faze-lo se chocar com alguma história ou algum comportamento meu. Nelson dizia que falta na sociedade o choque, o espanto. Malta ainda se choca, ainda se espanta. Admirável! Admirável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malta ainda se espanta com as coisas. Malta ri, honestamente ri das palhaçadas que estou disposto a fazer por ele. Hoje, precisamente hoje, Malta faz anos. São vinte e seis e graças a Deus, Malta não é um jovem administrador. Quer dizer, talvez ele seja um jovem administrador. Mas Malta não me faz sentir um derrotado com suas vitórias e minhas palhaçadas, até por que Malta não tem e nunca terá um Corolla (é um pedido). E até porque também suas vitórias são minhas, são nossas vitórias. Já lhes disse e repito, Malta é uma flor. É uma frase elaborada por Camila. Pois concordo e deixo aqui registrado. Malta é uma flor. E hoje, Malta é uma flor que faz aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Augusto Malta não goste dessa exposição na qual eu o deixo nesse blog. Todavia, Malta já é um personagem de destaque nessa coluna parda como um envelope de malote. Portanto, será somente mais um texto sobre o Malta, o Augusto Malta, o aniversário de Augusto Malta (Ouço trombetas ao fundo e Russel Crowe na arena. Augusto Malta. Pudera César ter um nome assim. Um real nome de Imperador.) Um texto de Feliz Aniversário para Augusto Malta, o Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns Guilo. Obrigado por me deixar fazer você gargalhar. (E isso é muito, muito importante!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6974102086503042737?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6974102086503042737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6974102086503042737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6974102086503042737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6974102086503042737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/malta-antitese-do-jovem-administrador.html' title='Malta, Antítese do Jovem Administrador'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-319667958024096230</id><published>2009-11-11T14:27:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T14:29:24.584-02:00</updated><title type='text'>O Outro Eu</title><content type='html'>Meus amigos eu devo pedir desculpas a todos vocês. Àqueles que conversaram comigo por horas somente nos últimos anos. Àqueles que conversam comigo todos os dias. A todos que por um momento tiveram contato com semelhante inanimação que sou eu. Inanimação é uma palavra que desconheço, mas que quer dizer, que quer dizer o contrário de vida, de animação. Uma mistura de desanimação com inanimado. Portanto, sou uma cadeira triste. Não passo de uma cadeira triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia avisado a vocês, vocês que me conhecem a mais de cinco seis anos. Eu havia avisado que crescer é um processo doloroso e que não valeria a pena. Talvez eu, em algum momento tenha dito o contrário. Já lhes falei também da rotina que dilacera qualquer ser humano. Aliás, existem seres absolutamente rotineiros, que andam seguindo padrões numa satisfação absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso a vocês que tudo que eu queria ser ou ter era outra vida, com outro corpo e tudo o que isso pode ter direito. Uma dessas vidas seria essa que vocês todos conhecem. A outra... ah a outra. A possibilidade é um mundo tão desconhecido. Seria bom que houvessem certas possibilidades, além de mim e de vocês. Sei que há. Mas ninguém vai embora com malas muito cheias. Leva-se o que cabe nas mãos. Nada além disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-319667958024096230?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/319667958024096230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=319667958024096230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/319667958024096230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/319667958024096230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/o-outro-eu.html' title='O Outro Eu'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3867284227818961855</id><published>2009-11-09T21:46:00.000-02:00</published><updated>2009-11-09T21:47:44.991-02:00</updated><title type='text'>Texto Amigo</title><content type='html'>Honestamente gostaria de estar me despedindo de vocês. Despedindo do mundo de uma maneira geral. Como mais de 99 por cento do mundo não me conhece, eu gostaria de me despedir de vocês e somente de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas alturas do campeonato, Pedro já deve saber que este blog trata-se de uma cópia do estilo cronista de Nelson Rodrigues e por isso, nem sequer deve lê-lo mais, assim de rabo de olho, como fazem alguns dos meus amigos. Eu queria estar me despedindo, mas ao mesmo tempo com saudade já do que ainda pode vir. Claro, o saldo será infinitamente maléfico. O que virá não será bom. As contas ficarão mais caras, etc., etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim de semana estive em Ouro Preto com minha amiga branca, que ficou vermelha devido ao sol. Eu, pardo que sou, fiquei preto em um braço, o braço do sol, o outro estava na sombra. Também estavam em Ouro Preto alguns calouros e o incansável Luis. Luiz ou Luis? Não sei. Lá estávamos todos. Esse fim de semana foi um momento muito bonito. Diria o Nelson que se tratou de um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade é um milagre muito bem, já sabemos disso. Agora, como dividi-la? Como partilha-la? Tenho a sorte de não ter perdido muitos amigos pelo caminho. Os idiotas da objetividade costumam dizer que, o amor não acaba, e, se acaba, é por que não era amor. Discordo. Ou concordo? Ainda não sei. Mas o que eu queria dizer a vocês é o seguinte: A amizade não acaba, se acabou é por que não foi amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma máxima muito dura, objetiva. Idiota. Como são as coisas objetivas. Mas tenho acreditado nisso. Vejam vocês, vocês que já experienciaram uma amizade sólida, pura, bonita, divertida, etc., etc.. Como isso pode acabar? Eu diria que existem as amizades, digo, as monoamizades. Você é amigo do Paulo Cascata, mas Paulo Cascata pode não ser seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos (como diz o José Carlos), temos a necessidade da partilha, mas eu digo a vocês que existe o amor gratuito, o monoamor. Veja, Deus se trata de um monoamor. Dizem que Deus é amor. Alguns dizem que amam Deus. Pois se Deus existe, ele sabe, eu não o amo. Eu não o conheço. Ele a pessoa, ou a coisa. Dudu diria, isso. Deus não é “he”, é “it”. Deus nunca se materializou pra mim. Tudo que tenho são depoimentos de Paulo, Saulo, Mateus, Bartolomeu, Pedro, Judas, os dois. Eles me contam coisas sobre uma pessoa, Deus. E ai? Eu não queria falar sobre isso. Acabou saindo. Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que, para eu amar Deus, ele deveria dividir um quarto de pousada comigo. O Eduardo, o pastor-veterinário-ateu-judeu-fotógrafo-pai do filho dele, me disse uma vez que eu sou amigo de Deus. Tenho lá minhas dúvidas. Vou convida-lo para passear comigo por Ouro Preto ou Macacos. Eu e ele somente. Mais ninguém. Tomamos um vinho, conversamos sobre a criação do universo e o papel do Teatro no mundo de hoje. Pois é isso. Meus amigos são a materialidade de Deus. Me desculpem as risadas que vocês não estão ouvindo, e que não estou materializando no meu texto. Mas se meus amigos são a materialização de Deus, é no mínimo curioso o Eduardo, pastor-veterinário-ateu-etc.-etc., não acreditar em alma, o Dudu, o pardo brilhante dizer que Deus é uma “coisa”, a Ninna utilizar-se de Deus somente em exclamações sem nenhum objetivo metafísico e Pedro ter dito uma de suas mais brilhantes frases: “Deus é medíocre!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o Guilherme, a alma boa de Setsuan (é assim que escreve?), eu não teria amigos que acreditam em Deus. Outro dia lhes conto sobre a saga de Guilherme em Aparecida do Norte. É um santo. Um santo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3867284227818961855?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3867284227818961855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3867284227818961855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3867284227818961855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3867284227818961855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/texto-amigo.html' title='Texto Amigo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7140917270112808608</id><published>2009-11-04T13:44:00.002-02:00</published><updated>2009-11-04T13:48:22.610-02:00</updated><title type='text'>O Padrinho</title><content type='html'>Eu já lhes contei que o Eduardo terá um filho? Acho que sim. Se não contei está dito: Eduardo terá um filho. O Eduardo que digo não sou eu nem o Dudu pardo que brilha nem o meu pai. Eduardo, o pastor, o veterinário, o vendedor de Cachorro Quente, o Lavador de carros, o fotógrafo e agora, o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que isso me assustou. Mas não falemos de minhas reações. Que aliás, foram aquém do que achei que seria. Ando meio desligado por esses dias. Mas vamos ao que interessa. Vejam vocês. Já disse a vocês que concordo com Nelson quando ele diz que: “A amizade é um milagre.” Numa das primeiras conversas que eu e Eduardo tivemos ele me perguntou: “Quem você acha bonita?” Eu disse: Jaqueline. Jaqueline era uma menina que eu gostava. Irmã de um colega de classe: O Thiago. Mas ele voltou a pergunta: “Não. Famosa. Quem?” Eu, sem pensar muito no assunto disse: “Adriana Esteves.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas paixões juvenis já eram suficientemente platônicas, sempre gostava das meninas da sétima, enquanto estava na quinta série. Pra que eu me apaixonaria por uma “artista”? Mas estava dito. Ele, como se tivesse vencido a batalha das moças bonitas, disse: “Ana Paula Arósio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi esse nosso primeiro diálogo. Um tanto quanto psicopata. Mas primeiras conversas dificilmente são agradáveis. Me lembro da primeira conversa que tive com a Ninna. Ela disse: “Uai, vocês saíram daí?” Eu e Dudu, o pardo, estávamos saindo da Escola de Biblioteconomia, vizinha da FAFICH. E dissemos: “Sim, dá pra sair por aqui.” – “Ah, não sabia.” ela disse – “uuuummm” – respondemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis, estou nesse momento no quarto andar da FAFICH, pois eis que acabo de ter uma primeira conversa com uma candidata para professor substituto em História do Brasil. Não foi legal. Quer dizer, foi, foi ameno, tranqüilo, falamos do Rio de Janeiro, da Itália. (Eu tenho uma capacidade de conhecer todos os lugares do mundo, fantástica. Nunca fui além de Porto Seguro, mas esta moça na certa pensou que conheço da Sicília à Piemonte e Sardenha. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto: Pois na sexta ou sétima conversa que tivemos, Eduardo disse que seria padrinho do filho dele quando ele tivesse um. Depois disso ele virou pastor e tudo foi por água abaixo, depois disso ele virou judeu. Não sei como os judeus fazem. Certo é que, vai haver batizado. Será meu segundo afilhado. Eis o milagre da amizade. Eu seria o padrinho do filho dele quando tínhamos 15 anos. É um milagre. Outro dia eu conto como foi a primeira conversa que tive com o Paulinho Cascata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7140917270112808608?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7140917270112808608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7140917270112808608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7140917270112808608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7140917270112808608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/o-padrinho.html' title='O Padrinho'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8972352485941359126</id><published>2009-11-04T13:17:00.001-02:00</published><updated>2009-11-04T13:49:42.331-02:00</updated><title type='text'>O Artista e a Verdade</title><content type='html'>Estava indo para o martírio da classe de manutenção de aeronaves, dentro do ônibus, cheio e chovia e, incrivelmente o ônibus se encontrava hermeticamente fechado. Não havia qualquer sinal de brisa com a exceção do bafo matinal de um sujeito que estava em pé ao meu lado.&lt;br /&gt;Ônibus lotados me fazem desistir de mim mesmo. Nunca quis ir pra onde todo mundo vai. Isso me irrita e ver todas aquelas pessoas todo o tempo. Deixa. Isso é assunto para outro dia. Mas eu estava dentro do ônibus pensando na arte. Uma colega uma vez disse que amava todas as artes. Essa mesma colega insinuou outro dia a arte da culinária. Em suma. Tudo é arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou cair na tolice de definir arte e blá, blá, blá. Mas vejam vocês: A arte é uma expressão individual ou coletiva, mas esse coletivo é composto por indivíduos. Sim? Supondo que ninguém é igual a ninguém. (Engenheiros do Hawaii – Oh Céus!). Mas se ninguém é igual a ninguém, porque tantos espetáculos parecidos? Por que tantos filmes parecidos? Por que tantas fórmulas repetidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estou querendo dizer é que, existem, poucos, pouquíssimos artistas no mundo. Eu diria uns mil e trezentos no máximo. Se uma peça teatral é igual a outra, se um filme é igual ao outro, se há teorias, se há fórmulas, etc., etc.... o que compramos é uma falsa arte. Todos nós podemos ser artistas correto? Sim. Vejamos, todos nós podemos ser. Basta querer mostrar algo às pessoas que seja seu, que seja honesto, que tenha afeto ou coisa parecida. Todos, absolutamente todos podemos fazer isso. E quem faz? Mil e trezentos. Agora, vejam bem, desses mil e trezentos, eu conheço um apenas. Sim por que, os outros mil duzentos e noventa e nove estão ao redor do mundo, eles devem ser mecânicos, professores, pedintes, etc. etc. Os idiotas da objetividade podem dizer: “Você está exagerando.” Nem tanto, nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a grande verdade: O teatro, a arte, tudo isso que se convencionou chamar de obra de arte me cansou. O que restou disso tudo não foi quase nada. O artista precisa dizer a verdade. É só. O artista precisa saber quem ele é. E o que vemos? Pois é uma mentira atrás da outra, atrás da outra, atrás da outra. E por que? Eu não sei. Eu só queria saber quem foi que inventou que a arte é pra ser representação de algo e mais, quem foi que disse que representação significa mentira? Está tudo ai, nos livros, nos palcos, nas telas, na tinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu posso dizer é que conheço um entre mil e trezentos em seis bilhões. É muita sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8972352485941359126?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8972352485941359126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8972352485941359126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8972352485941359126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8972352485941359126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/o-artista-e-verdade.html' title='O Artista e a Verdade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5859016133954315699</id><published>2009-11-02T14:49:00.000-02:00</published><updated>2009-11-02T14:50:51.652-02:00</updated><title type='text'>Da Verdade</title><content type='html'>E certas vezes você quer saber toda a verdade. Dizem que a verdade liberta. Nem tanto, nem tanto. Ou sim? Ainda que a mentira seja uma coisa boa. Faz a vida da vítima mais fácil. Mais tranqüila. Ainda que tudo seja omitido e você, de fato, fique feliz com isso. Talvez a verdade seja realmente o que liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que haja a então verdade o que é preciso? Meus amigos, é preciso perguntar. E, até aquele momento de felicidade, o que perguntou era assim, sorrisos. Até que a resposta vem. E com a ela a verdade. Eis o início da tragédia. Eis o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podem me perguntar: Mas a verdade não pode ser uma coisa boa? Vinda para o bem? Sem dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que esperamos. É o que sempre esperamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5859016133954315699?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5859016133954315699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5859016133954315699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5859016133954315699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5859016133954315699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/11/da-verdade.html' title='Da Verdade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3826760140404580349</id><published>2009-10-22T01:01:00.000-02:00</published><updated>2009-10-22T01:04:02.538-02:00</updated><title type='text'>Aniversários</title><content type='html'>São mais de 80 horas de amigos. São muitas páginas, são filmes, são doces, alegrias, sorrisos, muitos! Vinho e uma Pizza azul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos todos cantar de coração, a cruz de Malta é o meu pendão!” (O Hino do Cruzeiro é feio. Muito feio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cézanne sempre comigo e Nelson, Ah, Mas é claro, o Nelson. Este ficará comigo pra sempre. No seu reacionarismo, na sua estilística, no futebol, na velhice. Amores sinceros, mensagens, emails, parabéns corriqueiros e alguns spams de aniversário. Dindinha, tia, irmão, maridos, mulheres, amigos distantes. Amigos voando. Amigos esquecendo, colegas aos demais, lembrando graças ao Orkut. E é claro, o Néfer com um bolo em forma de pênis me desejando feliz aniversário. São todos bonitinhos. Eu mesmo deixo de escrever vários parabéns. Eu mesmo esqueço das datas de muitos deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vou responder a cada um deles. Meu muito obrigado. Meu eu te amo. Minha alegria e meus spams. Para os spams. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumeiramente meu aniversário é meu ano novo. Ano de novos projetos. Eles estão postos por ai, vagando. E o ano ainda não terminou. Espero poder começa-lo logo. Muito logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda escrevei este mês um texto, de verdade, mais uma vez, assunto não me falta. Mas são oitenta horas de dvds, são paginas e páginas, películas e películas, dívidas e dívidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, neste momento ouvindo: Into the Wild. Mas não vou sem levar pelo pelos uma dúzia de vocês. E não vou sem jardim, ou pelo menos, vou, mas volto... rosas precisam de água... já dizia o pequeno príncipe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3826760140404580349?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3826760140404580349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3826760140404580349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3826760140404580349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3826760140404580349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/10/aniversarios.html' title='Aniversários'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2668523154982767662</id><published>2009-10-07T01:38:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T01:41:47.610-03:00</updated><title type='text'>Obrigada de Alma! De Alma!</title><content type='html'>Há muito que não escrevo é verdade. Falta-me deveras tempo e não assunto. Eis o caso que queria lhes contar: Estava hoje na hora do almoço dentro do intermunicipal que me leva para Betim, minha terra natal. Durante a viagem uma senhora de meia idade entra no coletivo e com muitas sacolas se acomoda do lado de um banco ocupado por um jovem muito educado. Quando vi as sacolas pensei em me oferecer para levar os tais volumes, o coletivo, claro, estava cheio. Lendo A Cabra Vadia, de rabo de olho pude ver as mãos relutantes do moço que estava ao meu lado. Pensei: “Ele vai pedir para carregar as sacolas da moça.” De fato, depois de alguma hesitação e certa vergonha, tomou coragem e cutucou a senhora de meia idade: “Quer que eu leve?” ele perguntou: “A moça lhe responde: “Não obrigado assim está bom.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer? Qual é o maior amor do mundo? Não é aquele que dão de bandeja para você. É aquele que você dá. O amor é de graça, impossível ter um preço. Os relacionamentos têm um preço, os casamentos têm um preço, o amor não. A única coisa que o amor pede é uma pista de pouso, é um lugar para chegar. O amor só quer ser recebido. Ele não quer trocar nada. Ele não precisa de amor. Eis minha última grande verdade: O amor não precisa de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito do ônibus quis ser generoso, levar as sacolas, a moça não quis lhe entregar. A moça não quis receber a generosidade de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Adeusbia, chegamos à conclusão que a generosidade não dá certo se não houver quem a receba. Pois o amor só acontece quando ele é recebido. Eu não me refiro a gratidão, nem mesmo falo de amor correspondido. Eu amo sem que precise que me amem. Eu amo. E esse amor quando é manifesto é entregue, e de braços abertos ele é acolhido, sem pedir nada em troca. Sem pedir troco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava descendo minha rua quando me encontro com um vizinho antigo, amigo de rua, de jogar bola. Paulo Cascata. Esse é seu nome, assim, liquido. Cascata. Paulo me dá sempre a impressão de estar fresco. Paulo Cascata nunca faz mais de 15 graus Celsius. Água de cascata, gelada. Assim é Paulo Cascata, um oásis no meio da primavera do cone sul tropical. Tenho inveja desse sobrenome ventilado, fresco. Cascata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis o caso, Paulo e eu conversamos por uma boa meia hora e falávamos exatamente do amor. Paulo me contava do seu grande amor. Que não era exatamente sua namorada, penso eu que nunca a foi. Mas Paulo me dizia: “Quando eu fazia-lhe algum favor ela olhava terna pra mim. Dizia sempre um obrigada de alma! De alma!” E repetia: “De alma, de alma!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início eu nunca entendi essa História do Paulo Cascata, parecia mais um amor platônico. Cheguei a comentar isso. Ele me respondeu com um sorriso superior e simpático: “Platônico ou não, ela o recebe sempre de braços abertos.” Eis a grande verdade, o grande amor da vida do Paulo Cascata é um Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a senhora do ônibus que não deixou que levassem sua bolsa, Paulo Cascata me contava de sua namorada: “Faço o diabo! Outro dia dei-lhe um café da manhã na cama, com morangos e frutos exóticos, com pão integral e danoninho e ela me sorriu murcha, como se fosse minha obrigação fazer tudo aquilo. Já lhe dei surpresas de aniversário e trago sempre surpresinhas da rua, bombons, leites, o diabo e sempre o mesmo obrigado, às vezes nem olha pra mim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande amor da vida de Paulo Cascata de fato era o Obrigada. Me despedi do Cascata e já com um calor absurdo constatava comigo a genialidade do Paulo. Não há nada mais contrário ao amor do que a recepção fria, do que a frivolidade da magia, do que a renúncia da surpresa. Isso já me aconteceu. Cascata estava com a razão. Ele ainda me disse que a Obrigada, seu grande amor, chorou aos prantos quando este pregou por todos os lados da escola frases graciosas sobre ela. A menina dizia ao Cascata: “Obrigada. Queria muito poder lhe dar tudo isso. É tão bonito.” Paulo em lágrimas também apenas contemplava seu grande amor. Ela poderá se casar com outro homem, ter filhos com outro homem e amar outro homem. Paulo Cascata guardará pra sempre o “Obrigada” e a falta de retribuição, que para Paulo não era necessário. Era um “obrigada de alma” seu grande amor. “De alma, de alma!” - Repete isso ainda hoje pelos cantos o Cascata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2668523154982767662?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2668523154982767662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2668523154982767662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2668523154982767662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2668523154982767662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/10/obrigada-de-alma-de-alma.html' title='Obrigada de Alma! De Alma!'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1578823046173995880</id><published>2009-09-25T01:02:00.001-03:00</published><updated>2009-09-25T01:03:48.770-03:00</updated><title type='text'>Dutra Está Estranho, Muito Estranho...</title><content type='html'>Na terça feira o Eduardo, o pastor-veterinário-judeu-ateu-fotógrafo-vendedor de cachorro quente-tecnólogo em logística, me ligou. Sim o Eduardo é tudo isso ao mesmo tempo e deveras, me ligou. Ele me disse atônito: “O Dutra está estranho. Muito estranho.” E repetia “muito estranho” a todo momento. Eu perguntei os motivos dessa sensação e ele me dizia: “Ele está estranho, muito estranho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada de errado com o Dutra. Ele continuava o mesmo. Mas meu amigo polivalente me atentou o que somente eu não havia visto. O Dutra está estranho. Dia desses, semana passada eu acho, ele me mandou uma mensagem: “E ai como estão as coisas? Abraço.” Assim, seco como um administrador de empresas multinacional bilíngüe. Eu o respondi lhe cobrando novidades de sua vida. Disse: “Aqui a mesma correria, e ai como estão as coisas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas da objetividade me podem dizer que fui da mesma forma seco como uma caatinga, mas vocês hão de convir que não há muitas novidades; ao mesmo tempo que há, mas que não podem ser ditas assim, todas de supetão numa mensagem. O caso é que respondi perguntando, o que sugere uma resposta. Ele não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estava achando tudo normal, afinal o Dutra é um mestrando-dançarino. Meus amigos são todos polivalentes como Marquinhos Paraná. Vejam o Dudu, o pardo brilhante, ele é camelô, técnico em eletrônica, técnico em edificações e historiador, ainda por cima o pardo fala alemão. De todos, eu é que tenho a ficha trabalhista mais normal: almoxarife, professor de história, ator e mecânico de aeronaves. Voltando ao Dutra, Dutra é um sujeito ocupado, normal demorar um pouco para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ontem lhe mandei uma pergunta: “O que um galvanômetro faz de diferente numa corrente contínua que não faz numa corrente alternada?” Ele me disse: Vou pesquisar e respondo. Não sei se a culpa foi minha em não dizer que o trabalho é pra amanhã, certo é que ele não respondeu, o que mostra uma imensa ocupação do Dutra, além disso, seu Blog agora é mensal, um texto por mês. Dutra está ocupado, sempre penso nisso. Todos nós estamos ocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu nunca mais volto em Betim.” Eis a comprovação do que o Eduardo disse: O Dutra está estranho. Não há um sujeito em sã consciência que diga que quer voltar a Betim, sim, todos nós odiamos Betim, mas querendo ou não, é onde nos encontramos. E Dutra me disse que nunca mais volta em Betim. Eis o estranho. Betim que se exploda, mas, é em Betim que nos encontramos. Não é por Betim, é por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista de coisas estranhas do Dutra não param por ai, mas seria demais dizer o que a frase de pára-choque de msn dele diz. Algo completamente sem sentido. De mais a mais ele está estranho, está estranho, continua repetindo o Eduardo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1578823046173995880?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1578823046173995880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1578823046173995880' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1578823046173995880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1578823046173995880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/09/dutra-esta-estranho-muito-estranho.html' title='Dutra Está Estranho, Muito Estranho...'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5382572282552565333</id><published>2009-09-23T12:17:00.003-03:00</published><updated>2009-09-23T12:24:04.955-03:00</updated><title type='text'>Indo</title><content type='html'>Não costumo colocar muitas aspas aos textos postados aqui. Por aqui circulam pensamentos meus, escritos, quase sempre, por mim. É óbvio que com uma introdução dessas, meu final não seria: “e assim continuará sendo para todo o sempre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que quero dividir com vocês amigos, é em inglês, mas vou também colocar uma tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guaranteed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“On bended knee is no way to be free&lt;br /&gt;Lifting up an empty cup, I ask silently&lt;br /&gt;All my destinations will accept the one that's me&lt;br /&gt;So I can breathe...&lt;br /&gt;Circles they grow and they swallow people whole&lt;br /&gt;Half their lives they say goodnight to wives they'll never know&lt;br /&gt;A mind full of questions, and a teacher in my soul&lt;br /&gt;And so it goes...&lt;br /&gt;Don't come closer or I'll have to go&lt;br /&gt;Holding me like gravity are places that pull If ever there was someone to keep me at home&lt;br /&gt;It would be you...&lt;br /&gt;Everyone I come across, in cages they bought&lt;br /&gt;They think of me and my wandering, but I'm never what they thought&lt;br /&gt;I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts I'm alive...&lt;br /&gt;Wind in my hair, I feel part of everywhere&lt;br /&gt;Underneath my being is a road that disappeared&lt;br /&gt;Late at night I hear the trees, they're singing with the dead&lt;br /&gt;Overhead...&lt;br /&gt;Leave it to me as I find a way to be&lt;br /&gt;Consider me a satellite, forever orbiting&lt;br /&gt;I knew all the rules, but the rules did not know me. Guaranteed...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pedir de Joelhos não é o caminho para ser livre. Eu, com uma taça vazia, pergunto em silêncio&lt;br /&gt;Todos os meus caminhos irão aceitar aquele, que sou eu?&lt;br /&gt;Então eu posso respirar&lt;br /&gt;Círculos, eles crescem e engolem metade da sua vida. Dizem boa noite para esposas, que nunca conhecerão&lt;br /&gt;Uma mente cheia de perguntas e um professor em minha alma.&lt;br /&gt;E assim vai...&lt;br /&gt;Não se aproxime ou eu terei que ir&lt;br /&gt;Se houvesse alguém que me mantivesse em casa&lt;br /&gt;Seria você...&lt;br /&gt;Todos com quem cruzei, em gaiolas compraram.&lt;br /&gt;Eles pensam em mim e em minhas viagens&lt;br /&gt;Mas eu nunca fui o que eles pensaram.&lt;br /&gt;Eu tenho as minhas indignações, mas sou puro em todos os meus pensamentos.&lt;br /&gt;Eu estou vivo...&lt;br /&gt;Vento em meus cabelos, me sinto parte de todos os lugares.&lt;br /&gt;Dentro de mim está uma estrada que desapareceu&lt;br /&gt;Tarde da noite eu ouço as árvores, elas estão cantando com a morte&lt;br /&gt;Sobre minha cabeça....&lt;br /&gt;Deixe comigo enquanto encontro uma maneira de ser&lt;br /&gt;Considere-me um satélite, sempre orbitando.&lt;br /&gt;..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Into The Wild - Eddie Vedder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5382572282552565333?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5382572282552565333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5382572282552565333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5382572282552565333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5382572282552565333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/09/indo.html' title='Indo'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1393054365156416469</id><published>2009-09-09T00:00:00.002-03:00</published><updated>2009-09-09T00:06:26.319-03:00</updated><title type='text'>Não Sei Onde Quis Chegar</title><content type='html'>Os blogs estão com os dias contados. Terei que dizer a vocês sobre o óbvio. Fazer o que? Paciência. As palavras hoje estão com símbolos cada vez menores e etc. etc.. Os idiotas da objetividade poderão dizer que se trata de uma adaptabilidade da língua portuguesa. Palavras como “você”, “teclar”, ou outras tantas que se resumem a uma ou duas letras são a expressão da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Twitter (é assim que escreve?) O twitter dará fim ao blog, assim como dará fim a estética, a estilística, a melodia da palavra completa. Eu posso contar nos dedos quem hoje lê meu blog inteiro. Um texto inteiro. Maneirei na quantidade de textos, mas não poderei diminuir o tamanho das minhas idéias. A coluna de jornal que virou tira, a crítica teatral que virou comentário, o blog que virou twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem saber que sou professor de História. E o que tenho feito? Minha mão está ressecada de pó de giz. Os idiotas da FaE podem me dizer que se trata de uma pedagogia retrógrada. Eu não me importo, eu não me importo com a FaE (quem se importa com a FaE?). Meus alunos copiam uma página por dia de narrativas históricas. Como se não bastasse, vez ou outra utilizo de palavras um tanto quanto descabidas. Umas até que eu não acharia que fossem descabidas, mas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles, os meus alunos, sairão da escola sem se lembrar de nada do que eu disse ou do que escreveram. Mas escreveram. Podem me dizer ainda as esquerdas que isso é uma alienação. Que seja. Eles escrevem. Meus alunos ainda não têm orkut, muitos não tem computador em casa e twitter é uma banda antiga que a Xuxa financiou tempos atrás. Não me lembro por que estava escrevendo isso. Ah sim, pois o blog está com os dias contados, assim como o giz e o quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto eu der aulas e tiver acesso à internet eu escreverei no quadro e postarei aqui. Mesmo que seja para o vento e mesmo que seja só para ganhar visto no caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente estive com um colega do meu curso de manutenção de aeronaves. As aulas de informática são realizadas em duplas, estava do lado de um rapaz, vamos inventar um nome: Da Silveira. Da Silveira é uma facção Silva. Um Silva recalcado, pomposo. Da Silveira estava do meu lado e colocou um pen drive no CPU para realizar alguns projetos. Lá havia a pasta: “História da haviação.”. Eu não sei onde quero chegar contando essa história mas vejam o raciocínio: um sujeito que no final do curso precisa ler e escrever em português e inglês vai redigir no seu currículo: “Curso técnico em manutenção de haeronaves.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês poderão me dizer que estou sendo ácido, terrível até. Mas nem tanto, nem tanto. Eu leciono num colégio, de noite, na periferia de Betim. Vocês podem me dizer que o rapaz, o Da Silveira, não teve chance de estudar. Mentira. Eu vejo o corpo docente da escola onde eu leciono e eles são bons. São bons o suficiente para pelo menos alfabetizar. Bons para pelo menos não deixar um aluno escrever “havião”. Contrário ao que o Pedro pensa, não é o professor. É o aluno. Vocês ainda poderão me dizer: “ah, mas o Silveira pode ter sido criado sem pai nem mãe, etc., etc.". Pois lhes conto outra: a professora de Português que leciona hoje na Escola, não tem pai, nem mãe, nem tios, nem ninguém. Ninguém é por ela. Ninguém. Ouçam, ninguém. Pois essa professora lavava roupa e limpava casas para pagar a faculdade de Letras. Pois essa professora hoje mora num barracão perto da escola onde ela leciona. Essa professora me ensina a escrever. Essa professora se tornou professora comendo marmitas dos vizinhos e colegas da PUC. E não foi ela que me disse isso, para se gabar eventualmente. Foi a diretora da Escola, que muitas vezes deu um prato de comida para a pobre que escolheu letras ao invés de Ciências Contábeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não me venham dizer que o Da Silveira é um pobre diabo vítima do sistema. O Da Silveira. Vejam o que o da Silveira fez ainda naquele dia. Ele colocou o pen drive e fez lá qualquer coisa numa figura de um avião. A aula havia terminado e eu disse que ele poderia mexer a vontade, que eu não queria mais mexer no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que fazer um trabalho com trinta aeronaves, com foto, descrição e ano de fabricação. Da Silveira então ficou no comando do computador. Ele entrou no google. Entrou no google e digitou, “Naruto”. Tive um pequeno lapso de ignorância e pensei que Naruto se tratava de um avião. Disse a ele: Põe no google imagens. Foi quando caiu a ficha. Naruto é um desenho animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Silveira deve ter uns vinte anos. Da Silveira escreve haviação. Da Silveira no momento em que tem a ferramenta que pode ajudá-lo a sair de sua ignorância me escreve Naruto? Ah, e Naruto ele escreveu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Néfer escreveu no blog dele: “Já imaginaram o mundo com duas mil pessoas e nada mais?” Seria fantástico. Estou áspero hoje. Me perdoem. Na próxima escrevo algo mais azul e mais coerente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1393054365156416469?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1393054365156416469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1393054365156416469' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1393054365156416469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1393054365156416469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/09/nao-sei-onde-quis-chegar.html' title='Não Sei Onde Quis Chegar'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-4914163497559089220</id><published>2009-09-05T14:53:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T14:54:26.450-03:00</updated><title type='text'>Homens e o Milagre da Amizade</title><content type='html'>Já disse a vocês que o Nelson dizia que a amizade trata-se de um milagre divino não disse? Desculpem-me a insistência em Nelson. Nelson é aforista como Nietzsche, por isso é mais fácil absorver tudo que ele diz. Nelson também é o maior cronista urbano que eu já li. Me dirão os idiotas da objetividade que li poucos cronistas ao longo de minha tenra idade. Diria que eles estão certos. Fazer o quê? Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o Nelson dizia que a amizade é um milagre. Eis um caso que me aconteceu na quarta feira. Estava como de costume na FAFICH. Esperando a aula começar e esperando meus amigos Dudu, o pardo brilhante e Ninna, minha amiga que é branca. Digam o que quiser, ela é branca. A única branca desse país, com alma de branca, corpo de branca. Ninna é branca. Estava sentado e um tanto quanto irritado porque tive que empurrar meu carro ladeira abaixo para ele pegar. Isso é aviltante, aviltante! Estava irritado quando chegaram Ninna e Dudu, acompanhado do irmão mais velho do Dudu, Nanerson. Nanerson é o inventor da nanotecnologia. Já devem imaginar vocês amigos se tratar o Nanerson de um gênio. Ele o é. Mas não é isso que queria dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninna sentou-se na mesa e disse: “As pessoas não entendem nossa amizade!”. Eu lhe perguntei de volta: “Por que?”. Ela disse o seguinte: “Eu estava falando de você para um sujeito do meu trabalho, não sei o que dizia, quando disse que estava procurando um apartamento com um quarto a mais ou uma casa com barracão para que você morasse comigo, quando o tal sujeito me disse: “Se fosse minha namorada eu não deixaria.” Ninna então retrucou ao sujeito: “Mas ele é meu melhor amigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos que me lêem, percebem? Ouvir isso de alguém é receber a mais honesta declaração de amor. É um milagre. Se trata de um milagre. Não sei se estou sendo emotivo demais. Dirão os idiotas da objetividade que sim, estou sendo. Mas como não ser emotivo com semelhante declaração. Eu que estava ainda irritado com meu carro ladeira abaixo, irritado por uma diversidade de coisas relativas ao trânsito, irritado com a quantidade de pessoas que existem no mundo (são muitas, são demais) e Ninna me fala isso numa naturalidade hedionda. Pois sim, digo a vocês que as maiores declarações de amor são feitas em momentos de pura trivialidade. A apoteose não se trata de microfones e carros de som ou trios elétricos. A apoteose parte do trivial, sempre do trivial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trivial pede que tudo seja sempre normal. Por isso, os momentos triviais revelam o que existe cotidianamente. Receber eu te amo no aniversário e abraços no natal são apoteoses da rotina. Agora, perceber o amor nas relações diárias é um milagre, como a amizade é um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito que a Branca estava conversando ainda disse depois disso: “Você acredita em amizades entre homem e mulher? Homem é diferente, homens são sempre homens.” - Ah os homens, disse o Dudu depois dessa afirmação. Isso só me faz pensar que enquanto a Ninna estava conversando com o tal sujeito, homem, ele estava imaginando minha amiga pelada. – ah o homens. Depois ainda querem me convencer de que a humanidade precisa do Estado para não se matar. Sim, sem o Estado os homens se matam. Seria isso uma coisa boa? Essa é a pergunta que não cala. Claro, se o sujeito não percebe o milagre que é uma amizade, que tipo de coisa que ele acha que é, efetivamente um milagre? Uma imagem turva da virgem no vidro de uma casa qualquer? Ou Jesus, o Jesus medieval e renascentista numa nuvem que passa ao longe, no infinito céu azul... Ninna é um milagre. É o óbvio, dizer isso depois desse texto todo. Os idiotas da objetividade não perceberam isso, por que claro, a idiotês não consegue perceber o óbvio. Fazer o quê? Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4914163497559089220?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4914163497559089220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4914163497559089220' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4914163497559089220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4914163497559089220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/09/homens-e-o-milagre-da-amizade.html' title='Homens e o Milagre da Amizade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8923155714968134267</id><published>2009-09-05T14:52:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T14:53:18.919-03:00</updated><title type='text'>Otimismo Do Burocrata</title><content type='html'>O Nelson costumava sempre escrever sobre interpelações de terceiros em meio ao seu cotidiano jornalístico. “Fulano veio me dizer que minha ultima crônica foi muito reacionária, etc., etc..”. Isso, óbvio, não é parte de minha rotina, as pessoas nunca vêm até mim com a urgência de debater algo que escrevo neste pardo blog. Mas isso mudou anteontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava, como de costume, dando minhas aulas de história na quinta à noite quando me surpreendo com uma ligação. Era o Camilo Marra. Vocês o conhecem. Existem dois Camilos na turma de História.  Um Camilo é o Camilo Néfer, o outro é o Camilo Marra. Já disse sobre o Camilo Marra a vocês. Trata-se do próximo presidente do Brasil. Nós, os mais íntimos, o chamamos de Manel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava em aula não podia atender o Marra naquele momento, pedi que ligasse dentro de vinte minutos. Em vinte minutos volta a ligar. Perguntou-me se estava bem e por que da minha revolta com o Teatro. Minha revolta teatral é assunto para outro texto, fiquemos no caso do Marra. Conversamos algumas amenidades até que fulminante ele dispara: “Estou ligando por causa do seu texto no blog.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marra não sabe disso, mas esta atitude me fez sentir o verdadeiro cronista de jornal que recebe críticas das mais diversas em seu email de contato, assim como fiz com o ortopedista Sócrates. Estava ali já realizado. Camilo Marra então dispara: “veja bem Eduardo, você não pode falar aquilo que você falou sobre a liberdade individual. O Estado precisa intervir, o Estado, o Estado, o Estado.” Marra então concluiu: “Nós temos que entrar na máquina no Estado e muda-la e não extingui-la”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava ainda na escola, não pude conversar muito com ele, eu pouco o ouvia. Em princípio concordei com tudo que ele dizia e no final da conversa ele me perguntou preocupadíssimo: “Você não ensina isso pro seus alunos, ensina?” Só tive tempo de dizer que não. Que na sala de aula sou mais revolucionário do que Coronel Guevara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camilo Marra é um burocrata. Não entendam isso como insulto. Camilo Marra é o único sujeito que consegue fazer da burocracia um adjetivo brilhante em seu currículo. Me perguntem se acredito no Estado com o Camilo na presidência do Brasil e maioria no senado e no congresso. Sem pestanejar, acredito. Camilo Marra é traquejado, nasceu burocrata. Assim como Tancredo Neves nasceu com 70 anos (reparem, Tancredo poderia ser avô de si mesmo na sua infância.), o Marra nasceu com o traquejo burocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marra hoje é um cientista do Estado, um administrador público, um sujeito que acredita no Estado. Eu, infelizmente ou felizmente, ando calmo como uma preguiça e pouco me importando com o futuro do meu bairro, ou da humanidade. Não sei se disse a vocês, acho que não. Não existe verdade com racionalidade. A verdade do homem se perdeu junto com sua animalidade. O sujeito animal morreu com a ética, assim também morreu a honestidade do ser humano. Digo ainda que o Estado nasceu a partir da necessidade de administrar a mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não encerrarei esse assunto, preciso ouvir melhor o Marra e ter com o que rebater sua esperança vital no Estado. Por enquanto eu digo que, meu reacionarismo que nem se pode chamar de reacionário, eu diria que é algo menor do que o reacionarismo, inominável talvez. Eu digo que, esse reacionarismo me fez um sujeito feliz ao receber uma ligação no meio de uma aula. Também me deixou feliz ouvir uma opinião otimista que não vem de uma pedagoga, veio de um burocrata, no melhor sentido da palavra burocrata, burocrata no sentido de Camilo Marra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8923155714968134267?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8923155714968134267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8923155714968134267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8923155714968134267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8923155714968134267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/09/otimismo-do-burocrata.html' title='Otimismo Do Burocrata'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-1495209790831687476</id><published>2009-08-21T23:23:00.001-03:00</published><updated>2009-08-21T23:24:32.347-03:00</updated><title type='text'>Reacionário</title><content type='html'>Quando fico gripado tenho o ritmo do velho. Fico satisfeito com isso. Meu ritmo cai drasticamente e me sinto com setenta anos, sentado no sofá, sozinho e lendo as confissões de Nelson Rodrigues. Enquanto o mundo gira rápido e feroz, enquanto o mundo corre para se salvar ou se perder de uma vez por todas, cá estou, como se despedisse do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é para tanto, não se assustem amigos. Não é a gripe suína, a mesma que matou Rodrigues Alves. Apenas uma gripe comum. Minha febre não passa de 37,5. é tão ínfima que nem poderia se chamada de febre. Mas cá fico com meu moletom sem ter notícia de ninguém, sem uma ligação, sem uma companhia, como um velho esquecido que se lembrou de ter uma aposentadoria digna, mas se esqueceu de pagar o convênio médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente queria ser esse velho, mas não o velho que é definitivamente sozinho. Quero ser o velho esquecido. O velho que já teve amigos, que teve filhos, netos e quem sabe até bisnetos. Quero ser o velho que é sozinho por esquecimento e não por falta de parentes. Se for eu um velho sem filhos, netos, sobrinhos, etc. etc., não terei lágrima alguma, ninguém se esqueceu de mim, o caso é outro, eu simplesmente não existo para ninguém, nem nunca existi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me desviando do assunto, não queria falar sobre isso. Quero dizer que, na minha velhice forjada, meu reacionarismo fica ainda maior. Pois parei de resistir a todo esse movimento que me atravessa desde minha adolescência, a esquerda. Sou um direitista, um reacionário. O PFL é pouco, pouquíssimo pra mim. Claro, não chegarei aos absurdos do totalitarismo, mas diria a vocês que sou um republicano americano não bélico, diria um Abrahan Lincoln, assim como ele, morto em um teatro. Eis os motivos de minha confissão. Cá estou enfermo e sem um plano de saúde, quando escuto o sr. Bonner anunciar um novo imposto, aliás, um novo tributo, uma contribuição social para a saúde. O novo CPMF. Já enterrei duas avós que passaram pelo serviço público de saúde. Ou seja, desde 2003 tenho certo conhecimento do sistema de saúde do Brasil. Vamos restringir, sistema de saúde de Betim. De 2003, quando comecei a freqüentar hospitais públicos regularmente, até 2007, o Brasileiro pagava o CPMF. Em 2007 o imposto parou de ser cobrado e o que aconteceu? Nada. Nada mudou. O sistema de saúde continua precário, ruim, péssimo, como antes, como nos tempos de CPMF. O que eu quero dizer com isso, vamos as teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um governo de direita nos Estados Unidos tem a política de liberdade total ao indíviduo, por isso, costuma cortar impostos e gastar pouco com a máquina do Estado. Em contra partida, os serviços públicos e de assistência social são também reduzidos ou cortados. Ou seja, tudo que poderia ser custeado pelo Estado cai nas mãos da indústria privada. E isso não é bom? Não ouvimos por ai: “eu prefiro pagar pedágio e andar numa estrada boa do que não pagar e correr risco de morte.” E os telefones? Quem tinha telefone era só gente rica, riquíssima até que se privatizou o setor de telecomunicações. As estradas boas são as privadas, a saúde só é bem tratada nos hospitais privados, a escola privada é melhor do que a pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então meus amigos, sejamos de direita. Se deixarmos de pagar impostos teremos mais dinheiro no bolso para poder pagar o básico. Sem os impostos a renda do brasileiro quase dobra. Com esse dinheiro dá pra pagar plano de saúde, dá pra pagar estrada privatizada, dá pra levar uma vida menos indigna. Deixemos o básico para a previdência e alguns programas sociais. Nada mais. Nada de IPVA, nada de CPMF, nada ICMS, nada de ISS, nada disso. É um erro acreditar que o Estado pode cuidar do outro. Quem melhor cuida de si é si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os idiotas da objetividade podem ainda dizer: “E os pobres desempregados?” Vejam só, com tanta coisa privatizada os empregos vão aumentar, menos gente desempregada, mais trabalho, menos telemarketing. Isso tudo é tão óbvio que tenho vergonha de dizer essas coisas. Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-1495209790831687476?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/1495209790831687476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=1495209790831687476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1495209790831687476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/1495209790831687476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/08/reacionario.html' title='Reacionário'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8874849934359325939</id><published>2009-08-16T23:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-16T23:08:48.291-03:00</updated><title type='text'>"Não Tenho Tempo de Ver um Teatro! Um Teatro!"</title><content type='html'>Estava lendo o Blog de minha amiga Cris crise e ela como sempre me dá grandes pautas para este blog. Um dos textos que ela escreveu me esclareceu tudo sobre todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com um prazer hediondo que escuto amigos dizerem a amigos que não têm tempo para um encontro, uma cerveja, um papo. “Não tenho tempo, estou em Ouro Preto e daqui a quinze minutos eu tenho que estar no Barein, para um projeto com o sheik.” Grande bobagem. Eu sou vítima dessa arrogância! Desde pequeno eu dizia para minha mãe que queria ser uma pessoa ocupada. “Mãe, quero ser ocupado!”. E cá estou estudando em duas escolas e lecionando em outra. Com todo orgulho cancelando coisas e mais coisas. Gosto de metrópole pela correria, gosto de correr, gosto de estar ocupado. Mas vocês hão de convir comigo, aqueles que me conhecem sabem que sábado para mim é um dia especial e Domingo eu não faço nada que seja para ser feito fora de casa. Receber visitas é uma dessas coisas também. Por isso, não apareçam em minha casa no Domingo. Grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e os outros amigos. Que esnobam, que chateiam? Recentemente, bem recentemente eu vi isso acontecer. Não posso, só posso depois disso, depois daquilo, depois daquilo outro. A esses desavisados o ostracismo. Tempo é prioridade e se um amigo não tem tempo, você já deve saber do óbvio, ele não tem tempo é pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nelson, sempre ele, costumava dizer de um sujeito que sempre almoçava com ele e se gabava de não ter tempo, dizia: “Não tenho tempo de ver um teatro! Um teatro!”. Nelson uma vez o perguntou: Você já foi ao teatro alguma vez? Ele miseravelmente constrangido disse que nunca havia entrado no Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim são os ocupados. O fulano não tinha tempo de ver um teatro, aos amigos que não tem tempo para os outros eu digo que vocês nunca foram amigos. E não fazem falta em lugar nenhum. Correm de um lado para o outro e gostam de ouvir os brados de seus nomes próprios e não passam de insignificância, restos de amor, restos de amizade, restos do que um dia foi confundido com plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês estão correndo na contra-mão meus amigos. Não há milagre maior no mundo do que a amizade. Correr disso é ser um anti-humano, a anti-pessoa. Como disse meu amigo Gilmar: “Ponha sua usura na multinacional”. Lá você vai correr o tempo todo, seu nome será dito umas cem vezes por dia, vai se sentir satisfeito e ainda poderá assistir a pelo menos “um teatro”. Porque o cartão deve ser batido às 17:40. Hora extra, assim como os artistas da vanguarda, é opcional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8874849934359325939?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8874849934359325939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8874849934359325939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8874849934359325939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8874849934359325939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/08/nao-tenho-tempo-de-ver-um-teatro-um.html' title='&quot;Não Tenho Tempo de Ver um Teatro! Um Teatro!&quot;'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-4216215359223028237</id><published>2009-08-16T21:23:00.002-03:00</published><updated>2009-08-16T21:34:29.883-03:00</updated><title type='text'>“A Democracia Corintiana Contra o Governo Sarney.”</title><content type='html'>Estava, como de costume, lendo a Carta Capital cuja assinatura pertence a minha namorada, quando, como de costume, fui até a coluna de Sócrates, o ortopedista. Sua coluna dessa semana possui o título, “Desabafo”. Li por cima assim, procurando apenas a palavra Corinthians, como o de costume. Não achei. O ortopedista colunista não mencionou pela primeira vez desde que leio sua coluna a palavra “Corinthians” ou “Ronaldo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-jogador, num lampejo emocional, dizia sobre lágrimas serem cachoeiras e caules como fraudes ecológicas. Camila leu aquilo e desconfiou que o ex-jogador havia recebido alguma crítica dura sobre sua coluna. Fomos até a seção “cartas capitais”, que são os textos que os leitores mandam para a revista, e lá estava o texto que escrevi neste blog, (&lt;a href="http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/e-o-socrates-falando-do-obina.html"&gt;http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/e-o-socrates-falando-do-obina.html&lt;/a&gt;) texto este que enviei à Carta Capital. O ortopedista sentiu o golpe. Mas não se iludam meus caros amigos, não foi meu texto que fez isso ao ex-jogador, eu digo o que houve. Meu email chegou à redação da revista. Para os redatores saberem se procedia a crítica que havia em meu texto, eles levantaram os trinta últimos textos de Sócrates, e descobriram o que é óbvio ululante. Sócrates usava sua coluna para falar de Corinthians e não de futebol. A grande revelação logo virou tema e piada de coffe break na redação. Não demorou muito até o redator chefe das colunas da Carta, vamos inventar um nome para o chefe, Paiva. Paiva então liga para Sócrates e profere a grande verdade contida em meu email. Eis o diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ortopedista: Salve o Corinthians! (É assim que o ex-jogador atende aos telefonemas.)&lt;br /&gt;Paiva: Sócrates?! (pegando um muffin que estava em cima da sua mesa de madeira)&lt;br /&gt;Ortopedista: Sim. (Enquanto isso o ex-jogador vibrava com a feitura de uma crônica na qual ele falava de Dentinho, a estrela ofuscada por Ronaldo)&lt;br /&gt;Paiva: Estou com um email aqui, dizendo que você só fala do Corinthians. Eu chequei no arquivo da coluna e, você falou do Corinthians em 95% das vezes! Isso está errado. Temos leitores são paulinos, gremistas, atleticanos, flamenguistas.&lt;br /&gt;Ortopedista: Isso é uma calúnia! (se desequilibrando da cadeira)&lt;br /&gt;Paiva: (Comendo o muffin de limão) Não é não. Eu digo o seguinte, (mastigando com a boca aberta) ou você não fala do Corinthians na próxima crônica ou você não escreve mais para Carta Capital (cuspindo um pouco do muffin no fone do telefone). Estou na linha aqui com o Juca Kfouri (Juca rindo do outro lado da linha) e ele já acertou comigo caso você não consiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates além dessa ligação ficou sabendo que virou piada na redação da Carta Capital e pior, também checou no seu arquivo e viu a grande verdade. Ele só falava do Corinthians, junto a isso andou pesquisando na internet e viu que o Cruzeiro havia sido vice-campeão da libertadores, viu que o Corinthians era só o décimo primeiro na tabela de classificação. E mergulhou numa crise literária que foi revertida num desabafo. O ortopedista conseguiu o que foi pedido, ele não falou do Corinthians. Desabafou metáforas de auto-ajuda e figuras de linguagem hediondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dirá Sócrates na semana seguinte? Sócrates têm meu nome completo que, digitado no google aponta para este blog e para minha aprovação na UFMG há quatro anos, além disso, mostra uma multa que não tomei e um lattes que não faz sentido para mim hoje. Ele lerá este blog e verá que sou um pardo medíocre e tecerá duras críticas a esta pessoa que escreve nesse momento. Como não poderá falar mal do Paiva, serei eu seu algoz. Como dizia Nelson: “fazer o quê? Paciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, Sócrates desabafou na crônica dessa semana e das duas uma, ou torce para o Corinthians ser campeão brasileiro ou desiste de escrever crônicas e parte para algo ainda mais intelectual, escrever um livro sobre a democracia corintiana. Já vislumbro o nome: “A democracia corintiana contra o governo Sarney.” Com este livro se candidatará a uma vaga na academia brasileira de letras e será, assim como José Sarney e Paulo Coelho, um imortal. Vida longa ao ortopedista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-4216215359223028237?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/4216215359223028237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=4216215359223028237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4216215359223028237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/4216215359223028237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/08/democracia-corintiana-contra-o-governo.html' title='“A Democracia Corintiana Contra o Governo Sarney.”'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5263111375945862120</id><published>2009-08-11T02:03:00.001-03:00</published><updated>2009-08-11T02:07:13.128-03:00</updated><title type='text'>Cheirosas, Cheirosíssimas!</title><content type='html'>Estou eu aqui poucas horas de acordar escrevendo para vocês amigos queridos. Estive andando de metrô e ônibus hoje logo cedo e me lembrei de meus dias de auxiliar administrativo trabalhando na Savassi. Umas das coisas que me transtornava eram as pessoas estarem fedendo às seis da manhã dentro do ônibus. Imaginei que seria a mesma coisa hoje cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me surpreendi com inúmeros cheiros de sabonete, perfumes leves e não aqueles doces que em dias quentes e secos parecem... vocês sabem o que parecem. Ao contrário. Todos limpos, com caras boas, todas, indo trabalhar. E para onde eu estava indo tão cedo? Eu que, até ontem começava a dormir essa hora. Pois meus amigos, minha formação vai ficar ainda mais esculhambada. Depois de ter feito um ano de um curso técnico de formação de ator no TU-UFMG. Depois de ter concluído (quase. Final do ano) meu curso de História, depois de três anos de Fiat trabalhando como almoxarife. Depois de ter cogitado tentar engenharia Mecânica na UFMG no final desse ano, eis a minha grande novidade: Manutenção de aeronaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo Eduardo pastor-judeu-veterinário, é o único com uma formação ainda mais indecisa do que a minha. Vejamos: Eduardo fez um curso técnico de informática industrial, depois disso fez seis meses de Sistema de informação. Largou e foi fazer teologia numa faculdade protestante. Pois largou e foi fazer teologia numa faculdade católica que não a PUC. Largou e hoje está fazendo medicina veterinária na PUC querendo abrir uma barraca de cachorro quente, e mudar o curso para Farmácia. No meio disso, estudou um pouco para a prova de oficiais da PM. Semana passada me chamou para abrir uma agencia de veículos. Sabe deus o que o Eduardo está pensando agora. Mas manutenção de aeronaves é a minha coqueluche do momento. Ou como diria minha amiga branca Ninna: “a grande vedete da minha vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo de que o mundo seria um lugar melhor sem nós aqui, nós humanos. Estou certo de que não há almas para serem salvas. Estou certo de que não faço mais arte para a classe média, nem para a classe moderninha, nem para a classe baixa porque me sentiria um jovenzinho querendo mudar o mundo e eu não acredito que o mundo possa ser mudado com o ser humano por aqui. Como eu nem sei quem são as pessoas de classe alta eu nem sei que arte é arte para eles. Se eu deixei de acreditar no homem para que fazer arte meus amigos? Para que educar pirralhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples. Vou consertar aviões. Sim! Um mecânico de aeronaves é responsável por mais vidas num turno de trabalho do que um cirurgião em toda a sua carreira. Deixa só a fuselagem do avião bamba pra você ver o que acontece. Pessoas morrem. Muitas delas. Apesar de não querer salvar o mundo humano, eu também não quero contribuir para sua degradação total. Por isso, vamos agora, manter os aviões voando em segurança. Pra que vocês possam ler este blog sem a preocupação de que um avião caia na cabeça de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas estão cheirosíssimas! Cheirosíssimas eu reitero! É um paradoxo hediondo! Hediondo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E atenção senhores lojista, uma informação de utilidade pública. Já está em pleno funcionamento a coluna do du. Um blog destinado a prática e crítica do association. O endereço está em algum lugar deste blog. Se você gosta de futebol, procure! Se não, não tem problema. Este anúncio é um oferecimento de Cambo games, ali, pertinho da art games onde você encontra seu tricô a preço de custo!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5263111375945862120?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5263111375945862120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5263111375945862120' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5263111375945862120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5263111375945862120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/08/cheirosas-cheirosissimas.html' title='Cheirosas, Cheirosíssimas!'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6104425574978154155</id><published>2009-07-31T04:23:00.000-03:00</published><updated>2009-07-31T04:32:03.198-03:00</updated><title type='text'>Roberto Batata</title><content type='html'>Meus caros amigos que me lêem, escrevo para contar-lhes uma novidade. Quando eu era pequeno Ayrton Senna morreu. Depois desse fato triste, que comoveu o país todo e mesmo que não comovesse estaria a globo lá tocando de todas as formas o tema da vitória numa melodia mais harmoniosa, só com piano, num ritmo mais lento, etc... Garanto que até Nelson Piquet deixou algumas lágrimas escaparem por seus olhos vendo a transmissão do velório pela rede globo. Mas não é sobre isso que queria dizer. Quando o Senna morreu, eu e meus amigos nos viciamos em Formula 1. Cada um torceria para um piloto. Lembro que o Télio escolheu torcer para Damon Hill, Alonso para o Mika Hakkinen, Dalmo para o Jonny Herbert e eu para o Schumacher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe passou a ser cruzeirense fanática a partir do ano de 1976, depois da morte de Roberto Batata, um jogador cruzeirense que morreu num acidente de carro. Ainda nesse raciocínio quero dizer que não passei a gostar do Daniel depois que o João Paulo morreu e nem do Leonardo depois que o Leandro morreu. Tudo isso é para dizer que, depois da grande frustração da perda da libertadores pelo cruzeiro eu decidi falar sobre futebol. Fiz alguns textos mostrando minha insatisfação com o ortopedista corintiano Sócrates e decidi então falar sobre futebol. No entanto, não será aqui. Criarei um outro blog somente para esportes. Espero que leiam e que leiam outras coisas também mais construtivas, como Garcia Márquez, Graciliano Ramos ou o blog do Celso sobre História. Este blog continuará sua saga em prol da difamação do artista atual e sobre algumas obsessões que me vierem a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das obsessões que tem me causado certa revolta medíocre é o tanto de blogs enterrados por ai. Mas não vou falar sobre isso. Dos meus amigos que têm blog, dois já enterraram suas páginas e desistiram. Ainda não tive nenhuma idéia de difamação em relação a eles. Por isso fiquemos nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o blog de esportes estiver pronto postarei aqui o endereço. Por enquanto digo o seguinte: perder para o Goiás no Mineirão é mais normal do que perder para o Flamengo no Maracanã. Estejam certos disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6104425574978154155?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6104425574978154155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6104425574978154155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6104425574978154155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6104425574978154155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/roberto-batata.html' title='Roberto Batata'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-625118294325648147</id><published>2009-07-22T03:14:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T03:19:29.324-03:00</updated><title type='text'>Maicon Djequisom</title><content type='html'>Nessa última segunda me surpreendi com Diego Tardelli no Jô Soares! Ele não foi dar entrevista, somente estava lá para assistir o gordo. Jô Soares gentilmente trocou algumas palavras com o craque do Atlético-MG e o cumprimentou pelo excelente futebol que vem praticando. No fim do papo, Jô Soares ainda mandou um abraço para o Uelton Filipe! Uelton Filipe meus amigos, o Junior Baiano do Século XXI! No CQC, horas antes, Felipe Andreoli estava no Mineirão cobrindo aquilo que podemos chamar, sendo o mais ululante possível, de mineiraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jô Soares falando do Atlético-MG e CQC falando do Cruzeiro! Isso tudo nessa segunda. Agora, me perguntem sobre o que o Sócrates falou na Carta Capital desse último Domingo. Robinho e adivinhem, quem? Quem mais ele poderia falar hein? Ronaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mesmo, acatando uma sugestão, mandei uma cópia revisada do meu texto sobre o Sócrates para a Carta Capital. Eu não sou um ex-jogador com curso de Ortopedia, mas sei falar de Futebol tão bem quanto o tal ex-jogador com nome de Filósofo. Quem sabe este blog não vai parar na Carta Capital? Tudo que preciso é só de um revisor de textos, coisa que já tenho. No mais, os leitores da revista poderão saber mais de futebol além do Ronaldo, do Ronaldo e do Ronaldo. E não estou falando do Ronaldo ex-goleiro, do Ronaldo Gaúcho e do Cristiano Ronaldo. Aliás, será que é isso? Será que o Sócrates fala toda semana de um Ronaldo diferente? Isso faz todo o sentido! Vejam, dos três Ronaldos que citei, um jogou no Corinthians, além do gordo. Sabe-se lá quantos Ronaldos já jogaram lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devo um perdão hediondo ao ex-jogador colunista ortopedista. Só agora eu entendi. Perdoe a mediocridade deste pardo. Espero ansioso pela sua próxima publicação cujo título já vislumbro: “Ronaldo x Michael Jackson!” De qual Ronaldo ele falará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, caros amigos, não se iludam, o Michael Jackson que Sócrates vai dissertar e comparar a algum Ronaldo não é o falecido e não enterrado rei do pop camaleônico. Na verdade tratar-se-á de um ex-jogador do Corinthians, do tempo da democracia corintiana, cujo nome de registro na verdade é: Maicon Djequisom, um ponta esquerda que jogou de 1984 a 1986.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-625118294325648147?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/625118294325648147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=625118294325648147' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/625118294325648147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/625118294325648147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/maicon-djequisom.html' title='Maicon Djequisom'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2945668471350970759</id><published>2009-07-20T20:59:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T21:03:05.199-03:00</updated><title type='text'>Ensaio da Importância do Teatro e da História Para a Vida</title><content type='html'>Estava fazendo uma faxina no meu email, colocando alguns em pastas, jogando fora outros e respondendo alguns, quando me dei conta da alegre constatação: nem meus amigos lêem o que eu escrevo. Refiro-me ao artigo de Nelson Rodrigues recentemente construído. Lembro que mandei esse artigo para o Wester, Pedro, Luciana, Dudu e Ninna. Só essa última leu. Lembro-me que no primeiro semestre de História, em 2005, eu escrevi umas besteiras e pedi para que Camilinha e Leandro lessem. Eles se recusaram. Na época, eram namorados e preferiram ficar nos amassos. Neste caso, o erro foi meu em procura-los, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que essa constatação me aliviou de uma maneira hedionda! Vejam, não estou reclamando que meus amigos não leram o que eu escrevi. Até porque estes mesmos lêem este blog. Não é isso. O que quero dizer é que, nem meus amigos teatrólogos e historiadores se prestaram a ler. Isso é de uma obviedade ululante! Nem meus amigos lêem a História do Teatro que construo. Poderia haver um interesse e não houve. Isso porque não há interesse. Não há necessidade em ser historiador. Quem vai ler? Nem meu orientador leu meu artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa eu digo para o teatro. Fazer teatro para classe média que lê Veja? Fazer teatro para moderninhos que freqüentam os circuitos quentes da arte mineira e lêem Bravo!? Fazer teatro para parentes e amigos? Isso eu faço quando quiser e na hora que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebem o que eu digo? Tanto a História quanto o Teatro deveriam ser produções caseiras, frutos de tempo livre entre um trabalho e outro. Ganhar pão escrevendo coisas que ninguém lê e fazendo coisas que ninguém vê é, mais uma vez, hediondo. A História se fechou em si mesma e o teatro se fechou em si mesmo. Não há além. O que há é a classe média enfadonhada com seu tempo livre procurando legitimações de sua suposta superioridade. Tudo não passa de um joguinho mal jogado e incompetente porque além disso tudo, não consigo ver diferenças entre um grupo teatral profissional e outro amador. A não ser pela falta de autenticidade do primeiro e da falta de dinheiro do segundo, tudo se resume numa prática falida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto História como Teatro são, hoje, notas de pé de página de conversas medíocres, realizadas em algum boteco pretensioso, cujo público padrão são pseudo-intelectuais recém chegados à classe média. Ninguém sente mais nada. Não há alma, ‘tudo em função do irregular. Tudo, nada. Fiquemos nisso.’ Sente uma dor que finge que sente: “De longe a cena passa, de perto, ela chega. Chega que me dá um comichão aqui dentro, como se formigas invadissem todo meu corpo e não restasse outra coisa para o meu intestino a não ser digeri-las para que até meu coco possa ser teatral, e para que meu cu finalmente tenha alma.” Profundo. Mas não me convence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a grande verdade: só músicos são artistas. Transformam barulho em harmonia. O resto é papo de boteco alternativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2945668471350970759?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2945668471350970759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2945668471350970759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2945668471350970759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2945668471350970759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/ensaio-da-importancia-do-teatro-e-da.html' title='Ensaio da Importância do Teatro e da História Para a Vida'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2595496878392404285</id><published>2009-07-20T02:11:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T02:18:06.850-03:00</updated><title type='text'>E O Sócrates Falando Do Obina</title><content type='html'>Não costumo falar de futebol nesse espaço. Tenho, desde o início do ano, esperado por uma crônica/crítica do Sócrates na revista Carta Capital sobre Cruzeiro ou Atlético-MG, ou mesmo o Internacional. Ainda não li a revista dessa semana e espero sinceramente que ele fale sobre a final da Copa Libertadores da última quarta e faça a obviedade de comparar aquela final com a final de 1950 entre Brasil e Uruguai, como a Globo fez. Para quem não lê a Carta Capital, trarei aqui notícias sobre sua crônica dessa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo desse semestre tenho lido a coluna do referido ex-jogador e ele já falou do Ronaldo, do Ronaldo, do Ronaldo de novo, ele também falou do Corinthians, do Mano Menezes, do massagista do Corinthians, da democracia corintiana da sua época, falou sobre o Ronaldo também, sobre o Filipe o melhor goleiro do Brasil na opinião do mesmo, falou do Ronaldo, do Ronaldo, do Ronaldo, ele provavelmente fala mais do Ronaldo do que o Pânico na TV. O ex-jogador também falou do Muricy Ramalho, do menino Pelé, esqueci o nome dele, é o, menino... ah sim! Menino Nilmar. Não! Nilmar é do Inter. Ele só falou do Nilmar quando ele fez um gol em cima de quem? Pois bem, quando o Cruzeiro eliminou o Grêmio, pensei: Agora vai! Ele pelo menos tem que falar sobre o racismo daquele jogador argentino. E sobre o que ele falou? Sobre o Obina. Justiça seja feita, ele citou o Wellington Paulista, uma linha. Mas é evidente, deve ter falado sobre o Paulista porque seu apelido é “Paulista”. Se O Wellington Paulista se chamasse Wellington Acreano ou Wellington Mineiro, ou Wellington Piauiense ele não diria nada! Nada mais! Mas enfim, sobre o que Sócrates falou? Obina. Obina meus amigos. O Grande Obina. Sugestão para a Carta Capital: Se o Sócrates só dá conta de falar de São Paulo, regionalize a coluna! Façam assim redatores: Para Minas: Tostão. Para o Rio Grande do Sul: Falcão. Para a Bahia: Bobô. Para Pernambuco: Juninho Pernambucano. Para o Rio de Janeiro: Romário. Pronto. Assim todos podemos ler crônicas sobre o Futebol e não sobre o Ronaldo. Ou o Obina. A coluna do Sócrates parece a bancada de São Paulo no Alterosa Esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era sobre isso que queria falar. O que eu queria dizer é que, se o Sócrates não fala sobre mineiros, eu falarei. Todos que me conhecem minimamente sabem que sou cruzeirense. Desses chatos, que guardam datas: Cruzeiro foi campeão da Supercopa em 1991, 1992, Copa do Brasil em cima do Grêmio em 1993 e por ai vai. Óbvio que fiquei aterrado com a derrota na última quarta e óbvio que pior do que isso foi o gordo Ronaldo fazer um gol e dar passe para outro na vitória do Corinthians hoje no Mineirão. Mas deixemos o Corinthians para o Sócrates. Eu nunca vi o Cruzeiro perder um título no Mineirão e confesso, é ultrajante. Quanto aos atleticanos/estudiantes. Mais do que normal essa reação insuportável. Até hoje escuto foguetes sendo lançados e piadinhas sobre o Estudiantes. Vejam: O Atlético não tinha um bom time e não liderava o campeonato nacional desde nem se quando. O Atlético não ganhava do Cruzeiro há dois anos e ganhou. Por fim, o Cruzeiro perde a Libertadores. Trata-se de uma combinação nunca antes estabelecida para esta geração de torcedores. É natural. Se eu fosse esse tipo de torcedor estaria da mesma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como não sou esse tipo de torcedor, como sou muito mais bairrista que cruzeirense vamos ser frios e amantes do futebol e não amantes da Galoucura e da Máfia Azul para dizer o seguinte: O Cruzeiro acaba de ser vice-campeão da Libertadores. O Atlético-MG é líder do campeonato brasileiro e o que a imprensa esportiva diz: Ronaldo, Obina, Muricy estudando propostas, menino Neimar! Neimar! O atacante do Santos de 13 anos é o Neimar. Eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me volto mais uma vez ao Nelson Rodrigues. Ele escrevia sobre o Futebol. Escrevia somente sobre o futebol do Rio. Mas convenhamos, ele escrevia quando Garricha jogava! Quando Minas não era nada. Quando Cruzeiro e Atlético não passavam de times regionais. E além do mais, Nelson Rodrigues é compositor do Rio de Janeiro. Ele tinha uma missão histórica com aquela cidade. Faze-lo escrever sobre qualquer outro time do Brasil é jogá-lo num falsete insustentável para aquela voz rouca e vagarosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente eu digo o seguinte, pior do que ouvir as piadinhas do Marcel, pior do que perder uma Libertadores no Mineirão, pior do que ouvir foguetes de atleticanos com um gol do Corinthians, pior do que tudo isso é ter que ler sobre o Obina na Carta Capital enquanto o Cruzeiro estava na final da Libertadores e o Atlético-MG era e ainda é, líder do Campeonato Brasileiro. Isso é o fim da picada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dudu, vamos montar um Blog sobre Futebol!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2595496878392404285?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2595496878392404285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2595496878392404285' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2595496878392404285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2595496878392404285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/e-o-socrates-falando-do-obina.html' title='E O Sócrates Falando Do Obina'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2795661472901535595</id><published>2009-07-10T11:01:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T11:02:52.762-03:00</updated><title type='text'>Hoje eu Dormi de Meia Noite Às Três</title><content type='html'>Estava por um momento assim.&lt;br /&gt;De saco cheio de escrever.&lt;br /&gt;De saco cheio de teatro.&lt;br /&gt;De saco cheio de artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou.&lt;br /&gt;De saco cheio de teatro.&lt;br /&gt;De saco cheio de artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quanto a escrever. Talvez tenha me causado subitamente,&lt;br /&gt;Com minha insônia habitual,&lt;br /&gt;Uma lágrima contida e cheia de rancor.&lt;br /&gt;Que não é uma lágrima rancorosa pra o artista.&lt;br /&gt;O artista, para o artista é Jesus na terra.&lt;br /&gt;Deus no Céu. Não há rancor nem tristeza quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de paixões atravessadas.&lt;br /&gt;Saudades atravessadas&lt;br /&gt;Por respostas que não convencem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso voltar a ler Nelson Rodrigues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2795661472901535595?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2795661472901535595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2795661472901535595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2795661472901535595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2795661472901535595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/hoje-eu-dormi-de-meia-noite-as-tres.html' title='Hoje eu Dormi de Meia Noite Às Três'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-3515000146175463871</id><published>2009-07-10T10:47:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T10:49:58.679-03:00</updated><title type='text'>Das Coisas que Você Não Disse</title><content type='html'>Você disse pra eu ir sozinho.&lt;br /&gt;Você disse que iria sozinha.&lt;br /&gt;E quando eu disse que iríamos: tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gasolina acabou no caótico transito betinense.&lt;br /&gt;O médico está perdido pela avenida&lt;br /&gt;E acabo de perder quinze.&lt;br /&gt;Devolvendo outros 720&lt;br /&gt;Não recebendo os 500 que são meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nona temporada já sei de cor e salteado.&lt;br /&gt;Queria a primeira, segunda, terceira, décima.&lt;br /&gt;Mas só tenho a nona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tenho umas idéias malucas.&lt;br /&gt;Assim, de ir sozinho.&lt;br /&gt;Qualquer dia ninguém mais vai saber.&lt;br /&gt;Qualquer dia vai ser só um outro dia.&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;Saudade.&lt;br /&gt;Você disse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-3515000146175463871?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/3515000146175463871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=3515000146175463871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3515000146175463871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/3515000146175463871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/das-coisas-que-voce-nao-disse.html' title='Das Coisas que Você Não Disse'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7230433799875499935</id><published>2009-07-06T15:16:00.000-03:00</published><updated>2009-07-06T15:24:08.127-03:00</updated><title type='text'>A Última Grande Verdade</title><content type='html'>Pode parecer ridículo, mas cheguei a uma grande verdade. Os idiotas da objetividade podem me dizer: mas isso é óbvio ululante! Sim. É óbvio ululante. Fazer o que? Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande verdade é que não é possível salvar o mundo. Não é possível salvar o Brasil, não é possível salvar sua cidade, nem mesmo é possível salvar seu bairro, ou sua rua, ou sua família. Além disso, digo que, não é o que você faz que vai salvar o mundo. É quem você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser ululante essa obviedade, mas só entendi isso agora. E outro ponto importante, é preciso salvar-se antes de salvar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que digo que: um engenheiro pode salvar vidas tanto quanto um professor ou um artista. E se der pra ser isso tudo, que bom! Ficarei feliz e salvarei umas cinco, seis pessoas. Contem com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7230433799875499935?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7230433799875499935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7230433799875499935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7230433799875499935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7230433799875499935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/07/ultima-grande-verdade.html' title='A Última Grande Verdade'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-5874923230845565366</id><published>2009-06-29T00:50:00.000-03:00</published><updated>2009-06-29T00:51:50.097-03:00</updated><title type='text'>Trilogias</title><content type='html'>Há uma trilogia de relatórios. Há uma trilogia literária. Há uma seqüência lógica a ser seguida e que afunda os olhos de esperança a cada letra. Há o cansaço e há os olhos brilhando hoje por números, por graxa e cimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em mim uma objetividade que não me deixa ser conclusivo. Há em mim uma vontade louca de largar tudo isso. Toda essa trilogia que hoje me cansa. Há as férias que não serão gozadas. Há ainda o final do ano. Há que se aprender matemática e há a avidez por isso. Há o desespero pelo abandono da arte, da História e da sala de aula. Há um desespero sutil em bater um cartão, em pegar uma cesta básica, em ter um plano de saúde, em ser reconhecido como bom, como útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em mim o desesperado grito de socorro que será dado somente num outro ano. Pois este já está morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressuscitemos Michael! Ressuscitemos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-5874923230845565366?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/5874923230845565366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=5874923230845565366' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5874923230845565366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/5874923230845565366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/trilogias.html' title='Trilogias'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-630295775362294541</id><published>2009-06-24T05:26:00.002-03:00</published><updated>2009-06-24T05:29:38.595-03:00</updated><title type='text'>Espera</title><content type='html'>Nós não temos tempo para mais nada. O tempo não é mais medida. O lugar não é mais medida. O que será da História assim? Uma outra narrativa. Não há o que esperar. Não há para que correr. Só estamos na deriva, as velas baixaram. O vento bate sutil. Não há mais nada, absolutamente mais nada a fazer. Hoje as coisas estão todas assim, fora do lugar. No lugar onde tudo deveria estar. O oceano na costa, as costas na cadeira e a cadeira no chão. O chão que “afunda um milímetro a cada gole”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sustento mais a leveza brutal do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pairou nas letras suaves, no toque blasé, na atitude descomedida da cobrança, da sutileza do delicado grão que se confundiu na areia na praia. Que a maré suba... subamos... diria Vinícius de Morais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-630295775362294541?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/630295775362294541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=630295775362294541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/630295775362294541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/630295775362294541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/espera.html' title='Espera'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-7077894886945862582</id><published>2009-06-24T05:17:00.001-03:00</published><updated>2009-06-24T05:18:46.908-03:00</updated><title type='text'>"A Poesia é Apática e o Cinema é Cem Mil Vezes Melhor que a Literatura."</title><content type='html'>Eu vou me encontrar bem longe. Vou me encontrar professor bem longe da sala de aula. Vou me encontrar artista longe dos artistas, dos palcos, dos beijos, das luzes. Só assim mantenho a promessa de não desistir e nem de insistir por causa de vocês. E, deveras, é como se elas fossem o grande mal. Sendo o professor um ser social, sendo o artista um ser social, é contraditório que eu me encontre assim, longe, bem longe de tudo isso que me apavora e me deixa cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás tinha escrito um texto que dizia valer a pena futucar no meio de bilhões de idiotas, uma alma boa. Diria a vocês que o trabalho de garimpeiro não é lá uma vocação minha. Ou talvez, já tenha encontrado por ai, pessoas boas demais. Não me resta mais ouro. Tudo já escorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não me decepcione o ouro de tolo que tenho nas mãos. Que eu continue complacente. Fingindo brilhar o que nunca brilhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A poesia é apática e o cinema é cem mil vezes melhor que a literatura.” Pedro Romero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-7077894886945862582?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/7077894886945862582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=7077894886945862582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7077894886945862582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/7077894886945862582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/poesia-e-apatica-e-o-cinema-e-cem-mil.html' title='&quot;A Poesia é Apática e o Cinema é Cem Mil Vezes Melhor que a Literatura.&quot;'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-2558671445326912210</id><published>2009-06-14T22:25:00.000-03:00</published><updated>2009-06-14T22:27:14.513-03:00</updated><title type='text'>Vai, Vai, Anda!</title><content type='html'>E o santo de casa não faz milagre. Eis a grande verdade. É preciso ser nômade, se não nômade, qualquer outra coisa que te faça sair do lugar. Ir por outros espaços, desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós precisamos ir embora. Assim, de um jeito ou de outro, ir embora, reencontrar depois tudo diferente, mudar tudo em outro lugar. Mover o ar, sorrir pro outro lado, pra outras bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já encontrei tudo que precisava por aqui. Já vi muitas certezas. O Eduardo é assim. É assado, é frito, é cozido. Vão indo. De fato, é preciso forjar outra identidade. É preciso forjar outras situações. E vamos indo! Ir sempre. Ficar é tolice. Se tem pernas anda! Não fica, não fica, vai, vamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros dizem que é preciso edificar. Fortalecer. Deixemos esse sentimento feudal. Vamos ao nomadismo dos inícios. Até fixar onde achar que deva. Até pensar que bastou. Porque quando pensar assim. Que bastou. Já ta na hora de ir. De recuar, de deixar de aparecer. Quando for a hora, desacelera, pare de dar entrevistas, de bater fotos. Faça como os elefantes. Se retire e que morra assim, perto do seu jardim, tendo como única atividade escrever num blog, de uma ilha, de uma terra qualquer, que seja longe, suficientemente longe, até que tudo vire cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, um dos megalomaníacos diria: “Eduardo e seus imperativos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-2558671445326912210?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/2558671445326912210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=2558671445326912210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2558671445326912210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/2558671445326912210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/vai-vai-anda.html' title='Vai, Vai, Anda!'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-6914448561983153902</id><published>2009-06-10T03:07:00.003-03:00</published><updated>2009-06-10T03:11:08.041-03:00</updated><title type='text'>Das Narrativas</title><content type='html'>A gente vai vivendo, vai vivendo, vai vivendo. Vai passando semana a semana e sem querer mesmo, vamos todos construindo histórias para contar. Eu, mais do que os outros. Sim, gosto de guardar cada sensação. O primeiro dia em que andei de bicicleta sem rodinhas. Quando aprendi a ler. A primeira palavra que li: “Anel.” Fiquei pensando nisso ontem, anel. É difícil essa palavra. Não é como “canela”. Ca, ne, la. Fácil. Agora Anel. O l no final... mas foi a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos os jogos no Mineirão. Minhas namoradas imaginárias, meus irmãos imaginários. Era filho único. O primeiro beijo, o segundo beijo. O primeiro beijo com amor, o primeiro beijo com amor e paixão. A cama elástica, o teatro, o cinema, o teatro. O Teatro. O primeiro Opala, o segundo Opala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teatro. O teatro que há nove anos estou, atuando, lendo, estudando, palpitando. Eu não sei bem se ele quer que eu vá e eu insisto em ficar ou se eu quero ir e ele insiste em me deixar por perto. Quando pensei que me despedia, me veio o Nelson. O Nelson que tanto odiei. Quando pensei que iria de vez, um amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se vão mais algumas horas compondo minha narrativa. Agora com novos elementos, a mão suja de giz, a garganta doendo de tanto falar, de tanto gritar, de tanto fumar. A turma que é apática, a turma que é boa, a turma mais simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E reli alguns emails. Reli algumas cartas. Refiz alguns passos. Cedi aqui e ali. Tive certeza absoluta de algumas coisas. Muitas, quase todas, caíram por terra. Ficou uma, uma certeza bonita, guardada. Independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me disseram: “Não faça algo que não seja por você. Não saia e nem entre pelos outros.” Difícil cumprir tal promessa. Mas vou cumprir. Assim como ser torcedor do atlético é ser uma promessa, sigo cruzeirense e em mim vasculhando e dando sentido a todas as coisas que já foram e sobretudo, as coisas que ficaram, e que quero que estejam sempre por aqui. Comigo numa ligação de cinqüenta minutos, comigo num monólogo de vinte e cinco reais. Comigo numa cerveja, ou numa troca de emails. Comigo sempre por mim e por você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim com tudo isso que foi, que é e ainda vai ser. Ainda sim, a memória teima em dizer: Certeza, certeza mesmo é uma só. - Que eu não blasfeme sobre isso nunca mais. Fiquemos assim. Vamos fazendo história. Mexendo a vida, mudando de curso todo semestre. Vamos para a Itália, eu quero ir a Portugal. Não sei. Mas Portugal é onde quero ir antes de morrer. Que os filhos possam vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou professor. Sou artista. Posso dizer! E de verdade, me emociona muito dizer isso, mas mais do que isso, me emociona dividir isso. Sem isso não há História pra contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, só me falta dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode ser até do corpo se entregar mais tarde...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-6914448561983153902?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/6914448561983153902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=6914448561983153902' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6914448561983153902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/6914448561983153902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/gente-vai-vivendo-vai-vivendo-vai.html' title='Das Narrativas'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8509384612341631305</id><published>2009-06-02T05:01:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T05:03:47.460-03:00</updated><title type='text'>Quércia Vem Ai!</title><content type='html'>“Rebele-se.” Me era interrompida uma aula fantástica para um pronunciamento de uns candidatos a não sei o que da UNE com uns panfletos de ordem: “Rebele-se.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou me rebelar a que e para quem? Essa Une me faz ter duzentos anos. Sinto-me uma múmia reacionária quando penso na UNE. A UNE fincou o pé nos anos 60 e nunca mais saiu de lá. Se alguém me interpelar na rua e me fuzilar um: “Cite um anacronismo” Eu digo: UNE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se fosse o seguinte: O caminhão de lixo não passou na minha rua essa semana e ao invés de ir procurar a secretaria de limpeza urbana eu, antes disso, atirasse pedras na prefeitura, ateasse fogo nos coletivos, pichasse muros com palavras de ordem do tipo: “Quércia vem ai!” Se você pensar bem, a lógica fascista Capitão Nascimento, atire antes, converse depois, cabe totalmente a UNE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a verdade, a UNE é coordenada por algum viciado em “drogas verdes” que já passa dos quarenta anos e que continua gritando: “Fora Médici! Morte a Costa e Silva”. Profeticamente anda pelos corredores de alguma universidade pública com longa barba, unhas mal cortadas, olhos vermelhos e o “Manifesto” nunca lido dentro da sua capanga suja. Pois o anacrônico viciado arrumou um exército de classe média de orientação esquerdista e com poucos problemas para serem resolvidos. Mediante quadro, não resta ao viciado se não coordenar arruaças contra REUNI, PROUNI, ENEM, ENADE, contra tudo quanto é sigla que passe pelo seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena eu ter jogado fora o panfleto azul do Rebele-se. Eles mandam rebelar e os motivos vem depois. “Depois a gente justifica a quebradeira.” Isso me lembra o sujeito da aula de sociologia da educação. Há dois na verdade, um insuportável riquinho da Letras, parente de todo o colégio Santo Antônio e o outro, o tal da Geografia. Se me perguntarem: Onde a UFMG é anacrônica? Eu digo: IGC. Os idiotas da objetividade podem dizer que estou generalizando. Fazer o que? Paciência. O sujeito de repente brada como uma capivara: “Vamos discutir.” Toda a sala pára, olha para o cidadão e espera que ele diga algo, no mínimo problematizante. E ele diz: “Ninguém discute!” Mais um silêncio... Nada. Ele se cala revoltado por ninguém discutir. O sujeito não diz nada... Não tem o que dizer. Ele só quer, de vez em quando, rebelar-se. Essa é a lógica da UNE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8509384612341631305?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8509384612341631305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8509384612341631305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8509384612341631305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8509384612341631305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/06/quercia-vem-ai.html' title='Quércia Vem Ai!'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1681579759126896176.post-8097675465438029881</id><published>2009-05-31T23:26:00.001-03:00</published><updated>2009-05-31T23:28:23.639-03:00</updated><title type='text'>Páprica. Eu odeio essa palavra, Páprica. Hilda: "Polkas, Guarânias e Bumba Meu Bois."</title><content type='html'>Me perguntaram outro dia na rua porque eu havia parado de dizer que sou um pardo medíocre. Na hora eu banquei o idiota e respondi a pergunta com outra pergunta: “É mesmo? Eu fiz isso?” O fulano disse: “Fez oras!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não percebi. Honestamente não percebi. Agora estou numa onda Hilstiana. Todos sabem que Hilda Hilst é a Cláudia Leite acadêmica, a Zibia Gasparetto da Universidade. Todos sabem também que Caio Fernando Abreu é o Marcelo Camelo da literatura, o Cazuza mal amado. Este ainda não está comigo. Fiquemos na Hilda. Hilda tem me feito ouvir discursos energéticos, discursos acerca da valorização do caule da samambaia. “A energia, a energia, a energia!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Energia. Pois por esses dias tenho estado num diálogo com o Cosmos, Hilda tem me auxiliado nisso. Falando então no Cosmos eu volto a Hilda: “O que seria o Cosmos?” Ela me pergunta com aquela voz pavorosa dela. Eu respondo que não sei. Peço para apontar um caminho e Hilda me dá algumas palavras assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada, Carnaval, Ulisses, Almoço e Bronhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo eu paro para tentar entender, que diabos essas palavras tem para me oferecer num caminho para o Cosmos? E me vem a resposta. Não há nenhuma relação. Absurdamente Hilda não quer me dizer absolutamente nada. Ela só me dá a oportunidade de relacionar, carnaval, Ulisses, almoço e bronhas com o universo. Hilda não quer nada. Nunca quis nada além de suscitar as mentes criativas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilda quer que sejamos participativos na sua literatura. Tão participativos que ela mesma se percebe inútil nesse processo e sai, pé ante pé da sua literatura e se manda, rindo e cantando com seu copo de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzir Hilda Hilst é um exercício complexo de retórica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao medíocre pardo. Ainda continuo sem saber... Por que afinal eu deixei de citar isso? Vai ver eu percebi que isso é óbvio ululante e tenha afinal, cansado de ser pleonástico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1681579759126896176-8097675465438029881?l=eduardolarabicalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/feeds/8097675465438029881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1681579759126896176&amp;postID=8097675465438029881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8097675465438029881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1681579759126896176/posts/default/8097675465438029881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eduardolarabicalho.blogspot.com/2009/05/paprica-eu-odeio-essa-palavra-paprica.html' title='Páprica. Eu odeio essa palavra, Páprica. Hilda: &quot;Polkas, Guarânias e Bumba Meu Bois.&quot;'/><author><name>Lara Bicalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04703126307917435540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8BdxHcSZfKQ/S5m0gHfjRRI/AAAAAAAAAC4/kjLKmwjoi4I/S220/OgAAAB34ujJlyZ45jinAAWhO-xPHJQd-y_veMpxoSyooqm5_Uyu49SN2F5IbWbT8iNIfLiPA7CI6QYC05uZaniEqKKgAm1T1UGtHirrhQt9O_CuM8DZ0xP9Bebo_.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
